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10 Personagens clássicos da Cultura POP que ganharam apenas um filme e nada mais!


A Hollywood atual gosta de apostar em marcas famosas como tema de suas superproduções mais caras. Isso se dá porque vivemos em um tempo em que o público (eu e você) prefere apostar suas fichas em um terreno seguro. Já se foi o tempo em que as continuações eram vistas com maus olhos pelos espectadores, como uma forma de caça-níquel. É natural do ser humano querer gastar seu suado dinheiro em um programa que imagine que irá tirar da experiência exatamente o que imagina – e para isso nada mais seguro do que um título reconhecível, que já nos tenha agradado antes.

Com a queda vertiginosa que os cinemas sofreram após o advento dos streamings durante a pandemia, não podemos realmente culpar Hollywood por estar querendo se reinventar, mesmo que para isso precise recorrer ao passado. Tudo irá depender sempre da qualidade. Deu certo para ‘Barbie’, ‘Deadpool e Wolverine’, ‘Alien: Romulus’ e as animações ‘Super Mario Bros.’ e ‘Divertida Mente 2’. É o caso com o recente ‘Um Filme Minecraft’, que apostou em um título famoso.

Abaixo, no entanto, olharemos o oposto disso. Nessa nova matéria apresentaremos títulos bastante famosos da cultura pop, que receberam um tratamento grandioso em Hollywood para uma superprodução, mas não deram certo e nunca mais nada foi tentado com eles. Alguns inclusive possuem mais de quatro décadas de ostracismo. Confira abaixo.



Dick Tracy (1990)

O policial incorruptível de queixo quadrado foi um dos primeiros personagens de quadrinhos famoso da cultura popular. Criado pelo artista Chester Gould em 1931, suas tirinhas precedem inclusive as cores de seu sobretudo amarelo – que viríamos conhecer depois. No cinema, bancado por Warren Beatty (que dirigiu, estrelou e produziu) para ser a resposta da Disney para o fenômeno ‘Batman’ (1989) da Warner, o longa contou com grandes nomes no elenco (Al Pacino, Madonna, Dustin Hoffman) e foi sucesso (embora não tão grande quanto o de seu citado rival), mesmo assim, há 35 anos que o título permanece intocado em alguma gaveta de estúdio.

O Fantasma (1996)

Aqui temos um caso parecido. O Fantasma, personagem criado por Lee Falk ainda em 1936, é constantemente considerado o primeiro super-herói das tirinhas. O personagem é uma espécie de mistura de Batman e Tarzan, sendo um milionário que esconde sua identidade através de uma elaborada fantasia, porém, defende a selva de onde sua linhagem saiu. Com tanta bagagem era de se esperar que o herói ganhasse um filme antes, mas ele só chegaria em 1996, impulsionado com o sucesso da franquia ‘Batman’, que então já estava em seu terceiro exemplar. ‘O Fantasma’ foi vivido por Billy Zane, e apesar do investimento da Paramount Pictures, veio e foi para se tornar no máximo um item cult – e desde então desparecer completamente.

Popeye (1980)

O marinheiro mais famoso da cultura pop dominou os programas infantis durante as décadas de 1980 e 1990, sendo um daqueles desenhos que passavam sem parar em reprises – ao lado de clássicos como ‘Pica-Pau’ e ‘Tom e Jerry’, por exemplo. O marinheiro caolho que adora espinafre foi criado ainda em 1929 por Elzie Crisler Segar nas tirinhas de jornal – aparecendo depois em tudo quanto é tipo de mídia. Mas seria apenas em 1980 através de uma parceria entre os estúdios Walt Disney e Paramount que uma superprodução de carne e osso seria lançada nas telonas. O saudoso Robin Williams foi Popeye e Shelley Duvall deu vida à Olívia Palito. O maior problema é que a escolha foi por um musical – e como o orçamento foi caríssimo, terminou por dar prejuízo. Hoje, em domínio público, tudo o que ganhamos do personagem são produções trash de terror. Bem que o original poderia ser incluído ao menos no acervo da Disney+.

Flash Gordon (1980)

Lançado no mesmo ano de ‘Popeye’, esse foi outro longa no estilo superprodução, que era a grande aposta de seu respectivo estúdio para aquela temporada. Acontece que não teve jeito, naquele ano só deu ‘Star Wars: O Império Contra-Ataca’ e no máximo sobrou um pouco para ‘Superman II’. Ou seja, qualquer outra aventura espacial em clima de matinê estaria automaticamente relegada ao ostracismo. E foi justamente o caso com ‘Flash Gordon’, baseado nas tirinhas de 1934 criadas por Alex Raymond, sobre um terráqueo levado a viver aventuras no espaço, em outros mundos e ao lado de todo tipo de criatura alienígena. Com produção de Dino De Laurentiis, trilha sonora da banda Queen, efeitos especiais de primeira e um elenco de nomes como Max von Sydow, Topol e Timothy Dalton, o longa, assim como muitos da lista, se tornou no máximo um cult de meia-noite. Mas bem que poderia ressuscitar em versão moderna, com o roteiro certo, os atores certos e o diretor certo.

