As Melhores Animações da Década

As Melhores Animações da Década



Em nossa breve história, já produzimos diversas matérias falando de longas-metragens animados. Mas nunca é demais enaltecer peças fílmicas que, desde o início da indústria em questão, permanecem nos emocionando dos mais variados jeitos.

Desde narrativas que investem com peso em temas psicológicos até releituras das clássicas jornadas do herói que ainda podem ganhar perspectivas inteiramente originais, animações fazem parte de nossa infância, adolescência e vida adulta.

E, considerando que a década de 2010 caminha para seu fim com grande estilo (e aqui me refiro ao lançamento do aclamado e premiado Homem-Aranha no Aranhaverso no final de 2018), aproveitamos para separar as melhores produções dos últimos dez anos.

Confira nossas escolhas abaixo e conte para nós qual é a sua favorita.

16. DETONA RALPH (2012)

Aproveite para assistir:


Ainda que sua sequência não tenha feito o mesmo sucesso, Detona Ralph ganhou um lugar especial nos nossos corações por sua narrativa ao mesmo tempo original e bastante nostálgica, além de ser liderada pelas icônicas vozes de John C. Reilly e Sarah Silverman.

A trama gira em torno do personagem-titular que cansou de sua vida como vilão dos games de arcade de um fliperama e parte em busca de algo que prove seu valor como herói. Nesse meio-tempo, ele cruza caminho com a irreverente e ácida Vanellope von Schweetz, participante do jogo Sugar Rush que também tem o sonho de correr ao lado de suas nem um pouco divertidas colegas de competição.

15. MOANA: UM MAR DE AVENTURAS (2016)

Depois do sucesso de ‘Frozen – Uma Aventura Congelante’, os estúdios Walt Disney mergulharam em mais uma épica jornada. Através da cultura polinésica meticulosamente bem elaborada para as telonas, a companhia criou Moana: Um Mar de Aventuras’ – um coming-of-age no melhor estilo da jornada do herói.

A história traz a jovem heroína homônima enfrentando obstáculos impossíveis ao lado do semideus Maui para devolver uma joia à lendária deusa Te Fiti. Como se não bastasse, a animação é um acerto sem falhas que traz as habilidades musicais de Lin-Manuel Miranda para os cinemas e a deliciosa química entre Dwayne Johnson e a novata Auli’i Cravalho.

14. ANOMALISA (2015)

Charlie Kaufman é um dos maiores nomes da esfera criativa de sua geração, principalmente por se afastar dos convencionais dramas hollywoodianos e explorar narrativas intimistas e de teor filosófico. E foi com isso que deu vida a Anomalisa, sua quarta indicação ao Oscar – e uma obra para ser lembrada por muitos anos.

Liderada pela impecável dublagem de David Thewlis, a animação em stop-motion conta a história de Michael Stone, um solitário homem que enxerga o mundo como uma massa amorfa até se encantar com a personalidade única de Lisa Hesselman (Jennifer Jason Leigh).

13. VIVA: A VIDA É UMA FESTA (2017)

Que a Pixar consegue nos comover com grande parte de suas espetaculares aventuras, não é surpresa para ninguém. E em 2017, o estúdio (subsidiário da Disney) voltaria a nos encantar com mais uma reluzente joia do cinema contemporâneo, explorando a cultura mexicana de modo elusivo, elucidativo e emocionante (o que também não nos choca).

‘Viva: A Vida é Uma Festa’ levou para casa duas estatuetas do Oscar e não foi por menos: através de um competente conto de amor e vingança que emula Festa no Céu (2014), o diretor Lee Unkrich fez um ótimo uso das habilidades artísticas de seu time e entregou ao público uma interessante perspectiva sobre família e aceitação – tudo isso externalizado pelo novato Anthony Gonzalez.

12. ILHA DOS CACHORROS (2018)

Assim como Kaufman, Wes Anderson não dá ponto sem nó em suas criações – e Ilha dos Cachorros não seria diferente. Utilizando seu conhecido estilo imagético supersimétrico, o diretor arquitetou arcos narrativos de cunho político ao mesmo tempo que investiu esforços próprios da ficção científica.

