sábado, fevereiro 7, 2026
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As 10 Melhores Músicas de Melanie Martinez





Se você já assistiu à 4ª temporada de ‘American Horror Story’, subtitulada ‘Freak Show’, provavelmente deve ter conferido os vídeos promocionais e ouvido uma divertida e diabólica canção chamada “Carousel”. Bom, a faixa, que se tornou bastante conhecida depois de ter sido selecionada para a antologia de Ryan Murphy, foi escrita por Melanie Martinez – que completa 27 anos de vida no dia de hoje, 28 de abril.

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Melanie ganhou notoriedade depois de ter participado do reality de competição ‘The Voice’, começando uma carreira recheada de músicas potentes e com múltiplos significados. A cantora e compositora adotou uma persona bastante reconhecível desde o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio oficial, Cry Baby, com um cabelo bicolor e uma paixão por composições controversas e chocantes.

Para celebrar seu aniversário, preparamos uma breve lista com dez de suas melhores músicas, desde o EP Dollhouse ao recente After School.

Confira as nossas escolhas abaixo e conte para nós qual a sua favorita:

10. “ORANGE JUICE”

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Devo admitir que, quando K-12 foi lançado, “Orange Juice” passava longe de ser uma das minhas faixas favoritas. Entretanto, com o passar do tempo, a canção mostrou que envelheceu de uma maneira bem interessante, principalmente pelo modo como Melanie articulou uma atmosfera sinestésica a uma narrativa pungente sobre a bulimia – utilizando-se de uma metáfora inesperada para falar sobre bulimia e sobre problemas de autoimagem.

9. “BRAIN & HEART”

Álbum: After School (EP)

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Pouco depois de K-12Melanie Martinez voltou com o breve EP After School, que se tornou sua produção mais coesa desde sua recente estreia na indústria fonográfica. Mantendo-se em uma estrutura digna do final dos anos 2010, com as batidas quebradas e uma atmosfera quase onírica, “Brain & Heart” é uma das faixas que resume exatamente o que e quem Melanie representa para a música contemporânea.

8. “PACIFY HER”

Álbum: Cry Baby

Cry Babydébut oficial de Melanie no cenário fonográfico, é considerado por diversos especialistas como a melhor entrada de sua carreira. E, ao longo de uma jornada completamente bizarra sobre os problemas que existem na atualidade, são várias as faixas que despontam e nos chamam a atenção – como é o caso de “Pacify Her”. Aqui, temos a presença enervante do trip-hop, do indie pop e do electro em um enredo arromântico que denuncia relacionamentos de fachada e jogos de submissão e dominação.

7. “CAROUSEL”

Álbum: Cry Baby

A música que, de fato, deu fama mundial a Melanie Martinez não poderia ficar de fora da nossa lista. “Carousel” se tornou um ícone da carreira da performer depois de ‘AHS’, mas não é apenas por esse motivo que ela caiu no gosto do público: através de uma produção singela e profunda, marcada pela repetição, Martinez construiu uma narrativa cíclica inquebrável, descrita pela própria artista como a constante busca por um amor não correspondido, como se ela estivesse presa em um carrossel infinito.

6. “THE BAKERY”

Álbum: After School (EP)

Melanie é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais peculiares do cenário mainstream – e, por essa razão, não é compreendida por todos. “The Bakery”, dessa forma, é a canção que resume a carreira dessa cantora, compositora e diretora única, usando um respaldo trip-hop para falar de sua experiência em uma padaria para juntar dinheiro e investir em sua arte.

5. “TAG, YOU’RE IT”

Álbum: Cry Baby

Antes de Billie Eilish se consagrar dentro do pop-noir, Martinez já vinha promovendo algumas incursões dentro do subgênero com experimentações divertidas e envolventes – como é o caso da narcótica “Tag, You’re It”. Provavelmente tendo passado longe de seu radar, a faixa merece ser apreciada em sua completude, seja pelo uso demasiado e proposital das distorções vocais, seja pela condução dos instrumentos que culmina em um dos melhores refrãos da década passada.

4. “PITY PARTY”

Álbum: Cry Baby

Electro-indie e pop alternativo bradam suas vozes em “Pity Party”, terceiro single do álbum de estreia oficial de Melanie Martinez. Produzida por CJ Baran, a faixa pega elementos vistos na clássica “It’s My Party”, de Leslie Gore, em uma homenagem modernizada que premeditaria a utilização excessiva dos sintetizadores alguns anos mais tarde. Os versos tratam de forma contraditória as consequências da solidão e do não-pertencimento.

3. “MRS. POTATO HEAD”

Álbum: Cry Baby

Melanie sempre trouxe narrativas muito analíticas à sua carreira, aproveitando o espaço que tinha para se deslanchar em críticas e mais críticas às imposições sociais que as minorias enfrentam. “Mrs. Potato Head” é um desses exemplos: respaldada no estilo indie que dominava meados da década de 2010, a canção serve como reflexo dos padrões impossíveis a que as mulheres são submetidas, obrigadas, ainda que sem perceberem, a mudarem quem são para agradar opressores insaciáveis.

2. “BITTERSWEET TRAGEDY”

Álbum: Dollhouse (EP)

Martinez não é conhecida exatamente por seu apreço gigantesco por baladas – mas, quando ela se volta para as sutilezas de produções menos frenéticas e exageradas, cria mágica, como é o caso de “Bittersweet Tragedy”. Perdida em meio a músicas mais famosas, a canção faz parte do EP Dollhouse e usa e abusa de vocais poderosos, de progressões retumbantes e um sentimento que beira o épico.

1. “SHOW & TELL”

Álbum: K-12

Tudo bem, pode ser um tanto quanto inesperado ver esta música em primeiro lugar, mas “Show & Tell” não pode ser descrita de outro jeito além de “obra-prima”. Pertencente ao álbum K-12, a faixa consegue amalgamar de forma perfeita o minimalismo de uma produção sarcástica e recheada de críticas sociais e visuais exagerados e que apenas alguém como Melanie conseguiria fazer.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

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