A atriz, cantora, poetisa e dubladora Clodd Dias faleceu aos 49 anos. A morte foi confirmada pelo Sindicato dos Artistas dos Estados de São Paulo (Sated-SP) na quinta-feira, 6 de agosto, conforme o G1. A causa do falecimento não foi divulgada.
Nascida em Itapetininga, no interior paulista, Clodd construiu uma trajetória multifacetada e de grande impacto no teatro, no cinema e no audiovisual brasileiro. Como mulher trans negra, consolidou-se como uma das vozes mais potentes e respeitadas de representatividade LGBTQIAPN+ nas artes cênicas do país.
Sua formação acadêmica teve início no prestigiado Centro de Artes Célia Helena, onde se graduou em 2001, acumulando diversas especializações ao longo das décadas. Com forte presença nos palcos da capital e em turnês pelo Brasil, integrou companhias e coletivos teatrais de referência, como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste.
Entre seus trabalhos marcantes nos palcos estão as montagens de “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo” e a aclamação em “Esperando Godot”. A relevância de sua obra nos palcos lhe rendeu o Prêmio Arcanjo de Cultura, além de diversas honrarias do setor.
Na televisão e nos serviços de streaming, Clodd ganhou grande projeção ao interpretar a personagem Roberta na série ‘Manhãs de Setembro’. A atriz também fez uma participação especial de destaque na segunda temporada de ‘As Five’, spin-off da novela ‘Malhação: Viva a Diferença’, da TV Globo.
No cinema, ela deixou sua marca em produções de gêneros variados, participando de longas-metragens como ‘O Clube das Mulheres de Negócios’, ‘Rodeio Rock’ e ‘Lugar pra Ninguém’.



