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É quase insano pararmos para pensar que estamos em meados da década de 2020 – e que as músicas dos anos 2000 que ouvíamos sem parar nas rádios, agora, estão prestes a se tornar clássicas rendições recheadas de boas memórias e de um tempo que agora não irá mais voltar.
Na primeira década do século, passamos por uma clara reverberação de múltiplos gêneros que dominaram o mainstream, desde o teen-pop eternizado por Britney Spears, passando pelo disco e o dance de Madonna, culminando no EDM e no synth-pop de Lady Gaga.
Pensando nisso e resolvendo voltar um pouco no tempo, preparamos uma lista com as dez melhores músicas internacionais femininas dos anos 2000 para você colocar na sua playlist.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
10. “HUNG UP”, Madonna (2005)
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Depois de um período conturbado, Madonna resgatou o gosto pela música e pelo colorido espectro musical que havia apresentando ao mundo desde o início de sua carreira. Com “Hung Up”, suprassumo fonográfico que traz o icônico grupo sueco ABBA para a linha de frente, a artista dava início a uma de suas eras mais conhecidas e mais bem sucedidas: ‘Confessions on a Dance Floor’.
9. “TOXIC”, Britney Spears (2003)
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Britney Spears parou o mundo novamente ao lançar “Toxic”, lead single do revolucionário ‘In The Zone’. Garantindo à princesa do pop uma estatueta do Grammy na categoria de Melhor Gravação Dance, a faixa é considerada como um dos destaques dos anos 2000 e serviu de influência para diversas cantoras – principalmente por seu apelo comercial e bastante sedutor.
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8. “CRAZY IN LOVE”, Beyoncé feat. Jay-Z (2003)
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A faixa de abertura do álbum de estreia solo de Beyoncé reverbera com “Crazy In Love”, lead single cantado ao lado de Jay-Z e que é exaltada em baladas e playlists inclusive nos dias de hoje. Mais de duas décadas depois, o vibrante e sensual mergulho lírico serve como um hino romântico que se afasta das costumeiras baladas do gênero e é movida por um gancho tão chiclete que é quase impossível não reconhecê-lo imediatamente quando o ouvimos em… Bem, qualquer lugar.
7. “HIDDEN PLACE”, Björk (2001)
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O lead single de ‘Vespertine’, que inclusive apareceu na nossa lista de melhores álbuns do século, foi inteiramente escrito e produzido por Björk em uma perfeita abertura para o novo século. A canção traz elementos da música ambiente, do gospel do electro e fala, da maneira mais inesperada possível, sobre um novo amor que tem um lado mais íntimo e introspectivo – e que chama a atenção da cantora.
6. “BACK TO BLACK”, Amy Winehouse (2006)
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Apesar de “Rehab” ter maior reconhecimento na cultura pop, “Back to Black” (ao menos na opinião deste que vos escreve), configura-se como uma construção mais madura, narcótica e saudosista – que, de fato, reiterou as incríveis habilidades artísticas de Amy Winehouse. Novamente produzida por Ronson, que também aproveitou para assinar alguns dos versos, a canção volta-se para o down-tempo e para as raízes do soul clássico, discorrendo sobre um relacionamento que acabou e que lança o eu-lírico de volta para a escuridão. Dentre as múltiplas tracks de Amy, esta é uma das que mais faz referências aos girl groups dos anos 1960, além de alusões ao Motown.
5. “CAN’T GET YOU OUT OF MY HEAD”, Kylie Minogue (2001)
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Cada engrenagem dessa intrincada faixa é cuidadosamente arquitetada e incorpora elementos do techno, do pop, do disco e do dance como nenhuma outra. Com um gancho célebre e extraordinário, Kylie Minogue cria mágica ao longo de breves três minutos e cinquenta segundos que poderiam se estender por muito mais tempo sem quaisquer prejuízos. Novamente, Dennis e Davis unem forças para dar vida a uma narrativa que fala sobre obsessão amorosa e que viria se tornar seu single de maior sucesso comercial, com mais de seis milhões de cópias vendidas ao redor do mundo e ajudando a cimentar seu status como ícone global.
4. “BREATHE ON ME”, Britney Spears (2003)
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Com ‘In The Zone’, divisor de águas na carreira de Spears, a princesa do pop não teve medo de experimentar – e “Breathe on Me” é a melhor representante dessa ousadia. A quarta faixa do álbum, de longe a maior obra-prima que já lançou, é indesculpavelmente sexual, envolvente e sensorial em todos os sentidos – uma infusão espetacular de techno, dance, hi-NRG e trip-hop que se aglutina numa coesão de tirar o fôlego, influenciando Rina Sawayama, The Weeknd e Billie Eilish (para citar alguns exemplos).
3. “PAPER PLANES”, M.I.A. (2008)
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“Paper Planes” se consagrou como um dos maiores fenômenos não apenas do século, mas também da história. Encabeçada pela artista conhecida como M.I.A., ela co-assinou a faixa ao lado de Diplo e também produziu a faixa, afastando-se das incursões dance do mesmo álbum (‘Kala’) e trazendo uma combinação original e envolvente de elementos da música folk africana, bem como um apreço pelo hip hop alternativo e um impacto imortalizado no cenário fonográfico.
2. “FALLIN'”, Alicia Keys (2001)
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O single de estreia de Alicia Keys é uma de suas marcas registradas, principalmente por estampar seus belíssimos vocais, sua relação apaixonante com o piano e sua adoração ao R&B. Atingindo o topo da Billboard 100, a canção levou para casa nada menos que três estatuetas do Grammy, incluindo Música do Ano.
1. “BAD ROMANCE”, Lady Gaga (2009)
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Considerada por inúmeros especialistas como a magnum opus de Gaga, “Bad Romance” permanece viva na memória de qualquer um que já tenha ligado a rádio ao menos uma vez em 2009. Vencedora de duas estatuetas do Grammy, a canção é o carro-chefe do aclamado e revolucionário ‘The Fame Monster’ e traz elementos do house e do techno alemães ao vibrante electro-pop do final dos anos 2000. Como se não bastasse, a canção influenciou diversas artistas veteranas e estreantes na indústria e continua original mesmo 13 anos depois de seu lançamento.