Sabrina Carpenter fez sua estreia oficial no mundo da música com o lançamento de ‘Eyes Wide Open’, em 2015 – e, quase dez anos mais tarde, tornou-se uma das maiores popstars do planeta, graças ao sucesso gigantesco de um de seus mais recentes singles, “Espresso”, que abriu uma era de enorme aclame crítico e comercial intitulada ‘Short N’ Sweet’.
Porém, em sua discografia, Carpenter já havia nos entregue algumas ótimas faixas que denotavam o poder e o potencial de uma jovem artista pronta para dominar o cenário fonográfico – algo que foi refletido com sua popularização exponencial e contínua.
No dia de hoje, 11 de maio, Carpenter comemora 26 anos de idade. Para celebrar seu aniversário, preparamos uma breve lista elencando suas dez melhores canções.
Confira:
10. “BECAUSE I LIKED A BOY”
Álbum: e-mails i can’t send
“because i liked a boy” se inicia em uma sutileza dramática e expressiva de tirar o fôlego. Aqui, Sabrina parece remoer um passado doloroso em que foi taxada de vagabunda por ter se apaixonado por um garoto que lhe trouxe nada além de mágoas e lembranças que ficaram perdidas. E, enquanto os cruciantes versos nos arrebatam por rimas sagazes e uma produção contemporânea, é a chegada do terceiro e último refrão que nos faz aplaudi-la pela rendição quase teatral – e nos deixa triste por acabar de modo tão rápido.
9. “TASTE”
Álbum: Short N’ Sweet
“Taste” se lança a mais uma inovação para o álbum, discorrendo acerca dos percalços de um relacionamento cujo término ainda permanece na mente do eu-lírico ao se apropriar de maneira aplaudível o slacker rock, além de contar com um apaixonante videoclipe com a presença ilustre de ninguém menos que Jenna Ortega, uma das novas scream queens do cinema e da televisão.
8. “SUE ME”
Álbum: Singular – Act I
“Sue Me” é uma “farofa” dançante revestida com uma deliciosa ironia narrativa e cênica. Diferente das outras músicas, conseguimos ouvir como a cantora se sente à vontade divertindo-se por entre as mesclas dos estilos musicais até retornar com graça para o classicismo do gênero que representa. Ela não força as mudanças vocais, permitindo-se usar e abusar dos crescendo até encontrar-se em um miolo musical que oscila em altos e baixos sem se preocupar com convencionalismos ou recuos.
7. “FAST TIMES”
Álbum: e-mails i can’t send
Em ‘emails i can’t send’, quinto álbum de Carpenter, são várias as tracks que nos chamam a atenção – e, sem dúvida, “Fast Times” é uma das que despontam como uma das mais bem arquitetadas, seja pelas inclinações ao post-disco ou pelos elementos do funk setentista que pincelam as estrofes (e isso sem comentar o ótimo videoclipe inspirado em ‘Kill Bill’ e ‘As Panteras’ que a artista protagoniza).
6. “LOOKING AT ME”
Álbum: Singular – Act II
Quando pensávamos que a cantora não poderia mais surpreender, ela nos entrega uma sedutora conclusão em parceria com a competente produção de Johan Carlsson para o elogiado ‘Singular – Act II’. Por mais solta que “Looking at Me” possa parecer em comparação às outras iterações, a track é preconizada pela que a antecede. Os toques do sintetizador casam perfeitamente com a ambiência latina; dito isso, as lyrics seguem um tour-de-force erguido para superar os obstáculos da ansiedade.
5. “THUMBS”
Álbum: EVOLution
Um ano depois de ter feito sua estreia com o adorado ‘Eyes Wide Open’, Sabrina resolveu se afastar das incursões mais folk-pop para mergulhar de cabeça no electropop que dominava o cenário mainstream da época. E um dos singles de ‘EVOLution’, seu segundo álbum de estúdio, é o impecável “Thumbs”: a construção da faixa se inicia com um conjunto de cordas de tirar o fôlego, dando as bases para uma narrativa que critica o capitalismo predatório e o ciclo sem fim de apatia numa sociedade movida pela ganância e pelo dinheiro – facilmente um dos pontos mais altos da carreira da cantora.
4. “BED CHEM”
Álbum: Short N’ Sweet
“Bed Chem”, outro instigante ápice do disco, se une em um encontro entre passado e presente através da produção on point de Ian Kirkpatrick e John Ryan: desde as primeiras notas à mixórdia sinestésica de jazz fusion, soft-rock e R&B, Carpenter promove uma referência clássica aos anos 1980 e a canções como “Human Nature”, de Michael Jackson, navegando pelas oscilações entre o fraseamento cantado e falado dos versos e de uma promoção da sensualidade amorosa.
3. “VICIOUS”
Álbum: e-mails i can’t send
O aspecto mais divertido e interessante de ‘e-mails i can’t send’ é a forma como a artista realmente deixa se levar por eventos íntimos – durante uma entrevista à Teen Vogue, inclusive, ela disse que compôs as canções a partir de e-mails que mandava para si mesma e que, definitivamente, não poderia enviar para quem queria. É nesse prospecto que surge a ótima “Vicious”, uma track em mid-tempo que flerta com o pop-rock e o pop alternativo: “eu te amei, mas queria não ter te amado” é, de fato, um verso com o qual boa parte dos ouvintes pode se relacionar – e que resume bem o que ela quer nos passar.
2. “PARIS”
Álbum: Singular – Act I
Sabrina definitivamente merece mais reconhecimento por deixar sua marca como autora dentro da indústria. Ela fica responsável pela palavra final, ganhando sua tão desejada autonomia, e alcança um patamar invejável com duas principais canções: “Paris”, um dos singles do ótimo ‘Singular – Act I’. A faixa rouba nossa atenção pela atmosfera sexy, íntima, quase desnuda, cuja narrativa traz os elementos românticos da Cidade-Luz da belle époque para uma Los Angeles contemporânea.
1. “PLEASE PLEASE PLEASE”
Álbum: Short N’ Sweet
Enquanto Sabrina conquistou o mundo com o lançamento de “Espresso”, ela continuaria sua onde de extremo sucesso com a divulgação da segunda faixa promocional, intitulada “Please Please Please”. A track se afasta do escopo pop do single anterior, mergulhando em uma mistura soberba de Yacht rock e country que começa a dar as caras de uma versatilidade apaixonante – e que arranca alguns dos melhores vocais da cantora em uma rendição bastante caprichosa (no melhor sentido do termo).
