16 Comediantes em Filmes de Drama no Cinema

16 Comediantes em Filmes de Drama no Cinema


Com o lançamento do drama Poderia me Perdoar? no próximo dia 14 de fevereiro, a atriz Melissa McCarthy – mais conhecida por seus papeis em comédias escrachadas (vide Uma Ladra Sem Limites, As Bem Armadas e Tammy) – encara seu primeiro papel dramático, recebendo assim uma segunda indicação ao Oscar. A atriz já havia sido indicada em 2012, pela comédia Missão Madrinha de Casamento, de Paul Feig.

Crítica | Poderia me Perdoar? – Melissa McCarthy brilha em síntese da solidão e melancolia

Pensando nisso, o CinePOP resolveu listar alguns dos grandes comediantes de todos os tempos (do cinema, TV e dos palcos) que se arriscaram em papeis sérios nas telonas. Alguns inclusive recebendo indicações (como McCarthy) e outros levando a estatueta dourada para casa. Vem conhecer.

Melissa McCarthy

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Como sempre, o primeiro item de nossa lista é o que a motivou. Assim, abrimos com Melissa McCarthy – estrela das comédias norte-americanas atuais. Mesmo em seus filmes mais escrachados, a atriz sempre encontra um ponto de interseção dramático em seus personagens, em cenas verdadeiramente emotivas. Em Poderia me Perdoar?, McCarthy tem a chance de interpretar um papel dramático durante toda a projeção, sem esquecer seu lado irônico e ácido.

Robin Williams

O saudoso Robin Williams era conhecido por ser uma das figuras mais engraçadas de Hollywood. Entre shows no palco, programas de TV e filmes, o ator ficou imortalizado por seu humor incessante e desenfreado. Filmes como Uma Babá Quase Perfeita (1993), A Gaiola das Loucas (1996) e a animação Aladdin (1992), na qual dublou o gênio da lâmpada, serão sempre lembrados em seu repertório cômico. Williams, no entanto, desde o início de sua carreira apostou em papeis mais sóbrios, como Tempo de Despertar (1990), O Pescador de Ilusões (1991), Bom dia, Vietnã (1987) e Sociedade dos Poetas Mortos (1989) – pelos últimos três recebeu indicações ao Oscar. A vitória viria com Gênio Indomável (1997), outro papel sério.

Jim Carrey

Ícone da comédia nos EUA na década de 1990, a certa altura o ator Jim Carrey chegou a ser um dos artistas mais bem pagos do cinema. Rei das bilheterias no passado, seu tipo de humor parece não encontrar lugar nos tempos politicamente corretos atuais, justamente por isso, Carrey vem apostando cada vez mais em papeis dramáticos. Mas tudo começou com O Show de Truman (1998), que marcou um divisor de águas na carreira do humorista canadense, e mostrou que ele podia igualmente emocionar. Apesar das vitórias no Globo de Ouro por O Show de Truman e O Mundo de Andy (1999) – outro papel sério – a Academia parece ignorar Carrey e nunca o indicou. Outros papéis mais dramáticos e elogiados são em Cine Majestic (2001) e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004).

Adam Sandler

Adam Sandler já fez muito sucesso com suas comédias, vide O Paizão (1999) e Como se Fosse a Primeira Vez (2004), acredite. Hoje, no entanto, alguns de seus filmes dentro do gênero beiram o execrável. Mas Sandler tem um lado que poucos conhecem e sabe se portar muito bem dentro de um drama. O primeiro a perceber isso foi o cultuado cineasta Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma), que escalou Sandler como protagonista de Embriagado de Amor (2002), um drama romântico e melancólico. Pelo filme, Sandler recebeu sua primeira e única indicação ao Globo de Ouro. Depois seguiram performances sérias em Espanglês (2004), Reine Sobre Mim (2007), Tá Rindo do Que? (2009), Homens, Mulheres e Filhos (2014) e Os Meyerowitz: Família não se Escolhe (2017).

Eddie Murphy

Outro ícone conhecido primeiramente pelo humor, Eddie Murphy é um dos artistas oriundos do programa humorístico mais emblemático e duradouro da história da TV norte-americana, o Saturday Night Live (SNL). Logo de cara, Murphy teve a sorte de conquistar papeis em filmes de sucesso como protagonista, vide 48 Horas (1982) e Um Tira da Pesada (1984) – responsáveis por transformá-lo em um astro de cinema na década de 1980. Numa época em que não se falava muito em representatividade, Murphy subiu e sentou no topo do mundo por conta própria. Um Príncipe em Nova York (1988) e O Professor Aloprado (1996) são dois outros exemplos. Fugindo um pouco do gênero e querendo navegar em outras águas, Murphy escreveu e dirigiu a comédia dramática de gangsteres Os Donos da Noite (1989), na qual pôde trabalhar com seu ídolo Richard Pryor. Como não deu muito certo, ele demoraria a voltar para um projeto fora da comédia – e seu retorno foi com o musical Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (2006), pelo qual levou o Globo de Ouro e sua primeira e única indicação ao Oscar. Recentemente, estrelou outro drama: Mr. Church (2016) – ainda inédito no Brasil.

