A atriz Amanda Seyfried, estrela de ‘A Empregada’ e ‘Mamma Mia!’, revelou recentemente que passou a sofrer graves ameaças após criticar publicamente o ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros no ano passado. A onda de hostilidade foi tão intensa que a artista precisou contratar seguranças particulares.
De acordo com a Variety, a reação negativa começou logo após Kirk, um jovem ativista de 31 anos, ser assassinado com um tiro no pescoço durante um evento universitário em Utah, em 10 de setembro.
Na ocasião, Seyfried reagiu à notícia publicando apenas: “Ele era cheio de ódio.”
A declaração enfureceu grupos conservadores nas redes sociais, que a acusaram de endossar ou justificar o assassinato. Diante do impacto, a atriz usou o Instagram para tentar acalmar os ânimos e contextualizar sua fala:
“Não quero colocar mais lenha na fogueira. Só quero esclarecer algo que foi tirado de contexto de forma irresponsável (embora compreensível). Debate saudável, não é isso que deveríamos estar tendo? Estamos esquecendo as nuances da humanidade. Posso ficar indignada com misoginia e discursos racistas e, ao mesmo tempo, concordar plenamente que o assassinato de Charlie Kirk foi absolutamente perturbador e deplorável em todos os sentidos imagináveis. Ninguém deveria passar por esse nível de violência. Este país está sofrendo com mortes e tiroteios violentos e sem sentido demais. Pelo menos nisso podemos concordar?”, escreveu Seyfried.
Meses após o episódio, em entrevista à revista Who What Wear, a atriz relembrou o medo que sentiu na época e o impacto direto em sua rotina:
“Primeiro, eu tenho o direito de expressar meus sentimentos. E, segundo, posso fazer isso sem necessariamente ser cruel. Mas existe um medo exagerado, muito ódio e um impulso constante de atacar e destruir as pessoas. E eu experimentei apenas uma pequena parte disso. Quero que meus filhos se sintam seguros para expressar suas opiniões, desde que elas não sejam prejudiciais. Então fico pensando: ‘O que eu faço? O que eu digo?’ E, de repente, me vejo com um segurança no aeroporto e penso: ‘Isso é uma loucura'”, desabafou.
Apesar do susto e da escolta pesada, Seyfried garantiu que não se arrepende do posicionamento inicial e reforçou que sua crítica nas redes sociais era legítima.
“Eu não vou pedir desculpas por isso. Pelo amor de Deus, eu comentei uma única coisa. Disse algo baseado em fatos, em imagens reais e em declarações reais. O que eu disse era bastante factual, e eu tenho o direito de ter uma opinião, obviamente. Graças a Deus existe o Instagram. Pude esclarecer minha posição, porque senti que minha voz havia sido roubada e reinterpretada, algo que as pessoas fazem o tempo todo”, concluiu.



