sábado, fevereiro 24, 2024

‘Babilônia’, ‘Amsterdam’, ‘Um Filho’ e os Filmes que foram verdadeiras “Isca de Oscar” – Mas não Deram Certo!

Você já ouviu o termo “isca de Oscar”? Mesmo que você nunca tenha ouvido, já pode imaginar mais ou menos do que se trata. É isso mesmo, são produções cinematográficas que tentam pescar indicações ao maior prêmio da sétima arte. Tais obras possuem toda a cara de um “filme de Oscar”.

Primeiro, em sua maioria são filmes de drama ou musicais grandiosos. São filmes com muita pompa e prestígio, trazidos geralmente pelo nome de seu diretor e/ou dos astros que nele protagonizam. Esses artistas geralmente são queridinhos da Academia, constantemente figurando entre os indicados ou até mesmo já tendo vencido no passado. Tais filmes chamam atenção dos cinéfilos, críticos e jornalistas antes mesmo de serem lançados, já demonstrando seu “potencial de Oscar” enquanto ainda são produzidos.

É claro que grande parte dos chamados “isca de Oscar” dão certo e se concretizam, emplacando na maior noite do cinema. Mas aqui iremos falar do outro lado da moeda, as “iscas de Oscar” que terminam morrendo na praia, seja porque não fizeram o devido sucesso de bilheteria, não caíram nas graças do grande público ou foram massacrados por críticas, digamos, pouco encorajadoras. Podem ser vários os fatores de certos filmes não chegarem até o Oscar e aqui iremos falar sobre 10 destes casos claros e recentes. Confira abaixo.

Babilônia

‘Babilônia’ até foi indicado ao Oscar, mas suas três nomeações são para prêmios técnicos, nem de perto o que era esperado para o filme quando começamos a ouvir falar dele há mais de um ano. Naquela época, o mais recente trabalho do menino prodígio Damien Chazelle (‘La La Land’) já começava a ser considerado “o filme do Oscar 2023” – sem exageros! Protagonizado pelo vencedor do Oscar Brad Pitt e pela duas vezes indicada Margot Robbie, ‘Babilônia’ é um filme que fala sobre a era de ouro de Hollywood, tema que a Academia adora. No entanto, o filme “não aconteceu” como deveria – se tornando fracasso de bilheteria e rendendo críticas mornas.

Amsterdam

Margot Robbie é uma das estrelas do momento e possui o prestígio de ter no currículo duas indicações ao Oscar. Este ano tinha tudo para ser um dos mais favoráveis para sua carreira, já que a atriz protagonizou duas obras badaladas que visavam o Oscar. Porém, quis o destino que as duas fracassassem. Com um desempenho ainda pior que ‘Babilônia’, ‘Amsterdam’ é o novo filme do diretor David O. Russell, igualmente um queridinho da Academia, dono de obras como ‘O Vencedor’ (2010), ‘O Lado Bom da Vida’ (2012) e ‘Trapaça’ (2013). O renome de seu novo trabalho ainda contava com atores do nível de Christian Bale, Robert De Niro e Rami Malek no elenco – mas nada disso foi capaz de levantar a produção até o maior prêmio do cinema.

Um Filho

Um dos grandes azarados desta edição do Oscar foi o ator Hugh Jackman. Isso porque se voltássemos alguns meses no tempo, tudo o que se falava era na indicação garantida do ator por seu trabalho em ‘Um Filho’ – a sequência “espiritual” do sucesso ‘Meu Pai’, com Anthony Hopkins. Ambos os filmes foram escritos e dirigidos pelo dramaturgo francês Florian Zeller, baseados em suas próprias peças de teatro. Mas enquanto ‘Meu Pai’ foi um dos longas mais badalados de sua edição do Oscar, com 6 nomeações, incluindo melhor filme, e a vitória para Hopkins; ‘Um Filho’ amargou críticas duras da imprensa e fez Jackman ver sua tão alardeada indicação naufragar.

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Imperdoável

Outro fator conhecido sobre as “iscas de Oscar” é que sempre são lançados no fim do ano, justamente visando ler lembrados, permanecendo vivos na mente dos votantes para as indicações. Esse era o plano da Netflix para ‘Imperdoável’, dramalhão que traz Sandra Bullock dando tudo de si no papel de uma mulher humilde, sem qualquer glamour, e que vai parar atrás das grades, onde passa alguns anos. Quando sai do cárcere, tem problemas para se reajustar na sociedade. Ou seja, um prato cheio para qualquer ator. De quebra o filme ainda a coloca para contracenar com a grande Viola Davis, aumentando ainda mais as apostas. Era para ser “o” filme da Netflix no Oscar naquele ano, mas o que de fato foi indicado foi a tragicomédia ‘Não Olhe para Cima’.

Um Diário para Jordan

Por falar na talentosíssima Viola Davis, a representativa estrela finalmente ganharia o seu Oscar, depois de duas indicações anteriores, pelo drama ‘Um Limite Entre Nós’. O filme teve direção e foi protagonizado pelo astro Denzel Washington – um dos nomes de maior prestígio na indústria na atualidade. ‘Um Limite Entre Nós’ foi o terceiro esforço como cineasta de Washington, e o mais badalado de sua carreira, com 4 nomeações ao Oscar, incluindo melhor filme. Desta forma, era justo que todos esperassem com ansiedade o próximo passo de Denzel como diretor. E ele veio com outro drama, ‘Um Diário para Jordan’, que uniu Washington com o jovem Michael B. Jordan, formando assim uma dupla de grande talento vindo de gerações diferentes. No entanto, o filme passou fora de todos os radares, inclusive do Oscar, sem que grande parte do público sequer o conheça.

