‘Resident Evil’ tem tido uma jornada bastante complicada quando pensamos em adaptações cinematográficas: desde a saga estrelada por Milla Jovovich, passando pelo longa ‘Bem-Vindos a Raccoon City’ e pela esquecível série da Netflix, a icônica franquia de terror ainda não conseguiu entregar um projeto fílmico decente para os fãs e para os apreciadores do gênero – isto é, até agora.
Coube a Zach Cregger, conhecido por seu trabalho nos aplaudidos ‘Noites Brutais’, ‘Acompanhante Perfeita’ e ‘A Hora do Mal’ (este garantindo a Amy Madigan o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho como Tia Gladys), resgatar o impacto dos games em uma frenética, sangrenta e inesperadamente hilária aventura de sobrevivência pelas ruas caóticas de Raccoon City e pelas engrenagens da Umbrella Corporation com um reboot que chega aos cinemas nacionais amanhã, 17 de setembro – arquitetando uma aula sobre cinema que ajuda a cimentar sua identidade única como realizador e artista.
A nova versão é um insano thriller conspiratório de sobrevivência que condensa a predileção do diretor e roteirista (assinando a história ao lado de Shay Hetten) em breves noventa minutos de duração e mergulhado em um frenesi de vísceras e monstros assustadores que inclusive une a arte cinematográfica à arte dos videogames em um estilizado e envolvente enredo que nos mantém engajados do começo ao fim.
Aqui, Cregger reuniu os principais elementos dos jogos em um sangrento compilado de ótimas sequências de ação e suspense, guiadas pelo carisma de Austin Abrams como um entregador de materiais médicos que é arrastado para uma caótica Raccoon City – assolada por um vírus mortal que transformou a cidade em um cenário de guerra.
Com referências tanto aos games quanto à estética body horror de David Cronenberg, o filme acerta em quase tudo o que se propõe a fazer e mostra que o gênero de terror ainda tem a capacidade de nos surpreender.
A crítica completa será lançada hoje, às 13h.
O filme deve deve arrecadar em torno de US$ 40-50 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA. O valor supera ‘Resident Evil 4: Recomeço‘ (US$26.6M) e representa a maior abertura da história da saga.
Para termos de comparação, o capítulo live-action mais recente da franquia, ‘Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City‘, estreou com apenas US$ 5.3 milhões no país, em 2021.
‘Resident Evil‘ filme recebeu uma alta classificação etária (R), e só poderá ser assistido por maiores de idade.
O longa foi classificado pelo MPAA por “violência extrema, gore e linguagem”.
Anteriormente, o diretor havia declarado que a vindoura adaptação será o filme mais violento de sua carreira: “Este definitivamente é o filme mais violento que eu já dirigi. Eu queria fazer algo realmente grotesco! Queria ultrapassar os limites. [O filme] é sinistro e brutal. É uma produção muito sangrenta.”
Ele completa, “A proposta deste filme não é focar na Umbrella Corporation e no funcionamento do T-vírus. A trama gira em torno de um cara comum enfrentando monstros. Não me importei em cumprir requisitos ou seguir fórmulas. A única coisa que me importava era contar uma história divertida. Pisamos fundo no acelerador logo aos oito minutos e não tiramos mais o pé dele.”
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de setembro.
Além de dirigir, Cregger assina o roteiro ao lado de Shay Hatten (‘Army of the Dead: Invasão em Las Vegas’).
O elenco ainda conta com Zach Cherry (“Ruptura”), Kali Reis (“True Detective: Terra Noturna”) e Paul Walter Hauser (“O Caso Richard Jewell”).
A Constantin Film, que detém os direitos de exibição do título desde o final dos anos 1990 e está por trás dos filmes anteriores, produz o reboot junto com a PlayStation Productions.
Vale lembrar que a adaptação mais recente, ‘Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City‘, foi massacrada pelos críticos – com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes –, além de ter fracassado nas bilheterias, arrecadando meros US$ 41.9 milhões mundialmente, a partir de um orçamento de US$ 25 milhões.


