sábado, fevereiro 7, 2026
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As Franquias mais famosas da MGM no Cinema que a Amazon pode REVIVER





O mundo do entretenimento se viu diante de um novo gigante com a compra da MGM pela Amazon e as possibilidades são infinitas. Recentemente a plataforma de streaming chegou à marca de 200 milhões de assinantes no mundo, colando na atual líder do mercado, a Netflix, que possui 204 milhões mundiais. A mais recente aquisição da Amazon, cujo CEO Jeff Bezos é o homem mais rico do mundo, traz não apenas uma verdadeira biblioteca de milhares de filmes (clássicos e novos), mas também a possibilidade de revitalizar franquias muito queridas do público para os tempos atuais.

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Pensando nisso, já que não se fala em outra coisa, trazemos em nossa nova matéria as franquias mais famosas da MGM que podem gerar muito lucro para a Amazon caso desenvolvidas de maneiras correta, seja nas telonas ou em sua plataforma. Confira abaixo.

007James Bond

A franquia mais duradoura da história do cinema já conta com 24 produções oficiais lançadas e se prepara para estrear o 25º longa nos cinemas (e quem sabe agora simultaneamente em sua plataforma de streaming). A pandemia jogou Sem Tempo para Morrer de 2020 para este ano, e agora a estreia está agendada para outubro. Esta promete ser a última incursão de Daniel Craig na pele do maior espião do cinema, James Bond, assim o caminho estará aberto para a Amazon reiniciar a franquia à sua maneira com um novo intérprete. Seja um ator negro, quem sabe uma mulher, ou nenhuma das opções.

Rocky – Um Lutador

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O boxeador mais famoso da sétima arte iniciou sua carreira há exatos 45 anos e levou para casa o prêmio de melhor filme no Oscar. Daí seguiram mais quatro continuações até 1990, todas protagonizadas e escritas pelo astro Sylvester Stallone, e a maioria dirigida por ele também. Em 2006, numa sequência tardia, Stallone tirava a poeira de Rocky para mais um round, já na meia idade. Com a velhice, Rocky (ainda nas formas de Stallone) não pôde mais subir aos ringues, e a solução foi desenvolver um derivado, com foco no jovem Creed (Michael B. Jordan), e uma parceria de lançamento com a Warner. Creed 3 já está confirmado para 2022 e terá produção, direção e protagonismo de Michael B. Jordan. O astro Sylvester Stallone também afirma ter planos para o personagem fora do derivado Creed.

A Pantera Cor de Rosa

Quase um 007James Bond da comédia, a franquia A Pantera Cor de Rosa iniciou nos cinemas em 1963 e gerou nada menos que oito continuações, sendo as últimas três sem a participação do protagonista Peter Sellers, que deu vida ao atrapalhado inspetor da polícia francesa, Jacques Clouseau. Em 2006, um reboot foi lançado, gerando uma continuação em 2009. Sem a presença de Sellers, atores como Alan Arkin, Ted Wass, Roberto Benigni e Steve Martin pegaram a vaga de protagonista nos filmes, sem o mesmo sucesso. A história gira em torno do citado policial incapaz, mas que sempre salva o dia por pura sorte. Com a aquisição, a Amazon pode eleger um novo Clouseau. A franquia também gerou uma série de animação muito famosa.

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Robocop

Esta é outra franquia pausada, mas que pode renascer e gerar bom lucro para a empresa. O filme original Robocop: O Policial do Futuro (1987), de Paul Verhoeven, virou um cult imediato e emplacou tanto com o público adulto quanto os adolescentes e crianças, apesar de ser um longa extremamente violento e incorreto. Assim, Robocop gerou duas continuações (em 1990 e 1993), uma série em animação, uma série em live action e todo tipo de produto licenciado, incluindo videogames e bonecos. O personagem se tornou um dos ícones da cultura pop. Em 2014, um remake foi dirigido pelo brasileiro José Padilha, mas infelizmente não atingiu o esperado financeiramente. Agora, encontra-se anunciado um novo projeto, que continuaria diretamente o filme original de 87, escrito e produzido pelo mesmo Edward Neumeier, com direção de Abe Forsythe (Pequenos Monstros), intitulado Robocop Returns.

Legalmente Loira

A estrela Reese Witherspoon encontra-se numa das melhores fazes de sua carreira após ter migrado para a telinha, onde produziu e estrelos três sucessos consecutivos: Big Little Lies (para a HBO), Pequenos Incêndios por Toda Parte (para a Hulu/Amazon no Brasil) e The Morning Show (para a Apple TV). Já faz um tempo que Witherspoon está atrelada para reviver um de seus maiores sucessos no cinema, o filme girl power da “Barbie” Legalmente Loira. O longa de 2001 rendeu uma continuação logo em 2003 e uma segunda com a estrela apenas na capacidade de produtora (com lançamento direto em vídeo em 2009). Legalmente Loira 3 tem estreia anunciada para 2022, trará Witherspoon novamente como protagonista e produtora, e vem com direção do estreante Jamie Suk.

