Crítica | O Chamado 3 – Samara toca o terror na era dos YouTubers

Em 2002, Hollywood voltou seus olhos para o cinema japonês, que estava em acenssão com filmes de terror de grande sucesso. Não demorou muito para a Paramount Pictures contratar o diretor Gore Verbinski (‘Piratas do Caribe’) para comandar ‘O Chamado‘ (The Ring), adaptação de ‘Ringu‘ – baseado no romance de Koji Suzuki.

Trazendo para o elenco uma então pouco conhecida Naomi Watts, recém-saída do elogiado ‘Mulholland Drive‘, o remake agradou o público e crítica e se tornou um fenômeno nas bilheterias. Watts se transformou em uma grande estrela de Hollywood, e o diretor Gore Verbinski abocanhou a direção do megalomânico ‘Piratas do Caribe‘.

O sucesso fez com que a produção ganhasse uma sequência e abrisse porta para outras adaptações japonesas de terror, como ‘O Grito‘.

O Chamado 2‘ foi lançado três anos depois, comandado por Hideo Nakata, diretor do filme original japonês. A sequência foi feita na correria com um roteiro entediante, que acabou enterrando a franquia após uma bilheteria aquém do esperado (arrecadou apenas US$ 161 milhões mundialmente).

chamado3 5

Doze anos depois, o estúdio decidiu ressuscitar a Samara com uma repaginação do clássico – na era em que os YouTubers tocam o terror na internet.

Matilda Lutz interpreta Julia, uma garota que termina o colegial mas fica presa em sua pequena cidade para ajudar a mãe, enquanto seu namorado Holt (Alex Roe) parte para a faculdade.

Quando Holt desaparece, ela parte para o campus em sua busca, e descobre um culto universitário que envolve uma fita amaldiçoada. Para ajudar seu amado, ela decide assistir a fica e embarca em uma jornada para sobreviver à maldição dos “7 dias”.

A cena de abertura da produção começa com uma grande sequência dentro do avião, maior e mais assustadora que a dos dois filmes anteriores.

chamado3 8

O diretor F. Javier Gutiérrez (de ‘Tres días‘) cria um clima sombrio, abusando das frias paletas azuis e remetendo às belas cenas dirigidas por Verbinski no primeiro filme.

Ao invés de apenas continuar a história dos dois primeiros filmes, o roteiro escrito por Akiva Goldsman (‘Eu Sou a Lenda’) consegue atualizar o enredo para os dias de hoje – mesmo porque a nova geração sequer sabe o que é uma fita VHS (e ninguém mais tem videocassete).

Adicionando novos elementos para a mitologia de Samara, o filme consegue dar um novo frescor para a franquia e trazer uma história interessante e assustadora.

O problema da película está em segundo ato, que é demasiadamente arrastado e chega a dar sono. O final, porém, é cheio de reviravoltas e revelações que deixarão os fãs da franquia satisfeitos.

chamado3 7

O Chamado 3‘ não chega a ser tão bom quanto o primeiro filme, mas é extremamente superior ao segundo e consegue injetar sangue novo para a franquia, atualizando a maldição da Samara para os dias de hoje, em que vídeos se tornam virais e podem baixados no YouTube.

Os fãs da Samara vão se deliciar com esse novo capítulo da saga da menininha que sonhava em sair do fundo do poço.

Obs: É bastante difícil segurar os risos involuntários nos momentos que a Samara aparece, já que muitos se lembrarão da luta dela com a Brenda em ‘Todo Mundo em Pânico 3‘…

Assista nossa crítica EM VÍDEO:

Notícias

10 filmes tão bons que até sua preguiça vai curtir!

Tem dias em que estamos tão estressados que não...

‘Mortal Kombat II’ ganha data de estreia no streaming!

'Mortal Kombat II', sequência estrelada por Karl Urban no...
Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br/
Editor-chefe e criador do site CinePOP, apaixonado por cinema e filmes.