Aaron Sorkin, roteirista responsável pela comédia dramática e política ‘Meu Querido Presidente’, falou recentemente sobre a situação política atual nos Estados Unidos, destacando que o longa não seria produzido hoje porque parte do público o consideraria “lacrador”.
Segundo o Deadline, Sorkin fez a seguinte declaração: “Olha, ‘Meu Querido Presidente’ é uma comédia romântica, mas os dois temas políticos centrais eram armas e meio ambiente, certo? O filme não seria feito hoje; um estúdio não aceitaria produzi-lo, porque eles saberiam que você acabaria de alienar metade do público em potencial, algo que não acontecia em 1995”.
“Os heróis que escrevi nessas duas histórias faziam coisas mesmo que isso custasse popularidade, algo que você não vê políticos profissionais de nenhum partido fazendo com frequência”, acrescentou.
Questionado se via algum paralelo entre os políticos republicanos atuais e o personagem Bob Rumson , Sorkin respondeu: “Tudo o que vejo no Partido Republicano hoje é uma lealdade estranha e perturbadora a alguém que não merece”.
Ele continuou, fazendo um paralelo com fenômenos sociais: “Durante a Covid, eu maratonava todos os documentários da Netflix sobre cultos, NXIVM, o Way Down Cult, Sarah Lawrence, tudo. E o que todos eles têm em comum é essa devoção estranha e apaixonada a uma pessoa absolutamente comum”.
“É aí que sinto que estamos agora. Vejo entrevistas na rua em que as pessoas chamam Donald Trump de autêntico e honesto, e que ele diz o que pensa… [Eu penso] ‘você só pode estar brincando’. O que é novo é essa devoção estranha, quase cultista, à última pessoa que mereceria isso. O eleitorado mudou, e eu não sou bom em explicar o que mudou. Talvez a esquerda tenha deixado as pessoas fora de si”, concluiu.
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Dirigido por Rob Reiner, ‘Meu Querido Presidente’ acompanha o popular presidente democrata Andrew Shepherd em busca da reeleição. Quando o presidente viúvo se apaixona por uma lobista ambiental, um desafiante republicano, o Senador Bob Rumson, vê uma oportunidade de lançar uma campanha de ataque. Enquanto sua popularidade cai, Shepherd precisa garantir a aprovação de um importante projeto de lei de controle de armas.
O longa é estrelado por Richard Dreyfuss, Michael Douglas, Annette Bening.

