Assalto ao Banco Central

 

O cinema brasileiro está crescendo rapidamente, e com isso o número de filmes estreando aumentou drasticamente nos últimos anos, o que nos traz ótimas produções (‘Tropa de Elite 2’), bombas terríveis (‘Cilada.com’) e filmes despretensiosos, que divertem (‘De Pernas pro Ar’, ‘Bruna Surfistinha’).
Assalto ao Banco Central’ se encaixa na última citação, é entretenimento puro, divertido e descartável.

Inspirado em uma história real, que deixou a população brasileira boque aberta há seis anos, o longa tem erros e acertos visíveis, mas deixará grande parte do público satisfeito, com uma trama leve, cheia de boas risadas. ‘Assalto ao Banco Central’ é, na verdade, uma comédia.

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Em Agosto de 2005, 164.7 milhões de reais foram roubados do Banco Central em Fortaleza, Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando 3 toneladas de dinheiro. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Um dos crimes mais sofisticados e bem planejados de que já se teve notícia no Brasil. Quem eram essas pessoas? E o que aconteceu com elas depois?

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O roteirista Renê Belmonte optou por usar a história real como base para uma trama fictícia, tendo a liberdade de trabalhar os personagens de maneira diferente da realidade, deixando os bandidos com cara de mocinhos.

E o problema é justamente esse: se Belmonte teve a liberdade de adicionar ficção à trama, ele poderia ter criado uma história muito mais realista e interessante, além de dar um fim digno a uma trama tão mirabolante, fato que não ocorreu – o final é o mais clichê possível.

A edição opta por adicionar os depoimentos dos bandidos enquanto a trama desenrola, para assim tentar criar um suspense sobre como eles conseguiram executar um golpe tão elaborado.

O grande acerto da produção está em seu elenco, muito esforçado e bem preparado.
Milhem Cortaz é quem rouba a cena, como o vilão Barão. O veterano Lima Duarte também demonstra todo seu talento, na pele do delegado Chico Amorim. O destaque ainda vai para Hermila Guedes, que entrega uma grande atuação como a sensual Carla, e Giulia Gam, interessante como a delegada Telma. Eriberto Leão, o protagonista Mineiro, entrega uma atuação mediana e contida.

Assalto ao Banco Central’ é visivelmente baseado nas produções de assalto norte-americanas, e assim como as mesmas, diverte sem grandes pretensões. Filme pipoca.

Crítica por: Renato Marafon

 

 

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br
Apaixonado por cinema, filmes, TERROR, e criador do site CinePOP aos 13 anos em 1999.