Bill Murray

Todos os elogios do mundo são pouco para Bill Murray. O sujeito é uma verdadeira lenda, um ícone, além de ser um dos Caça-Fantasmas (1984) originais. Com um extenso currículo em comédias muito famosas, vide Feitiço do Tempo (1993), Murray também é oriundo do SNL. Na década de 1990, o comediante já arriscava em papeis mais sérios, como em Uma Mulher para Dois (1993) e Três é Demais (1998), de Wes Anderson. Porém, o divisor de águas para mares mais prestigiados ocorreria em 2003, quando se uniu à diretora Sofia Coppola. É claro que estamos falando de Encontros e Desencontros, filme que traz Murray e Scarlett Johansson numa inesperada relação, driblando a solidão. Pelo filme, o ator recebeu sua primeira e única indicação ao Oscar.

Kristen Wiig

Não foram apenas comediantes homens que saíram do programa SNL para ter uma bela carreira no cinema. Kristen Wiig é uma das mais bem sucedidas neste aspecto. Conhecida por seus papeis cômicos – como no divisor de águas Missão Madrinha de Casamento -, Wiig é uma humorista que já se arriscou bastante pelo drama e papeis mais sérios. A atriz também ficou conhecida por sua excursão pelo mundo do cinema independente. É de lá que saíram todos os seus filmes dramáticos – vide Amores Inversos (2013), Irmãos Desastre (2014) e O Diário de uma Adolescente (2015). O ápice, no entanto, foi seu papel no controverso Bem-Vindos ao Meu Mundo (2014), no qual interpreta uma mulher deficiente mental e precisou realizar sua primeira cena de nudez frontal no cinema. Wiig em breve poderá ser vista como a vilã Mulher-Leopardo, na superprodução Mulher-Maravilha 1984.

Steve Carell

Carell é outro forte nome na comédia atual que vira e mexe muda de ares para o drama. Um de seus primeiro trabalhos marcantes no cinema foi em Todo Poderoso (2003), na cena comentadíssima em que apresenta o jornal falando em velocidade 10. Como protagonista de uma comédia, seu grande momento foi em O Virgem de 40 Anos (2005) – que guardava momentos mais emocionantes. Já no drama, seu primeiro papel de destaque foi em Pequena Miss Sunshine (2006), filme indicado ao Oscar. Depois seguiram trabalhos importantes em Foxcatcher (2014) e A Grande Aposta (2015) – pelo primeiro, Carell recebeu sua única indicação ao Oscar. Esse ano, o ator esteve em Vice e em Querido Menino – ainda inédito no Brasil.

Ben Stiller

De Quem Vai Ficar com Mary? (1998), até Zoolander (2001), passando por Entrando Numa Fria (2000), Ben Stiller personifica como ninguém o perdedor, o homem comum azarado que não consegue dar uma dentro. Seus papeis em tais filmes já são tragicômicos, mas Stiller, como todo humorista que se preze, também já se arriscou no drama. Os Excêntricos Tenenbaums (2001), de Wes Anderson, embora seja uma comédia estranha, tem muito drama embutido, e foi uma das primeiras grandes experiências do ator no gênero. Depois seguiram suas parcerias com o cineasta indie Noah Baumbach: O Solteirão (2010), Enquanto Somos Jovens (2014) e Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe (2017). Seu último trabalho como ator no cinema, foi igualmente um drama: O Estado das Coisas (2017).

Will Ferrell

Depois que Jim Carrey saiu de cena como o comediante mais escrachado do cinema, quem pegou seu lugar foi o cara de pau Will Ferrell. Suas comédias, igualmente de gosto impróprio, fizeram um grande sucesso nos EUA na década passada. Mas assim como os colegas, Ferrell topou o desafio e seguiu rumo a novos tipos de filme, que o desafiassem como ator. Assim surgiu Mais Estranho que a Ficção (2006), um destes filmes estranhos que causam impacto no mundo cinéfilo e se tornam cult por excelência. Aqui, Ferrell interpreta um tipo de personagem ao qual está acostumado, mas o faz de forma mais contida, em um filme com maior apelo dramático. Já Pronto para Recomeçar (2011), drama indie, não tem qualquer vestígio de humor.