Ambientada em um Japão neo-futurista distópico, a trama segue um jovem garoto que viaja para uma longínqua ilha à qual todos os cachorros foram banidos devido a uma doença recém-descoberta intitulada gripe canina. Ao chegar lá, ele descobre que planos malignos que se escondem por trás desse exílio, enquanto tenta salvar seu cãozinho de ser exterminado.

11. ZOOTOPIA – ESSA CIDADE É O BICHO (2016)

 

A vencedora do Oscar ‘Zootopia – Essa Cidade É o Bicho’ funciona como um reflexo da sociedade em que vivemos, mas tudo é revestido com elementos de aventura, ação e comédia (do melhor jeito que a Disney consegue fazer).

O conto se passa na ficcional cidade epônima, na qual todos os animais vivem em harmonia até que uma suposta epidemia começa a se alastras pelos predadores, indicando que a barbaridade medieval que deixou de existir está voltando aos poucos. Com isso, cabe à policial Judy Hopps (Ginnifer Goodwin) e ao seu irreverente parceiro Nick Wilde (Jason Bateman) solucionarem esse mistério).

10. ERNEST & CÉLESTINE (2012)

A animação francesa Ernest & Célestine provavelmente passou batido por grande parte do público mainstream, mas entrou para nossa lista com lugar especial: a dramédia foi indicada ao Oscar e levou para casa inúmeros prêmios devido ao seu charmoso visual e à nostálgica atmosfera que entregou ao público.

O filme explora a nada ortodoxa amizade entre um urso chamado Ernest que acolhe em sua casa a ratinha órfã Célestine, que fugiu do mundo subterrâneo para se encontrar num lugar totalmente novo. Os dois se tornam muito próximos e, com isso, buscam desconstruir a ordem pré-estabelecida no mundo dos animais.

9. VIDAS AO VENTO (2013)

Assim como a Pixar, os estúdios Ghibli ganharam fama por levar às telonas icônicas e memoráveis peças fílmicas, incluindo Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro e Contos de Terramar. E, como já era de se esperar, a companhia lançou outro incrível longa-metragem nesta década: Vidas ao Vento.

No drama, o jovem Jiro Horikoshi sonha em voar em um avião com formato de pássaro e, por isso, transforma esse sonho em sua meta de vida. Durante sua jornada, ele cruza caminho com a encantadora Naoko, eventualmente se apaixonando por ela – mas as coisas mudam por completo quando ela adoece e seu destino fica incerto.

8. A CANÇÃO DO OCEANO (2014)

O belíssimo A Canção do Oceano sofre do mesmo mal que Ernest & Célestine, mas não podemos tirar sua importância para a década. Dirigido por Tomm Moore, o filme foi indicado ao Oscar no ano seguinte à sua estreia e se valeu de visuais de tirar o fôlego para construir uma trama basicamente impecável.

A animação irlandesa conta a história de Ben, um pequeno garoto apaixonado pelas fantásticas aventuras que sua mãe lhe contava. Quando ela desaparece após dar à luz a Saoirse, Ben se torna amargo e sem paciência com a irmã mais nova – até descobrir que as fábulas da mãe podem ser mais reais que imagina e que seus personagens podem estar correndo perigo.

7. O MENINO E O MUNDO (2013)

O Brasil voltou a fazer história no circuito cinematográfico com o lançamento de O Menino e o Mundo. Indicado ao Oscar, a animação foi dirigida e escrita por Alê Abreu, também conhecido por seu trabalho em Garoto Cósmico.

Aqui, Abreu dá as boas-vindas ao protagonista Cuca, um menino de um mundo distante que sofre com a falta do pai e acaba deixando sua mítica aldeia para procurá-lo. Durante a jornada, o roteiro explora temas como pobreza, escravidão e conformismo social, tudo embebido em uma tocante e clássica narrativa.

6. OPERAÇÃO BIG HERO (2014)

O panteão Disney tem um longo legado de produções animadas envolventes e bem construídas que refletem seu monopólio na indústria fílmica. Porém, são poucas histórias que nos envolvem com tanta profundidade quanto Operação Big Hero – a primeira obra a trazer personagens clássicos de outro universo (o da Marvel).

Dirigido por Don Hall e Chris Williams, o longa é protagonizado por Ryan Potter no papel de Hiro Hamada, um jovem prodígio da engenharia robótica que forma um time de super-heróis para combater o mascarado vilão Yokai. Com soberbo dinamismo por trás das câmeras e com um finale surpreendente, não é surpresa que ‘Big Hero’ tenha feito grande sucesso e levado para casa a estatueta do Oscar.

