As dores do cotidiano só são verdadeiramente compreendidas por quem as vive. E como cada pessoa reage de forma única aos desafios da vida, o futuro acaba sendo reflexo direto de como lidamos com o presente. Pensando nessas questões existenciais, e para quem curte séries que provocam reflexões profundas sobre a vida, preparamos uma lista especial para você que está em busca de um projeto audiovisual bem bacana para maratonar:
E se você pudesse dividir seu tempo de trabalho com seu tempo em casa não lembrando de nada em quanto estiver em um deles? Cheio de atalhos para instigar nossa curiosidade, o roteiro de Ruptura é algo sublime que nos faz refletir sobre a sociedade, o trabalho e a questão descontrolada do avanço da tecnologia. Esses são alguns dos ingredientes de uma das mais aclamadas séries dos últimos tempos que tem alguns episódios dirigidos por Ben Stiller. Indicado a muitas categorias no Emmy, o projeto nos leva a pensar sobre quão profundo pode ser a natureza humana por meio de metáforas que traçam duas realidades que coexistem.
As eternas dificuldades de se entender como ser humano. Caminhando nas linhas do humor non-sense, um dos grandes sucessos recentes da HBO é sem dúvidas a curiosa série Barry. Com episódios que giram em torno de 30 minutos, vamos acompanhando a saga de um ex-militar, hoje assassino profissional, que após ter o contato com o mundo da atuação vê sua vida mudar radicalmente.
Uma das minisséries mais bem avaliadas por crítica e público dos últimos anos, Maid, disponível no catálogo da Netflix nos apresenta a história de uma mulher que depois de deixar para trás um relacionamento abusivo vai em busca de caminhos para sustentar a filha. Série baseada em fatos reais. A atriz Margaret Qualley foi indicada ao Emmy 2022 por sua excelente atuação.
Falando a Real (Apple Tv Plus)
Jimmy (Jason Segel), um terapeuta que trabalha com outros dois amigos em um enorme consultório que depois de um ano apenas sobrevivendo após o falecimento da esposa em um trágico acidente de carro, volta a despertar para a vida, reconectado laços perdidos, principalmente com a única filha, a adolescente Alice (Lukita Maxwell). Para buscar soluções para suas próprias barreiras que ele mesmo colocou na sua vida, contará com a ajuda dos amigos Paul (Harrison Ford) e Gaby (Jessica Williams) com quem divide esse enorme consultório de atendimento psicológico e também de um casal de curiosos vizinhos, Derek (Ted McGinley) e Liz (Christa Miller).
A História da minha Família (Netflix)
Uma das gratas surpresas do ano até agora, a minissérie italiana A História da minha Família é um desfile profundo pelo acaso moldando de forma contagiante uma história de perda e luto se descontruindo através de uma necessidade de laços afetivos. A partir de um carismático personagem principal e seu último desejo, vamos embarcando em uma jornada comovente sobre resiliência e quando o amor bate de frente com a dor.
Na trama, ambientada em uma Londres de anos atrás, conhecemos Donny (Richard Gadd), um artista com o sonho de ser comediante que um dia começa a se vê perseguido por Marta (Jéssica Gunning), uma solitária mulher que não larga do seu pé. Buscando encontrar soluções para fugir dessa stalker, acaba indo de encontro à um trauma de seu passado, fato que mudou sua vida por completo.
Minissérie visceral de quatro episódios – todo em plano sequência – que chegou na Netflix nesse início de 2025 nos apresenta um caso chocante de um menino de 13 anos acusado de matar uma outra jovem.
Yellowjackets (Paramount Plus)
Na trama, conhecemos quatro mulheres na fase adulta que por mais que sigam suas vidas com suas respectivas famílias foram marcadas por acontecimentos trágicos quando eram adolescentes (cerca de duas décadas atrás) e viajavam de avião para um jogo importante já que eram do time de futebol feminino conhecido em toda a cidade delas chamadas de Yellowjackets. Assim, ao longo de 10 intensos episódios vamos conhecendo Tai (Tawny Cypress), Shauna (Melanie Lynskey), Misty (Christina Ricci) e Natalie (Juliette Lewis) e os segredos que esconderam durante todo o tempo em que estiveram perdidas após um grave acidente de avião.
Rodado em sete meses na cidade de Vancouver, Away conta a história de Emma Green (Hilary Swank) uma mulher guerreira, inteligente, mãe que treinou a vida toda para ser astronauta. Sua grande chance finalmente chega e lhe é designada para ser a comandante de uma inédita expedição com quatro outros astronautas que irá pousar em Marte. Casada com o engenheiro da NASA Matt (Josh Charles) e com a filha Alexis (Talitha Eliana Bateman) chegando na adolescência, Emma precisará equilibrar bem suas escolhas já que ficará alguns anos fora longe da Terra. Além dos conflitos intensos e tensos dentro da aeronave, Emma precisará ser esposa e mãe, mesmo que a distância.
Na trama, acompanhamos os desenrolares de uma profunda investigação quando o corpo do policial Pedro (José Manuel Poga) é encontrado carbonizado dentro de um carro abandonado numa região isolada da Catalunha. Assim, no epicentro da história chegamos até Rosa (Úrsula Corberó) uma mulher que consegue entrar para a equipe de policiais da Catalunha e lá conhece três policiais, em diferentes momentos, com quem se relaciona ao longo de alguns anos, um deles, Pedro, com quem estava casada na época do crime. Entre traições, desejos e paixões com alto grau de dependência, conforme a investigação se aproxima da verdade, vamos sendo apresentados aos absurdos cometidos por uma mente perturbada, manipuladora e egoísta.
