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‘Auder’: Carolina Liz, atriz brasileira, fala sobre os desafios de atuar com sotaque em Hollywood


Carolina Liz, atriz brasileira que atualmente vive em Los Angeles, Califórnia, falou recentemente sobre suas inspirações para o desenvolvimento de Auder’, curta-metragem de suspense que fez sua estreia no LABRFF (Los Angeles Brazilian Film Festival).

Em entrevista à revista Isto É, Carolina, que também assina o roteiro, explicou que a criação do curta foi profundamente inspirada em sua própria realidade como atriz brasileira nos Estados Unidos. O tema central é a pressão pela conformidade linguística em Hollywood.

“Para você ser atriz em Hollywood, o que você mais escuta é que você precisa perder o seu sotaque”, afirma Carolina.



Apesar de entender a importância de dominar o inglês para atuar fora do Brasil, ela questiona o preço de ter que apagar sua essência para conseguir um papel. Essa insegurança, explica, acompanha-a nas audições:

“Inconscientemente, quando eu estou fazendo uma audição, lá no fundo, eu fico pensando: ‘Será que você está pronunciando direito’? Porque isso pode influenciar na decisão”, explica.

A atriz também revela que a dificuldade com seu sotaque começou ainda durante o ensino médio nos EUA: “Sentia que precisava me encaixar para que as pessoas me entendessem e não fizessem piadas sobre meu jeito de falar. Eu me esforçava muito em casa para falar como eles. Isso já está dentro de mim, internalizado, antes mesmo de ser atriz ou escrever esse filme. Tem um lado profissional e um lado pessoal que pesa, das minhas experiências aqui”.

Essa experiência pessoal, somada ao lado profissional, foi internalizada e serviu de base para a criação do filme e de sua personagem.

“Depois de ter feito esse filme, parei de achar que o mundo iria acabar se eu falasse algo um pouco diferente. Se for importante para o papel, posso trabalhar no sotaque e na forma de falar as frases do jeito que um nativo dos EUA falaria”, afirma.

No curta, Beatriz (Carolina Liz), que fala português do Brasil, e Valentina (Marycarmen Portillo), que fala espanhol do México, se conhecem após serem raptadas e obrigadas a viver em uma instituição onde pessoas que falam suas línguas nativas precisam falar inglês perfeitamente. As duas passam a tentar, de todas as formas, encontrar um meio de escapar sem levantar suspeitas dos sequestradores.

O filme foi dirigido por Felipe Marinheiro, com roteiro assinado por Carolina Liz e Marycarmen Portillo.

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