segunda-feira, janeiro 12, 2026

As 10 melhores músicas de Alan Menken, compositor por trás de ‘A Pequena Sereia’

MatériasAs 10 melhores músicas de Alan Menken, compositor por trás de 'A Pequena Sereia'
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A genialidade de Alan Menken dentro da música é inegável. Seus incríveis trabalham conseguem alcançar diversos públicos e possuem uma atemporalidade inenarrável, capaz de combinar a essência das árias gregas com os tons mais melodiosos do pop contemporâneo. E aproveitando o hype da adaptação em live-action de A Pequena Sereia, cuja trilha sonora foi composta por ele, resolvemos homenagear seu trabalho separando as dez melhores canções que compôs.

Confira nossas escolhas abaixo:



10. “MOTHER KNOWS BEST”

Filme: Enrolados

As animações da Disney costumam trazer solos icônicos para seus antagonistas, ajudando o público a compreender suas intenções e de que forma eles se postam como reflexos imediatos dos heróis. E, em Enrolados, Menken alcançou um novo ápice desse nicho com “Mother Knows Best” – uma memorável infusão de pop que traz a Mãe Gothel (Donna Murphy) silenciando Rapunzel (Mandy Moore) e dizendo que sabe mais que ela sobre o “perigoso” mundo lá fora.

9. “ZERO TO HERO”

Filme: Hércules

Hércules’ nos leva de volta à Grécia Antiga e acompanha as aventuras de um dos personagens mais icônicos de todos os tempos – destinado a salvar Atenas e seus habitantes de caírem nas garras do maligno Hades, o Deus do Submundo. Entretanto, ele não se configura como um herói nato e deve passar por um intenso treinamento. E é aí que entra o tema “Zero to Hero”: fugindo do que poderíamos imaginar, Menken se apropria do blues, do R&B e do disco para arquitetar uma vibrante e dançante faixa guiada pelas soberbas vozes das Musas.

8. “HELLFIRE”

Filme: O Corcunda de Notre-Dame

‘O Corcunda de Notre-Dame’ é uma das investidas mais subestimadas da Disney e não teve o devido reconhecimento à época de seu lançamento. Ainda que tenha sido redescoberta anos depois, a produção chamou a atenção da crítica pela impecável trilha sonora – e a faixa que a melhor traduz é “Hellfire”, que traz uma mistura muito inteligente de ópera com cantos gregorianos e cantigas religiosas em latim. A canção revela o lado mais sombrio do Cardeal Frollo, o antagonista da narrativa, que se apaixona pela cigana Esmeralda e se vê tentado a pecar, considerando a jovem como uma bruxa e tentando se livrar de seu “feitiço luxurioso”.

7. “UNDER THE SEA”

Filme: A Pequena Sereia

A beleza de “Under the Sea” está em sua identidade. Assim como em outros filmes dos estúdios Disney, esta música utiliza-se de elementos de percussão que harmonizam com a ambientação da cena, incluindo violões, violoncelos, bongôs e tambores acústicos. A letra é acompanhada de uma fluidez própria “do fundo do mar”, levando o espectador a acompanhar as coreografias dos personagens e do crescente harmônico da cantoria, transformando a música num clássico atemporal.

6. “COLORS OF THE WIND”

Filme: Pocahontas

‘Pocahontas’ pode não ter sido o filme de maior sucesso da Casa Mouse, mas é inegável que a trilha sonora composta por Menken se configura como um ponto alto na trama. Optando por uma construção orquestral mais suave, pontilhada com violinos, violoncelos e a sutil melodia da flauta doce, “Colors of the Wind” resume muito bem a contraposição escrachada entre os nativos americanos e os colonizadores ingleses, narrando de forma magistral a simplicidade do mundo da protagonista.

5. “FRIEND LIKE ME”

Filme: Aladdin

A capacidade de Alan Menken de unir diversos estilos musicais em um só é invejável e quase mística. Em “Friend Like Me”, uma das obras-primas que definem a identidade da animação Aladdin, Robin Williams utiliza sua versatilidade em cena para cantar uma peça sonora composta por saxofones, bumbos e flautas – instrumentos destoantes entre si, mas que, unidos pela melodia da época com alguns toques de jazz, criam uma ambientação espetacular e catártica.

4. “BE OUR GUEST”

Filme: A Bela e a Fera

Um dos grandes ápices de A Bela e a Fera– e talvez aquele que arranque mais arrepios e suspiros do público – é a música Be Our Guest”. Tanto a melodia e a letra quanto a coreografia fornecem o cenário seiscentista da narrativa, combinado com a identidade essencialmente francesa. Lumière, o candelabro encantado, é o astro principal, e começa a dissertar sobre a arte do jantar e das habilidades de cada um dos habitantes do Castelo da Fera enquanto é acompanhada por notas de sanfona soberbas. O desfecho tem uma mistura híbrida de ópera italiana com certos elementos pop que conferem atemporalidade e naturalidade à cena, transformando uma simples música num espetáculo completo.

3. “BEAUTY AND THE BEAST”

Filme: A Bela e a Fera

“Beauty and the Beast” é o grande tema de A Bela e a Fera, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original. É um dos temas mais românticos, sensíveis e graciosos feitos por Menken. Junto com o músico Howard Ashman (com quem trabalhou em A Pequena Sereia), o musicista arquitetou um tema sutil em que a letra fala sobre o próprio conto e sobre o sentimento de se apaixonar por alguém diferente – um dos principais motes do conto de fadas da Casa Mouse.

2. “PART OF YOUR WORLD”

Filme: A Pequena Sereia

Essa é considerada pelos próprios realizadores de A Pequena Sereia como a música mais importante do filme, ao ponto de brigarem com a Disney para deixarem ela no corte final do filme. Mas por que “Part of Your World” tem essa importância? Porque é a música que define a protagonista Ariel e qual é o seu sonho que irá buscar durante todo longa. O tom romântico e a letra sincera nos faz comprar como ela realmente quer conhecer e viver no mundo humano. Não é surpresa que a faixa tenha, inclusive, sido indicada ao Oscar de Melhor Canção Original.

1. “A WHOLE NEW WORLD”

Filme: Aladdin

Os momentos românticos das animações Disney são sempre tratados com bastante carinho por seus realizadores – mas “A Whole New World” tem um momento mágico indescritível, idealizado pela composição harmônica de violinos e clarinetes. À medida em que Aladdin e Jasmine se libertam das prisões de Agrabah, a música vai encontrando seu crescendo até culminar no refrão que dá nome ao título, permeado por suaves tilintares místicos e extremamente bem-vindos numa narrativa como esta.

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Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.
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