Jon Feltheimer, CEO da Lionsgate, manifestou apoio à fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, negócio que segue paralisado e caminha para um julgamento antitruste previsto para março de 2027.
Segundo a Variety, embora a Lionsgate concorra com as empresas em lançamentos para o cinema, o estúdio também as vê como clientes estratégicas.
Para Feltheimer, a conclusão rápida da operação é o cenário ideal. Durante a apresentação dos resultados trimestrais da Lionsgate, o executivo destacou: “A incerteza é a pior coisa para o nosso negócio, e a incerteza, assim como os atrasos, não fazem bem para ninguém”.
Feltheimer também elogiou David Ellison, futuro líder da companhia resultante do acordo: “Conhecemos bem o David Ellison. Produzimos a primeira série dele, ‘Manhattan’, há alguns anos. Posso dizer que fiquei extremamente impressionado com ele. Ele ama conteúdo”.
O CEO acrescentou: “Não tenho motivos para acreditar que ele não fará investimentos pesados em conteúdo, seja com uma programação de 30 filmes ou fortalecendo o Paramount+. Para nós, um serviço de streaming mais bem financiado e competitivo será positivo. Isso significa mais produções originais e mais oportunidades para licenciarmos nosso catálogo”.
Ele revelou ainda que a Lionsgate vendeu uma nova série de TV para a Paramount, embora não tenha detalhado o projeto: “Não estávamos trabalhando muito com a Paramount. Também não faz tínhamos muitos negócios com a HBO. Então já estou vendo sinais dessa mudança. Já estamos conversando sobre a possibilidade de coproduzir longas-metragens. Isso seria bom para nós e para toda a indústria”.
Para o executivo, o aquecimento da produção beneficia todo o setor: “Embora exista concorrência, um mercado mais aquecido beneficia todos. Então, sou favorável a essa fusão, mas, acima de tudo, sou favorável à certeza e ao fim de todos esses atrasos”.
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A fusão segue suspensa devido a uma ação judicial movida por 12 procuradores-gerais democratas dos EUA e pelo Sindicato dos Roteiristas (WGA).
Sem um acordo prévio, o negócio só poderá ser concluído após o julgamento ou em 1º de junho de 2027, o que ocorrer primeiro. Por outro lado, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) aprovou oficialmente a operação nesta quinta-feira, eliminando o último grande entrave regulatório internacional.
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