You Seem Pretty Sad For a Girl So in Love | Escolhemos as MELHORES músicas do novo álbum de Olivia Rodrigo

Olivia Rodrigo finalmente voltou ao mundo da música com seu antecipado e já aclamado terceiro álbum de estúdio, you seem pretty sad for a girl so in love. Lançado no último dia 12 de junho (que coincidiu com o Dia dos Namorados no Brasil), o compilado de originais conta com treze faixas inéditas que vêm sido preparadas desde a estreia do lead single, “drop dead”, que apresentou uma maturidade artística e uma sonoridade diferente de suas produções anteriores – os igualmente ovacionados SOUR e GUTS.

Ao longo de sua mais nova empreitada, Rodrigo reiterou seu status como um dos emblemas da Geração Z no cenário musical e voltou a demonstrar uma bagagem cultural invejável, bem como um apreço pelos clássicos da música rock e punk – mas aqui, adornadas com uma inescapável melancolia que acompanha cada uma das faixas, inclusive as mais vibrantes.

Para celebrar o recente lançamento do álbum e o sucesso que já está fazendo ao redor do mundo (o que o torna um dos principais concorrentes à próxima cerimônia do Grammy Awards), preparamos uma breve lista ranqueando suas cinco melhores canções.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita ou qual deixamos de fora:

5. “WHAT’S WRONG WITH ME”, feat. Robert Smith

Como mencionado na crítica completa (que você confere aqui), o novo compilado de Olivia Rodrigo divide-se em duas partes. A primeira, ‘girl so in love’, explora o processo de se apaixonar e entrar em um relacionamento, com todos os altos e baixos, enquanto a segunda adentra um espectro mais melancólico e derradeiro. Nesse quesito, “what’s wrong with me”, performada ao lado do icônico musicista Robert Smith, apresenta uma perspectiva angustiante de se lançar ao amor com medo de que não seja recíproco – e a forma como somos engolfados em nossa própria autossabotagem quando isso acontece.

4. “HONEYBEE”

A terceira faixa de you seem pretty sad for a girl so in love, intitulada “honeybee”, soa como uma iteração tirada de uma peça musical, com referências que nos transportam à mágica esperançosa de ‘La La Land: Cantando Estações’ em uma clara inclinação à vencedora do Oscar “City of Stars” e pautando-se em uma composição orquestral que nos tira o fôlego – e que se finca em versos adornados com um coral fabulesco e uma cândida e inebriante atmosfera. Cada elemento da track é pensada com exímia genialidade, apostando alto em uma ambientação envolvente e quase operística.

3. “LESS”

Olivia tem uma capacidade descomunal em nos emocionar com baladas e pungentes que trazem frustrações, decepções e uma necessidade quase mandatória de superar o que foi causado por outros – e, seguindo os passos de “the grudge”, que integrou seu álbum anterior, “less” emerge como uma das melhores canções que já escreveu. Aliando-se ao talento de seu colaborador de longa data Dan Nigro, a faixa fala sobre amar tanto uma pessoa que é necessário deixá-la ir, por mais que a dor seja incomparável e aflitiva.

2. “STUPID SONG”

Se Rodrigo nos havia encantado com os dois primeiros singles de seu novo álbum de estúdio, “stupid song” continuaria uma onda certeira de tracks promocionais com uma mistura de synth-pop e synth-rock que nos arrebata desde os primeiros segundos. Começando como uma balada romântica em potencial, a belíssima arquitetura da faixa transforma-se em uma explosiva e urgente declaração de amor que é encapsulada pelo propositalmente autoconsciente verso “e eu quero você mais do que qualquer música estúpida consegue dizer”.

1. “THE CURE”

Trazendo referências nostálgicas do cenário alternativo do rock dos anos 1990, o segundo single de you seem pretty sad for a girl so in love se firma como uma das melhores canções da carreira de Olivia Rodrigo. “the cure” fala sobre uma tentativa de relacionamento que não tem mais para onde ir por causa de traumas não resolvidos e de uma dilacerante insegurança que é permeada tanto pela sonoridade ressonante do violão e das notas acústicas da guitarra, quanto por uma melancólica percepção de que, talvez, o problema seja muito mais enraizado do que parece.

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Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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