Anima Mundi 2018 – Saiba o que vai rolar no maior festival de animação da América Latina

Anima Mundi 2018 – Saiba o que vai rolar no maior festival de animação da América Latina


Ele está de volta! Criado em 1993, no Rio de Janeiro, para um público de um pouco mais de 7 mil pessoas, o Anima Mundi foi crescendo e aparecendo, ganhando exibições em outros estados do Brasil, como São Paulo, e não demorou muito para se tornar o maior festival de animação da América Latina, oferecendo experiências para animadores, educadores, produtoras e, claro, animaníacos.

E o mês de julho e agosto de 2018 marca a sua 26ª edição, ainda maior e mais premiado do que nunca, com 405 produções das mais variadas técnicas e temas, vindas de 40 países. Além disso, o festival vai apresentar um panorama do que há de melhor no mundo dentro dos mais diversos gêneros da animação e trará convidados sensacionais, como o brasileiro Carlos Saldanha, diretor deA Era do Gelo eRio.

Na última quinta-feira (12), nosso redator e crítico Thiago Muniz pôde acompanhar uma sessão exclusiva para imprensa de 10 curtas animados, de variados países, que serão destaques da edição desse ano do Festival.

Ficou interessado? É apaixonado por animação? Então confira essa lista com os curtas mais imperdíveis.



Guaxuma:

Abrindo a lista com um brasileiríssimo, que mostra a simplicidade da amizade, utilizando técnicas de stop-motion e mesclando live-action com animação 2D, o curta narra a história de duas amigas que cresceram juntas na praia de Guaxuma, no Nordeste do Brasil, e todas as aventuras e desventuras de um amor que atravessou o tempo.

Por que é imperdível?

Além de ser extremamente bem dirigido, filmado e ter uma fotografia fantástica, o curta é um dos destaques brasileiros do Festival, não fica para trás em nada no quesito qualidade das animações gringas. E leve um lencinho, o tom melancólico e nostálgico vai te fazer chorar.

 

 Fins de Semana (Weekends):

Essa animação americana narra a delicada história de um menino que vive se deslocando entre as casas de seus pais recém-divorciados, vivenciando suas novas rotinas e relacionamentos e utilizando a imaginação para escapar da realidade dura e difícil que é ter que lidar com o afastamento dos pais.

Por que é imperdível?

De uma forma encantadora, momentos surreais e oníricos se misturam com as realidades domésticas de uma família nos anos 80 em Toronto. Sem dúvida um dos filmes mais belos do Festival.

 

Comportamento Animal (Animal Behaviour):

O representante canadense do Festival é um curta hilário, que mostra uma icônica sessão de terapia de grupo orientada por Dr. Clement, um psicoterapeuta canino e seus quatro pacientes: uma gata com compulsão em se lamber, uma Louva-a-deus viciada em redes sociais, uma sanguessuga que não dá certo em relacionamento nenhum e um urso que não tem controle de sua raiva. O resultado, como vocês podem imaginar, beira ao desastre.

Por que é imperdível?

Imagina a reunião de cinco animais diferentes contando sobre como é ser o que são. É muito divertido e merecia uma versão em longa-metragem. #FicaADicaDisney

 

A Mulher Canhão (La Femme Canon):

Esse curta poético é uma coprodução entre Canadá, Suiça e França e mostra a complicada história da jovem Madeleine, uma bala de canhão humana, que faz um espetáculo itinerante com o marido que só pensa nele mesmo. Apesar da loucura de sua profissão, em casa, todos os dias são iguais.

Por que é imperdível?

Com uma pegada mais adulta, a animação explora, de forma interessante, a rotina de um relacionamento desgastado e a perda do amor entre o casal. Tudo isso sem apelar para os clichês do romance, muito pelo contrário, se apegando a originalidade em sua bela narrativa.

 

Felicidade (Happiness):

O diretor inglês Steve Cutts nos presenteia com um dos curtas mais incríveis e profundos do Festival. Sem sombra de dúvidas o melhor desta sessão. A premissa é bem simples: ratos representando humanos em sua incansável busca pela felicidade, passando por cima de tudo e todos para chegar onde deseja, tudo isso ao som de ‘Habanera’, de Bizet.

Por que é imperdível?

Adulto, cruel e poético. Uma tapa na cara de realismo que a sociedade precisa enxergar. Dificilmente irá esquecer desse curta após assistir. Destaque também para a união de animação 2D com 3D, em um dos momentos mais hilários do filme. Esse é para assistir na primeira oportunidade que tiver.

 

Rolê (Ride):

Portugal apresenta um curta que mescla de, forma surpreendente, live-action com animação stop-motion, mostrando a jornada de um motociclista rumo ao futuro.

Por que é imperdível?

O curta é uma homenagem ao icônico design de motos dos anos 1950 e 60, ou seja, amantes de motos e carros não podem deixar de assistir esse.

 

A Origem do Som (The Origin of Sound):

O curta Belga se destaca pela enorme produção. Uma mistura de live-action com atores, stop-motion e animações de diversos formatos, mostra a criativa história de um cientista (representando Deus) que se esqueceu de adicionar som ao mundo, logo, começa a consertar o erro usando sua estranha coleção de desenhos animados macabros e desagradando suas cobaias humanas.

Por que é imperdível?

Violento, sexual e macabro. O curta é voltado para o público adulto e, mesmo causando desconforto pelo seu som exageradamente alto, chama a atenção pela belíssima direção, grande produção e narrativa complexa. Esse é para os fortes. 18+

 

Leve a Coelha (Take Rabbit):

O Reino Unido apresenta esse curta poético e bem-humorado, que narra a história de um senhor que tenta transportar uma raposa, um coelho e um repolho em seu pequeno barco pelo rio.

Por que é imperdível?

Repleto de metáforas e dilemas, a animação diverte com uma narração deliciosa de ser ouvida e ainda nos faz refletir sobre temas como relacionamentos, amor próprio e solidão.

 

(OO)

Este curta da Coreia do Sul, dirigido por OH Seo-ro, narra os eventos que ocorrem nas narinas de uma pessoa quando ela espirra.

Por que é imperdível?

Simples, singelo e muito bem realizado, a animação é realmente curta, tendo um pouco mais de 1 minuto de duração, porém, é divertida e bem desenhada. Até a incrível sensação de desconforto ao ver um espirro é real e honesta.

 

As Cores do Cuco (Coucouleurs):

A Suíça está representada com esse importante curta infantil que mostra uma ilha repleta de pássaros, cada espécie possui uma cor específica, que determina também em que pedaço da ilha devem habitar. Porém, quando surge um pássaro de duas cores, surgem também os problemas para se encaixar no lugar onde ninguém o aceita.

Por que é imperdível?

Voltado para o público infantil, o curta é um prato cheio para se trabalhar diversidade, bullying e compaixão com as crianças. Além do mais, é extremamente fofo!

 

Se animou? Então coloca aí na agenda as datas do Anima Mundi 2018: O evento acontece no Rio de Janeiro de 21 a 29 de julho e, em São Paulo, de 1º a 5 de agosto. Para mais informações, acesse o site oficial neste link.





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