O Silêncio dos Inocentes

Completando 30 anos de seu lançamento em 2021, O Silêncio dos Inocentes é uma das propriedades mais valiosas da MGM a ir parar nas mãos da Amazon. O filme é o último vencedor do Oscar no chamado Big Five (melhor filme, diretor, ator, atriz e roteiro), num total de três longas na história a terem conquistado tal feito. Propriedade quentíssima do estúdio, o filme gerou três continuações: Hannibal (2001), Dragão Vermelho (2002) e Hannibal: A Origem do Mal (2007). O “problema” é que outra empresa criou um programa muito bem sucedido em cima dos personagens: Hannibal (2013-2015 / da NBC-Universal). Por outro lado, a MGM não perdeu tempo e ao lado da parceira CBS estreou o recente Clarice (lançado este ano) – passado logo após os eventos do filme de 1991.

Poltergeist

A maior franquia de terror da MGM é Poltergeist, cujo filme original foi lançado em 1982 com direção de Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica) e produção de Steven Spielberg. A história fala sobre uma família tipicamente dos subúrbios norte-americanos, e suas grandes casas, sendo aterrorizada por aparições fantasmagóricas e todo tipo de assombração no local. O motivo? Sua belíssima casa, assim como grande parte do condomínio, foi construída em cima de um cemitério indígena sem que os corpos e os caixões tenham sido retirados. Poltergeist gerou duas continuações ainda nos anos 80 e uma refilmagem em 2015 (que passou em branco).

Brinquedo Assassino

Se Poltergeist é a maior franquia de terror da MGM, Brinquedo Assassino chega logo em seguida. Aqui, no entanto, temos um caso curioso. O estúdio bancou somente o primeiro filme de 1988 e ainda tem direitos sobre tal obra. As continuações diretas (em 1990 e 1991) e o primeiro derivado A Noiva de Chucky (1998) tiveram produção da Universal. O Filho de Chucky (2004) foi bancado pela Rogue Pictures. E a franquia retornava para a Universal através de sua divisão de home vídeo, a Universal 1440 Entertainment, com os lançamentos de A Maldição de Chucky (2013) e O Culto de Chucky (2017) para serem assistidos em casa.

Desde 1998, a Universal não tem os direitos para usar o título Brinquedo Assassino. E assim temos dois entraves nesta franquia. O primeiro é que a MGM lançou recentemente a sua reimaginação de Brinquedo Assassino (2019) e ainda não se pronunciou sobre uma possível continuação de tal filme. Segundo, a Universal em parceria com o canal SyFy irá estrear este ano uma série de TV com os personagens intitulada Chucky, que servirá como continuação direta de O Culto de Chucky e dos filmes originais, trazendo novamente os atores Alex Vincent e Christine Elise respectivamente como Andy Barclay e sua irmã adotiva Kyle.

E o que Não Veremos Tão Cedo

O Mágico de Oz

Por mais que esta produção clássica de 1939, que é um dos filmes mais adorados da história do cinema, faça parte do acervo da MGM, os direitos do longa estão atualmente nas mãos da Warner. Acontece que o estúdio dono da DC no cinema comprou o catálogo de todos os filmes da MGM até o ano de 1986. Ou seja, as produções mais clássicas da casa poderão ser encontradas não na Amazon, mas sim na HBO Max. É claro, excluindo algumas exceções vide as franquias 007 e Rocky, por exemplo. Ou seja, não contemos com qualquer tentativa de apresentar este universo atemporal tão cedo pelas mãos da Amazon.

O impasse de O Mágico de Oz envolve também a Disney, responsável pelo lançamento nos cinemas de O Mundo Mágico de Oz (1985) e Oz: Mágico e Poderoso (2013) – ambos disponíveis na plataforma Disney+. Acontece que o estúdio do Mickey é responsável pelos direitos das obras literárias seguintes a O Mágico de Oz, escritas pelo mesmo L. Frank Baum dentro do universo que criou.

Outra gigante na briga pelos direitos é a Universal Pictures. Ao lado da gravadora Motown bancou sua versão do clássico com O Mágico Inesquecível (1978), com astros negros da música como Diana Ross e Michael Jackson; e estreou (ao lado da subsidiária NBC) em 2016 a série Emerald City. Fora isso, desenvolve atualmente Malvadas (Wicked), em fase de pré-produção, que adapta para as telonas o musical da Broadway de mesmo nome sobre as bruxas de Oz, com direção de John M. Chu (Podres de Ricos).

E o Vento Levou

Assim como o colega do item acima, este é um verdadeiro clássico histórico do cinema. Igualmente lançada em 1939, a obra permanece entre as melhores de todos os tempos no IMDB e tem o status de 8 prêmios no Oscar, incluindo melhor filme. A história fala sobre a Guerra Civil Americana, na qual os EUA foram divididos entre escravistas e abolicionistas. Muitos podem lembrar que recentemente E o Vento Levou havia sido cancelado. O problema? O filme mostra o drama e sofrimento de personagens justamente do lado escravista da batalha, ou seja, os Estados do Sul do país.

E a tal polêmica envolvia justamente o lançamento do filme na plataforma da HBO, o que prova o domínio da Warner sobre o longa, o mesmo caso acima. E o Vento Levou deve seguir na grade de programação da HBO Max – a solução encontrada foi colocar um aviso antes do filme sobre a representação de valores em uma época específica, que nada condiz com o pensamento atual. Dentro deste contexto, seria interessante ver um novo projeto deste universo mais alinhado com os ideais igualitários da atualidade. Lembrando que E o Vento Levou teve uma espécie de continuação com a minissérie em 4 episódios Scarlett (1994), bancada pelo canal CBS, na qual Scarlett O’Hara foi vivida por Joanne Whalley e Rhett Butler recebeu as formas de Timothy Dalton.

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