Associação de diretores condena produção de ‘The Sweet Idleness’, primeiro longa dirigido por IA

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A Directors UK, Associação dos diretores que representa diretores no Reino Unido e que reúne nomes como Paul Greengrass e James Hawes, se manifestou recentemente sobreThe Sweet Idleness, o primeiro longa-metragem dirigido inteiramente por uma inteligência artificial.

Segundo o Deadline, o CEO da Directors UK, Andy Harrower, afirmou: “Diretores veem coisas que outras pessoas, e programas de IA, não veem. A visão deles é algo que a inteligência artificial jamais conseguirá substituir”.

Apesar da crítica, Harrower reconheceu o potencial da tecnologia: “Os diretores sempre abraçaram novas ferramentas, e muitos já estão explorando como a IA pode auxiliar em certos aspectos do processo criativo, permitindo que eles se concentrem mais na narrativa. No entanto, enquanto as questões de direitos autorais e licenciamento não forem resolvidas, o uso da IA em produções de cinema e TV deve continuar limitado”.

A declaração surge após o produtor italiano Andrea Iervolino apresentar o FellinAI, sistema de inteligência artificial desenvolvido para dirigir filmes.

Seu primeiro projeto, The Sweet Idleness, retrata um mundo em que 99% dos empregos foram eliminados pelas máquinas, deixando os humanos livres para viverem em pleno ócio criativo.

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Em resposta à Directors UK, Iervolino defendeu o projeto: “O FellinAI é uma tecnologia colocada a serviço da criatividade humana. Não deve ser visto como inimigo dos profissionais do audiovisual, mas como uma ferramenta poderosa”.

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FellinAI foi criada pela Andrea Iervolino Company AI, o braço de IA da empresa do produtor. Iervolino assume o papel de “humano no circuito”, atuando como supervisor e produtor para guiar e monitorar a tecnologia.

A trama deThe Sweet Idleness imagina um futuro distópico e utópico ao mesmo tempo: apenas 1% da humanidade ainda trabalha, e o trabalho se torna um “ritual simbólico”. O restante da população vive em liberdade e lazer proporcionados pelas máquinas. A sinopse sugere que os “últimos trabalhadores” se tornam as “máscaras finais de uma humanidade que resiste à insolência do trabalho.”

O elenco do filme é igualmente inovador. Ele foi gerado pela Actor+, uma agência de Iervolino que colabora com atores reais para criar versões digitais que podem ser utilizadas por FellinAI.

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Andrea Iervolino promove seu projeto como um “novo capítulo na história do cinema”, mas faz questão de frisar que não pretende substituir o cinema tradicional.

Segundo o produtor, o objetivo é “unir a sensibilidade humana ao poder criativo da inteligência artificial para contar histórias que ninguém jamais imaginou”.

José Guilherme
José Guilherme
José Guilherme é jornalista formado e apaixonado por boas histórias desde a infância. Atua na cobertura de cultura desde 2023, com foco em cinema, séries e animes. Entusiasta do audiovisual, também valoriza boas conversas tanto quanto grandes narrativas.

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