Rocketman

‘Rocketman’, biografia musicada do lendário Elton John, só tem um filme a culpar por sua falta de apreço, tanto de público, quanto dos votantes da Academia. E o filme culpado é ‘Bohemian Rhapsody’, é claro. Muitos críticos e grande parte do público inclusive atesta que ‘Rocketman’ é um filme ainda melhor que ‘Bohemian Rhapsody’ – com este segundo encontrando resistência dos mais puristas devido a suas inconsistências factíveis históricas. ‘Bohemian Rhapsody’ foi uma obra polêmica em seus bastidores, o diretor Bryan Singer precisou se afastar e Dexter Fletcher assumiu a finalização. Mesmo assim, caiu nas graças dos espectadores casuais, se tornou uma mega sucesso de bilheteria e chegou forte no Oscar. Curiosamente, Fletcher lançou ‘Rocketman” no ano seguinte, mas todos ainda estavam no hype do Queen para se importar com a biografia de Elton John, e o filme não atingiu o esperado junto à Academia.

O Primeiro Homem

‘Babilônia’ não foi a primeira “isca de Oscar” do diretor Damien Chazelle que não deu certo. Basta voltarmos 5 anos no passado para nos depararmos com o terceiro filme do cineasta, e sua obra mais ambiciosa até então (vaga tomada atualmente por ‘Babilônia’). Depois de seus primeiros dois filmes (‘Whiplash’ e ‘La La Land’), ambos sucessos indicados ao Oscar, Chazelle cismou em fazer a biografia do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua. Assim, reprisando a parceria com Ryan Gosling, Chazelle prometia revolucionar a parte técnica, com um treinamento e a viagem até a lua mais realistas do cinema até hoje. O que todos esperavam era uma chuva de nomeações – que não veio, deixando o longa com apenas 4 indicações técnicas.

Querido Menino

O jovem Timothée Chalamet tomou Hollywood de assalto, da noite para o dia se tornando um dos novos nomes mais quentes da maior indústria do cinema. Seu divisor de águas veio com o drama gay ‘Me Chame Pelo Seu Nome’, do diretor italiano Luca Guadagnino. O longa recebeu 4 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e a de melhor ator para Chalamet. Daí em diante foi um passo para o rapaz se tornar um astro. O que muitos especialistas esperavam, no entanto, é que o drama que o ator lançou logo no ano seguinte se tornasse tão badalado quanto o que o revelou. ‘Querido Menino’ traz um relacionamento conturbado entre um jovem dependente químico (Chalamet) e seu amoroso e dedicado pai (papel de Steve Carell). Baseada numa história real, o filme tem direção do belga Felix van Groeningen (responsável por ‘Alabama Monroe’ – indicado ao Oscar de filme estrangeiro). Apesar de seu renome, ‘Querido Menino’ passou fora do radar da Academia.

A Guerra dos Sexos

Quando um ator é indicado ou vence o Oscar, todos ficam de olho em seu trabalho seguinte. É difícil ser indicado dois anos consecutivos, mas acontece. Olivia Colman, por exemplo, foi indicada em 2019, 2021 e 2022 – e por pouco não recebeu ainda mais uma nomeação este ano por ‘Império da Luz’. Emma Stone, com quem Colman trabalhou em ‘A Favorita’, havia acabado de ganhar seu Oscar por ‘La La Land’ quando lançou este ‘A Guerra dos Sexos’, comédia baseada num evento real muito conhecido, onde interpreta a tenista porta-voz das mulheres Billie Jean King. Fora isso, o filme ainda contou com a direção dos mesmos realizadores do indicado ao Oscar ‘Pequena Miss Sunshine’, e Steve Carell (nomeado por ‘Foxcatcher’) coprotagonizando. Mas terminou a ver navios.

O Rei do Show

Finalizando a lista das “iscas do Oscar” que não deram certo, temos outra produção estrelada por Hugh Jackman. O ator já tem sua indicação pelo musical dramático ‘Os Miseráveis’, mas acreditamos que ele mereça sua estatueta do Oscar. Talento e carisma Jackman possui de sobra, e não podemos dizer que ele não vem tentando descolar novas nomeações. ‘Os Suspeitos’ e ‘O Favorito’, por exemplo, contam com duas de suas melhores atuações – isso sem falar em ‘Logan’. Mas antes de ‘Um Filho’, Jackman sentiu o golpe de uma grande entrega sua não ter rendido o planejado. Estamos falando de ‘O Rei do Show’, musical grandioso e tradicional, no qual o ator apostou todas as suas fichas. Era esperado que chegasse até o Oscar, mas não foi o caso. Um dos maiores problemas que muitos tiveram com o filme foi o seu retrato aprazível da figura controversa de P.T. Barnum, o homem que criou (e explorou) o circo e suas atrações.

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