Tina Fey

Outro grande nome feminino saído do SNL, Fey é também roteirista e criadora de séries. Apesar de nunca ter feito declaradamente um drama, os filmes que mais se aproximam do quesito no currículo da humorista são Sete Dias Sem Fim (2014), no qual vive uma das irmãs de uma família grande e muito disfuncional, retornando para sua casa de infância para o funeral de seu pai (o longa é um drama com toques de humor ácido), e Uma Repórter em Apuros (2016), baseado no livro da jornalista Kim Baker sobre suas experiências como repórter de guerra. Fey vive a própria Baker.

Mike Myers

Outro humorista saído do SNL (já viu que na lista temos muitos, e não é por acaso, já que o programa forma grandes nomes do humor), Mike Myers se tornou um astro do cinema, devido a longas como Quanto Mais Idiota Melhor (1992) e sua sequência, e, principalmente à franquia Austin Powers (1997, 1999 e 2002).  No entanto, enquanto reinava em comédias da época, Myers entregou uma performance chamativa e elogiada, no drama Studio 54 (1998) – famosa boate de Nova York que marcou época -, onde interpretou o empresário e dono do local, Steve Rubell. O comediante também esteve em Bastardos Inglórios (2009) e no recente indicado ao Oscar, Bohemian Rhapsody (2018).

Steve Martin

Steve Martin é um dos maiores ícones da comédia norte-americana ainda em atividade. O lendário humorista gravou seu nome na história do cinema com filmes como O Panaca (1979), O Médico Erótico (1983), Três Amigos! (1986) e Os Safados (1988), por exemplo. Em 1995, o ator estrelava a refilmagem O Pai da Noiva – que mesmo sendo ainda uma comédia, explorava outros ângulos de seu alcance performático, muitos direcionados ao drama e ao sentimentalismo, já que vive um pai que está perdendo sua filhinha. Já A Garota da Vitrine (2005), garante um trabalho mais sério e maduro do comediante, como nunca antes visto em sua carreira. Martin aparece igualmente mais contido em Simplesmente Complicado (2009) e A Longa Caminhada de Billy Lynn (2016).

Marlon Wayans

Quem vê o ator Marlon Wayans em filmes como Todo Mundo em Pânico (2000), As Branquelas (2004) e O Pequenino (2006), nem imagina que o ele já fez algum trabalho mais sério na vida. Mas é só voltar para o mesmo ano do primeiro Todo Mundo em Pânico e dar uma olhada em Réquiem para um Sonho. De tão marcante em seu papel, não conseguimos imaginar ser a mesma pessoa. Fora isso, Wayans quase foi o Robin no cinema, antes de Chris O´Donnell, na fase dos filmes de Tim Burton. Outra atuação séria do ator foi no blockbuster G.I. Joe – A Origem de Cobra (2009), no qual atuou ao lado de Channing Tatum e foi quem trouxe peso à superprodução. Acredite!

Jerry Lewis

Agora adentramos no terreno dos comediantes eternizados, que infelizmente não se encontram mais conosco. Se fizermos uma votação com os maiores humoristas da sétima arte, sem dúvida Jerry Lewis estará na lista de todos. Filmes como O Terror das Mulheres (1961) e O Professor Aloprado (1963) ajudaram a imortalizá-lo. Mas até mesmo um grande nome do gênero como Lewis (cujo um dos últimos trabalhos foi na produção nacional Até que a Sorte os Separe 2), andou em terrenos mais dramáticos. O mais memorável atende pelo título O Rei da Comédia (1983), de Martin Scorsese, com Robert De Niro – filme que pode ter sido grande influência para o vindouro Coringa, com Joaquin Phoenix. Seu último papel de protagonista foi em Max Rose (2013), drama no qual interpreta um pianista terminal. O filme faz parte do acervo Netflix.

Peter Sellers

Bem, e se Jerry Lewis faz parte do Olimpo da Comédia mundial, o mesmo deve ser dito do cultuado Peter Sellers. O humorista é lembrado até hoje pelo icônico papel do detetive Jacques Clouseau no clássico A Pantera Cor de Rosa (1963), personagem que interpretaria mais cinco vezes em continuações. Além deste, outro grande marco da comédia da época foi Um Convidado Bem Trapalhão (1968), dirigido pelo mesmo Blake Edwards. Já das parcerias com Stanley Kubrick saíam trabalhos mais sérios, como em Lolita (1962), mesmo em comédias satíricas e de humor negro, como o caso com Dr. Fantástico (1964) – de onde saiu sua primeira indicação ao Oscar. O papel que Sellers mais perseguiu, no entanto, foi em Muito Além do Jardim (1979), dirigido por Hal Ashby, baseado no livro de Jerzy Kosinski. No filme, Sellers vive um jardineiro autista que se transforma em celebridade. Pelo filme, o comediante recebeu sua segunda indicação ao Oscar.


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