Ao aceitar o prêmio honorário na 37ª edição anual do Producers Guild Awards, o produtor Jason Blum agradeceu a vários colaboradores e apoiadores, começando por seu amigo de longa data, Barry Diller, o bilionário presidente da IAC, que lhe entregou o prêmio (via Deadline).
Referindo-se a si mesmo como “este humilde produtor de meia-idade”, Blum disse que Diller “é meu amigo há muito tempo e meu mentor, alguém que admiro muito, e ele mudou minha vida de muitas maneiras”.
Blum, então, prestou homenagem à esposa Lauren, à sua parceira Donna Langley, da Universal Pictures, e ao aclamado realizador James Wan, frequente colaborador de diversos projetos encabeçados pela Blumhouse.
Pouco depois, o realizador comentou sobre a situação atual da indústria do entretenimento, que vem sofrendo certas ameaças em virtude da popularização dos adventos tecnológicos e das inteligências artificiais – que, inclusive, estão sendo utilizadas como motor de produções artísticas diversas.
“Estamos vivendo em uma época em que as máquinas têm muita confiança de que podem escolher o que vai funcionar, que os algoritmos podem nos dizer tudo o que já assistimos e o que devemos assistir em seguida, e que a IA pode nos dizer o que assistir em streaming e qual será nosso humor na próxima terça-feira”, ele disse.
O que as máquinas não conseguem fazer, no entanto, é “se apaixonar por algo” ou “ter instinto”.
O produtor acrescentou: “se você tivesse pedido a um algoritmo alguns meses atrás para prever o desempenho de uma série de baixo orçamento sobre um romance gay no hóquei, sem nenhum astro conhecido, eu garanto que o algoritmo teria dito: ‘não façam essa série’. Mas é por isso que ‘Heated Rivalry’ precisava de nós; precisava de produtores.”
Ao concluir, Blum deixou a seguinte mensagem para a plateia: “continuem acreditando em suas histórias, em seus diretores, atores e roteiristas impossíveis, e, acima de tudo, em seus produtores impossíveis, mesmo quando estivermos no nosso auge”.
