O Sindicato dos Roteiristas da América do Oeste (WGAW, Writers Guild of America West) pode enfrentar outra greve em breve, mas desta vez não envolvendo os estúdios de Hollywood ou os serviços de streaming (via Variety).
Na verdade, o próprio sindicato dos funcionários do grupo — o sindicato dentro do sindicato, por assim dizer, alcunhado pela sigla WGSU (Writers Guild Staff Union) — autorizou uma greve nesta última quinta-feira (29), alegando que as negociações sobre seu primeiro contrato estão paralisadas devido à má-fé da administração.
Oitenta e dois por cento dos 100 funcionários que participaram votaram a favor da greve, como anunciado pelo WGSU em uma postagem no Instagram.
“Se a administração não negociar de boa-fé conosco à mesa de negociações, nos veremos na linha de piquete”, diz a publicação.
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Vale comentar que uma autorização de greve não garante a sua realização, mas permite que os líderes sindicais a convoquem se considerarem necessário.
Em comunicado, a WGAW refutou as alegações de que a administração teria negociado de má-fé e afirmou ter apresentado “propostas abrangentes com diversas proteções sindicais e melhorias na remuneração e nos benefícios”.
O sindicato acrescentou: “declarações públicas sugerindo o contrário são imprecisas e as alegações de práticas trabalhistas desleais são infundadas. A WGAW respeita o direito dos funcionários de se engajarem em atividades coletivas e espera chegar em breve a um primeiro acordo contratual com o sindicato dos funcionários”.
O WGSU, por sua vez, afirma que negocia seu primeiro contrato com a WGAW desde setembro de 2025 e ainda luta por “proteções básicas”, como processos de reclamação, proteção contra discriminação e aumentos salariais para os membros do sindicato.
“Neste ponto das negociações, deveríamos estar alinhados nessas questões. No entanto, por quase cinco meses, a administração da WGAW ignorou as necessidades de nossos funcionários e se envolveu em negociações superficiais de má-fé, sem qualquer intenção de chegar a um contrato justo”, afirma o panfleto publicado pela organização.
O WGSU acrescentou que a administração está tentando “manter um controle quase total sobre nossos salários e condições de trabalho” e que os funcionários “não ficarão de braços cruzados enquanto isso acontece”.