5. TOY STORY 3 (2010)

O terceiro filme da saga Toy Story chegou aos cinemas onze anos depois e prometia encantar uma nova geração de aficionados por fábulas animadas. O resultado não poderia ser diferente: a nova aventura de Woody e seus amigos reclamou seu trono e arrancou lágrimas até dos mais céticos.

Quase duas décadas depois dos brinquedos mais famosos do mundo ganharem vida, Woody, Buzz e os outros personagens do time lidam com o fato de que seu dono, Andy, está entrando para a faculdade e não é mais uma criança. Entretanto, isso não impede que eles se metam em confusões complicadas – como serem doados para uma creche e lidarem com o tirânico urso Lotso, que transforma um suposto paraíso em um inferno completo.

4. COMO TREINAR O SEU DRAGÃO (FRANQUIA, 2010-2019)

A franquia ‘Como Treinas o Seu Dragão’ é sinônimo de excelência: ao focar na cultura viking e unir em um mesmo lugar o conturbado e mortal relacionamento entre humanos e dragões, o diretor Dean DeBlois tangenciou a perfeição cênica e aproveitou o fértil território para discutir temas de importância atemporal (desde relacionamentos até respeito).

Os filmes contam a história de um jovem chamado Soluço, que não se vê espelhado nos guerreiros vikings mais velhos e não entende o porquê da incessante luta entre sua raça e as míticas criaturas aladas. Tudo muda quando, tentando provar seu valor na comunidade, ele acerta um dragão chamado Banguela e, inesperadamente, desenvolve laços de amizade – provando que nem tudo é o que parece ser.

3. KUBO E AS CORDAS MÁGICAS (2016)

Se você é apaixonado por animações em stop-motion, então está no lugar certo. A jovem produtora Laika, cuja filmografia inclui A Noiva Cadáver, Coraline e o Mundo Secreto e ParaNorman, não nos deixaria na mão nesta década e aproveitou sua crescente aclamação pelo público e pela crítica especializada para entregar o conto de fadas Kubo e as Cordas Mágicas.

Travis Knight nos convida a conhecer Kubo, um menino que tem a habilidade de dar vida a objetos animados com o mágico instrumento intitulado shamisen. Após sua mãe lhe salvar das perigosas e assassinas tias, ele se lança numa jornada acompanhado de uma macaca falante e um besouro-guerreiro para enfrentar seu vilanesco avô, e descobrir que seu passado é muito mais complicado do que parece.

2. DIVERTIDA MENTE (2015)

A Pixar voltou à sua Era de Ouro com a estreia de Divertida Mente, uma construção neuropsicológica e envolvente que não é destinada apenas a um público específico, mas conversa em âmbitos diferentes com cada um de seus espectadores.

Trazendo para as telonas temas como amadurecimento e até mesmo depressão (de maneira mais sutil, é claro), a personagem principal, na verdade, se restringe a uma personificação do sentimento da Alegria (Amy Poehler), que tenta deixar a vida da jovem Riley a mais suportável possível. Entretanto, ela é forçada a embarcar numa jornada para salvá-la após suas memórias-base (as mais importantes de seu subconsciente) se perderem em sua complexa mente.

1. HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO (2018)

O Homem-Aranha é um dos personagens mais icônicos do panteão Marvel e já foi relido diversas para os cinemas – mas nunca em um formato tão aplaudível quanto Homem-Aranha no Aranhaverso.

A animação levou para casa o Oscar de Melhor Animação deste ano – o que já era de se esperar. Afinal, tanto a composição imagética de um nostálgico 3D quanto a inteligente e emocionante narrativa são pensadas com a maior cautela possível, unindo drama, aventura e um sagaz humor que transforma esse longa-metragem super-heroico em algo único e que ainda ficará na memória durante muitos anos.

A trama principal é focada em Miles Morales, que se une às versões do herói aracnídeo de diversas dimensões para salvar a cidade de Nova York do famoso Rei do Crime. Além da competente direção do trio Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, a peça fílmica foi liderada por um elenco de peso que incluiu Shameik Moore, Jake Johnson, Hailee Steinfeld e Mahershala Ali.



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