Análise ‘Monarch – Legado de Monstros’ | Sétimo episódio expande o ‘Monsterverse’ com virada inesperada

spot_img
spot_img
AppleTVAnálise ‘Monarch – Legado de Monstros’ | Sétimo episódio expande o 'Monsterverse' com virada inesperada

[ANTES DE COMEÇAR A ANÁLISE, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]

Se você ainda não assistiu o sétimo episódio de Monarch – Legado de Monstros, evite esta matéria, pois ela contém spoilers.

Divulgação/ Apple TV+

Oficialmente na reta final da temporada, Monarch – Legado de Monstros começou a trabalhar suas viradas. Este episódio é focado em contar a história de May (Kiersey Clemons), que trouxe bastante carisma para a série, mas ainda era uma personagem muito misteriosa. O público sabia que ela tinha algo a esconder, só não fazia ideia do que era. E por incrível que pareça, sua jornada é fundamental para o Monsterverse.

Ao longo do episódio, descobrimos que ela foi contratada pela chefe de uma empresa de biotecnologia misteriosa e cheia da grana. Sua missão era contribuir com ideias e expandir um projeto secreto. Porém, a menina descobre que essa tecnologia envolvia controles neurais e torturava animais. Assim, ela apaga os arquivos e dados de toda a pesquisa, pondo fim a anos de trabalho em segundos. Isso a torna persona non grata da empresa, que passa a persegui-la pelo mundo. E foi por essa razão que ela teve de largar sua família e se foragir no Japão, onde encontrou Kentaro (Ren Watabe) e eventualmente embarcou na trama da família Randa.

Divulgação/ Apple TV+

Essa a trama que move o episódio. Depois que a May, cujo nome real é Corah, é sequestrada na Argélia, tudo passa a rodar em torno de seu passado. Isso cria uma aproximação inesperada, mas sensacional entre Cate (Anna Sawai), Kentaro e Tim (Joe Tippett), o agente da Monarch. Em todo esse tempo, o agente meio que limpava a barra dos irmãos na agência e agora, com essa proximidade, eles passam a efetivamente trabalhar juntos. E isso é um dos pontos mais interessantes da série: a dualidade acerca do que é a Monarch. Não dá para ter certeza se eles são heróis ou vilões. No momento, eles habitam uma zona cinzenta, momentos depois de terem atitudes dignas de vilões. É incrível, porque a organização vem sendo tratada dessa forma ambígua desde o início, mas nunca foi aprofundada.

Paralelamente a isso, Lee Shaw (Kurt Russell) quebra as expectativas e assume um papel mais vilanesco. Nos últimos dois episódios, ele já tinha lançado uns papos meio tortos de querer ajudar o Godzilla e tudo mais, mas como o vovô-garoto ajudava os meninos na busca pelo pai, o grupo deixou passar batido. Agora parece cada vez mais claro que ele vai antagonizar com os protagonistas na reta final. E confesso estar bastante curioso para ver como isso vai se desenrolar.

Divulgação/ Apple TV+

No fim do episódio, a Monarch fecha uma parceria com a empresa que estava infernizando a May/ Corah em troca da liberdade da hacker. Momentos antes, a ‘chefe’ havia feito uma proposta para perdoar o erro e as dívidas da garota em troca dela passar a atuar como espiã, contando para eles tudo que descobrisse sobre os Titãs. O repentino interesse da empresa de biotecnologia nos Titãs, assim como os testes de controle neural, viria a ser explicado no finalzinho do episódio. Walter Simmons (Demián Bichir) faz uma ligação para a ‘chefe’, cujo computador está com o papel de parede da nova empresa que surgiu da antiga: a Apex Cybernetics. Na conversa, eles dizem que a parceria com a Monarch pode ser muito proveitosa.

Bom, para quem não lembra, a Apex é a empresa responsável por usar os restos mortais contrabandeados do Ghidorah para desenvolver uma conexão neural com as máquinas que compõe o Mechagodzilla, a grande ameaça de Godzilla vs Kong (2021). Simmons, inclusive, é morto momentos depois de lançar seu Titã metálico. Enfim, é uma forma muito maneira de expandir o Monsterverse, porque a série que deveria contar a história da fundação da Monarch aproveita a chance para mostrar ao público as origens de sua futura maior rival nesse universo. E o mais legal disso tudo é que as consequências das ações dessas duas empresas voltarão a ser exploradas no ano que vem, em Godzilla e Kong: O Novo Império.

Reprodução/ Warner Bros.

E para fechar com chave de ouro, o episódio traz a Monarch se revelando para o mundo. Esse final promete muito para os próximos capítulos. E mais do que isso, vale destacar que esse episódio se sustentou sem apelar em momento algum para o núcleo dos personagens de 1950, que vem sendo um dos pontos altos da produção. Isso mostra que o trio de 2015 está pronto para voos maiores e agora é aguardar para ver qual a próxima confusão em que vão se meter.

Divulgação/ Apple TV+

Os novos episódios de Monarch – Legado de Monstros estreiam toda sexta no Apple TV+.

Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.

Notícias

Atriz revela planos para trilogia CANCELADA da franquia ‘Jogos Mortais’

Em entrevista ao The Direct, Hannah Emily Anderson ('Terror...

Novo thriller de sobrevivência com Brad Pitt ganha data de estreia no Brasil

A Paramount Pictures finalmente anunciou quando o thriller de...

Ex-esposa de George Harrison DETONA cinebiografias dos Beatles: “Não querem saber da verdade”

A franquia cinebiografica dos Beatles, que será comandado pelo diretor Sam Mendes, figura como uma das produções mais aguardadas do cinema.