Refletir sobre o comportamento humano e os efeitos da pressão emocional é um dos caminhos mais instigantes para adentrar o universo fascinante da psicologia. Afinal, quem nunca enfrentou momentos difíceis? Quem nunca precisou de um novo olhar para compreender a própria vida? Pensando nisso, preparamos uma seleção especial de filmes que exploram, de forma sensível e profunda, os dilemas da mente humana — perfeita para quem é apaixonado por psicologia:
O que fazer quando a revolta com a própria vida se torna insustentável? Essa é a pergunta que norteia a trama desde os primeiros minutos, quando conhecemos Martha, a protagonista. A narrativa nos leva ao passado da jovem, revelando os caminhos que a levaram a ingressar em uma espécie de sociedade alternativa, marcada por regras rígidas. Mesmo após deixar esse ambiente, os efeitos da experiência continuam a reverberar em sua vida. O longa mergulha em temas delicados, com destaque para a conturbada relação de Martha com sua família.
Na trama, conhecemos o cirurgião veterinário Yoram (Menashe Noy), um homem de meia idade, sério e comprometido com seu trabalho. Quando sua filha Roni (Zohar Meidan) busca uma situação extrema, ele precisa buscar ajuda aonde pode para voltar a ter diálogos com ela. Tentando ouvir todos que giram ao seu redor, Yoram embarca em uma viagem de autoconhecimento, quebrando paradigmas existentes em suas geladas e magoadas emoções.
Freud, Além da Alma
Dirigido pelo grande cineasta John Huston, indicado para o Urso de Ouro em Berlim, além de duas indicações ao Oscar, lançado no início da década de 60 nos cinemas, nesse projeto acompanhamos um recorte da trajetória de Sigmund Freud e alguns de seus casos.
Os fortes traços do desequilíbrio dentro de uma obsessão. Indicado em cinco categorias no Spirit Awards 2022 (uma espécie de Oscar do cinema independente), A Novata, primeiro longa-metragem dirigido pela cineasta Lauren Hadaway, busca refletir sobre uma lógica dentro de uma diligência sobre o descontrole em se desafiar. Com uma impactante protagonista (interpretada de maneira brilhante por Isabelle Fuhrman), que muitas vezes mostra-se enigmática, a narrativa se joga no nada superficial rompimento com a razão que chega ao mesmo tempo de emoções que transbordam.
Na trama, conhecemos a viciada em trabalho Alice (Emily Beecham), uma bióloga que trabalha em uma clínica de engenharia genética que lida com diversas experiências com plantas. Um dos mais prolíferos, Little Joe, é uma planta vermelha que busca mudar sensações de humor. Tudo ia bem até que algumas reações inusitadas com todos que se aproximam dessa planta acontece, deixando a protagonista em uma curiosa linha tênue entre o acreditar ou não no poder de sua criação. Exibido no Festival do Rio, Little Joe é um filme para os que curtem detalhes. Uma mescla argumentativa entre o subconsciente e a nossa necessidade de preencher todas as lacunas de nossa vida.
Na trama, conhecemos o tímido e contido Michel (Bruno Podalydès), um artista gráfico que vive uma pacata vida com sua mulher Rachelle (Sandrine Kiberlain). Andando com sua motinho de casa para o trabalho e do trabalho para casa, mostra não estar muito feliz com a vida que leva. Michel é fascinando pelo mundo aeronáutico e sem querer acaba descobrindo que um caíque tem uma engenharia parecida. Assim, resolve comprar esse enorme objeto, escondido de sua mulher e amigos, e acaba embarcando em uma peculiar história de autodescoberta.
Na trama, conhecemos o boxeador e medalhista olímpico mexicano Miguel ‘Bayoneta’ (Luis Gerardo Méndez) que após um trágico final de sua última luta, quando era visto como uma estrela em ascensão no esporte que escolheu, resolve se mudar para a Finlândia se distanciando de amigos e família. Nesse lugar, busca se reestabelecer emocionalmente quando uma nova oportunidade chega até ele.
Na trama, conhecemos a peculiar Alice Klieg (Kristen Wiig), uma mulher de meia idade com um transtorno de personalidade evidente, que por acaso acaba ganhando na loteria norte-americana e decide apostar todas suas fichas investindo em um programa de televisão que fala sobre sua vida, suas memórias e situações que já vivenciou. A partir dessa opção, acaba se tornando obsessiva em ser famosa e acaba se distanciando ainda mais de todos os que a cercavam.
Sexo x Sonhos. Quando dois grandes nomes da psicologia se juntam. O mundo da psicanálise fica em evidência, no trabalho do experiente diretor David Cronenberg, Jung é o principal, Freud é um mero coadjuvante. Há um conflito interno dentro do pensador suíço, uma cessação da ética. Essa violação da regra elementar da profissão, leva-o à um mar de conflitos.

Indicado para sete Oscars, o longa-metragem estrelado e dirigido por Barbra Streisand nos leva até a história de Tom (Nick Nolte) um treinador de futebol americano desempregado que vive com a esposa e as três filhas numa casa de frente pro mar. Quando sua irmã tenta se suicidar, ele embarca para Nova York e lá acaba conhecendo a psiquiatra dela, Susan Lowenstein (Barbra Streisand), com quem descobre mais sobre si mesmo e vive um intenso amor.