O Sombra (1994)

Se até aqui falamos de personagens saídos das tirinhas de jornal, criados ainda nas décadas de 1920 e 1930, aqui vamos aqui mais longe. E não falamos unicamente pela data, já que ele foi criado também em 1930, mas sim do tipo de mídia. Acontece que o Sombra foi criado Walter B. Gibson (com o pseudônimo Maxwell Grant) para o programa de rádio Detective Story Hour, que contava histórias de mistério, suspense e aventura. Aqui também tínhamos um personagem que era um milionário, aprendiz das artes místicas, que usava seu talento para ir atrás de criminosos com a persona do Sombra, um mascarado enigmático. No cinema, o personagem foi vivido por Alec Baldwin na superprodução de 1994 bancada pela Universal. Esse é outro que poderia sair da aposentadoria em versão moderna.

Rocketeer (1991)

Muitos podem pensar que o Rocketeer é uma criação original para o cinema, mas na verdade o personagem foi criado em 1982 pelo quadrinista Dave Stevens, justamente como forma de homenagem para os heróis das décadas de 1930, 1940 e 1950. Com produção da Disney, através da Touchstone Pictures, o filme conta sobre um piloto aéreo que encontra um protótipo de uma mochila a jato, criação dos nazistas, e decide usá-la para se tornar um herói, ainda na década de 1930. Com toda a cara de um filme de “Steven Spielberg”, ‘Rocketeer’ foi outra ideia boa demais para não ter continuado, mas foi exatamente isso que aconteceu. Um título certamente reconhecível para todos que viveram a época de seu lançamento, o longa faz ótima companhia para filmes como ‘O Fantasma’ e ‘O Sombra’.

Spawn (1997)

Esse é mais recente. Spawn é um personagem criado no início da década de 90 por Todd McFarlane, quadrinista que já trabalhou para as gigantes do mercado Marvel e DC. No início dos anos 90 ao lado de outros artistas resolveu criar um selo novo, que cresceria bastante. O carro-chefe da Image Comics. O personagem é um assassino profissional do governo que, traído por seus superiores corruptos, é morto e vai parar no inferno. Ele volta ao mundo dos vivos após um acordo com o demônio para se vingar, agora dono de poderes sobrenaturais satânicos. Não deixou de ser precoce o personagem ganhar um filme cinco anos depois de sua criação, mas essa era a popularidade do título na época. Um reboot vem sendo prometido com Jamie Foxx no elenco, mas parece não conseguir sair do papel.

The Spirit (2008)

Criado pelo artista Will Eisner, The Spirit foi criado na década de 1940, e é considerado um representante da era de ouro dos quadrinhos. A origem do personagem é um misto entre o Batman e o Justiceiro. Um policial honesto, dado como morto, que se beneficia desta condição e se transforma em um mito combatente do crime como um justiceiro. Apesar das cores chamativas das tirinhas, a versão para o cinema ganhou um visual mais soturno, quase em preto e branco, com apenas algumas poucas cores evidenciadas. O quadrinista Frank Miller, fã do trabalho de Eisner, decidiu ele mesmo comandar a produção e o resultado não foi tão bom. Mesmo assim, o elenco contou com nomes como Samuel L. Jackson e Scarlett Johansson (antes da Marvel), e Eva Mendes. É mais um que merece nova chance.

Snoopy (2015)

Em um mundo repleto de animações marcantes no cinema, como a maioria dos filmes da Disney em parceria com a Pixar (como o recente ‘Divertida Mente 2’) ou novas pegadas que chegam a cada ano – como os filmes do ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’, ‘O Robô Selvagem’ e ‘Flow’, é difícil se manter relevante sem se modernizar. Ainda mais se você é um conceito lá de trás, criado na década de 1950. Foi a época em que o cachorrinho branco Snoopy e seu dono azarado, o menino Charlie Brown, foram criados por Charles M. Schulz. Toda a turminha, que muito se parece com a Turma da Mônica por aqui, um grupo de crianças, digamos, exóticas, ficou marcada no imaginário de quem cresceu na época. Por isso uma investida com traços mais modernos e estilosos parecia a pedida ideal para trazer novos fãs com seu visual, ao mesmo tempo em que ainda apelava aos nostálgicos. Dez anos depois deste “Reboot”, os personagens parecem ter sido esquecidos.

A Liga Extraordinária (2003)

Finalizando a lista, temos os quadrinhos criados pelo grande nome da área, Alan Moore. Depois de ter tantas de suas obras deturpadas por Hollywood, o artista resolveu que retirassem seu nome destes filmes. O mais gritante, no entanto, foi este ‘A Liga Extraordinária’, que marcou a despedida do grande Sean Connery da atuação no cinema. O conceito, é claro, é muito bom e traz personagens clássicos da literatura britânica, reunidos em uma equipe para combater um super vilão. Alan Quatermain, Dorian Grey, Capitão Nemo, o Homem Invisível, o médico e o monstro, e Mina Harker são algumas das figuras icônicas. Essa é outra ideia que valeria ser revisitada.

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