Crítica – Amor à Distância

Sem nenhuma dúvida, a comédia-romântica que mais agradou e surpreendeu o público em 2009 foi “A Proposta”, dos estúdios Walt Disney. Depois de assistir e me decepcionar com “Idas e Vindas do Amor” (Warner) e “Plano B” (Sony), este ano, achava que 2010 teria grandes chances de acabar sem uma boa produção do gênero, que sempre me declarei fã. Grande engano.

“Amor à Distância” (Going the Distance) conta a história de Erin (Drew Barrymore), uma jornalista que passa uma temporada trabalhando num jornal de Nova York e que se apaixona pela franqueza perspicaz e o humor desengonçado do recém-solteiro Garrett (Justin Long). O encontro deles acontece num bar no dia que Garrett termina seu atual namoro. Eles passam a noite juntos, depois de alguns copos de cerveja, conversas e jogos dentro do bar.

Sem eles perceberem, a química rapidamente se tornou um delicioso amor de verão. Depois de algumas semanas juntos, Erin acaba tendo que voltar para sua casa em São Francisco, quando o tempo de seu trabalho acaba. Garrett, que mora e trabalha em Nova York, descobre que o relacionamento de ambos não tem sentido de acabar, assim eles resolvem começar um relacionamento, mesmo que a distância.

O grande problema acaba sendo o fato de ambos morarem em cidades opostas do país, mas eles tenta resolver o problema da distancia com muitas mensagens de texto, recados sensuais e telefonemas até altas madrugadas, mesmo com toda a gozação dos fieis amigos de Garrett, Box (Jason Sudeikis) e Dan (Charlie Day), e do pessimismo da família de Erin, que tem uma irmã (Christina Applegate) casada e superprotetora, que não concorda com esse tipo de amor.

Com um tema atual e uma história simples, sem precisar mostrar apelar para uma comédia nojenta com vômitos e outras coisas, o grande destaque do filme é a excelente trilha sonora, que conta com canções clássicas como a do filme “Top Gun: Ases Indomáveis” (1986), entre outros sucessos, que já embalaram muitos casais românticos da ficção e com certeza da vida real também.

Outro destaque é a química do casal principal. A atriz Drew Barrymore é veterana em filmes do gênero, sendo a queridinha do público depois de estrear filmes como “Ele Não Está Tão a Fim de Você”, “Nunca Fui Beijada” e “Como se Fosse a Primeira Vez”, além dos filmes de ação “As Panteras” e “As Panteras Detonando”. Já o ator Justin Long, pode não ser tão conhecido como Drew, mas ele já trabalhou em filmes de sucesso como “Herbie: Meu Fusca Turbinado” e “Duro de Matar 4.0”, além de ser a voz do Alvin, o esquilo simpático e bagunceiro da franquia “Alvin e os Esquilos”. Ambos formam um casal tão bonito, que é impossível que o público não se envolva e torça para o final feliz do casal, que acaba tendo vários problemas durante o relacionamento.

Com direção de Nanette Burstein (diretora de documentários vencedora do Oscar) e roteiro de Geoff LaTulippe, “Amor à Distância” (Going the Distance) chega aos cinemas com uma história simples de um amor que terá que enfrentar a distancia para dar certo. A história simples, as piadas na medida certa, a lindíssima e envolvente trilha sonora e o carisma e a química dos protagonistas são os ingredientes que conseguem conquistar o público fazendo com que ele se envolva totalmente com o filme.

Crítica por: Léo Francisco (PlanetaDisney)

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br/
Editor-chefe e criador do site CinePOP, apaixonado por cinema e filmes.