Beyoncé nas telas e na trilha sonora! O remake de ‘A Pantera Cor-de-Rosa’ completa 20 anos!


Qual a primeira coisa que você pensa quando ouve falar em ‘A Pantera Cor-de-Rosa’? Muitos podem lembrar do desenho animado com o felino de cor chamativa – e pensar que não tem qualquer ligação com a série de filmes do inspetor de polícia mais atrapalhado da sétima arte. Mas as duas coisas estão entrelaçadas. Esse ano, o remake da franquia estrelado por Steve Martin está completando 20 anos de sua estreia. Como forma de celebrar esta que é uma das franquias mais duradoras da sétima arte, preparamos uma matéria. Confira.

Tudo começou ainda na década de 60, em 1963 mais precisamente, em uma comédia escrita e dirigida pelo icônico Blake Edwards. A ideia era por uma comédia de farsa, envolvendo o roubo de um item valioso, e ladrões sofisticados. Este tipo de gênero estava em alta na década de 60, graças aos filmes de espionagem de 007, e o sucesso de ‘Onze Homens e um Segredo’, o original de 1960.

Dentro deste contexto, o protagonista era Sir Charles Lytton, papel do classudo vencedor do Oscar David Niven. Ele é o personagem principal de ‘A Pantera Cor-de-Rosa’ (1963), filme que possui esse nome devido a um diamante de mesma cor, valiosíssimo, cujo nome é o título do filme. É deste item que o sofisticado criminoso está atrás. A joia de valor inestimável pertence a uma princesa, interpretada pela italiana Claudia Cardinale. Sua personagem Dala, é princesa da nação fictícia de Lugash, um pequeno reino no sul da Ásia.

Assim como em ‘Onze Homens e um Segredo’ (1960), a identificação do público é com o carismático criminoso. O contraponto do protagonista é o personagem que viria a se tornar o símbolo da franquia: o atrapalhado inspetor de política francês Jacques Clouseau, interpretado pelo britânico Peter Sellers, considerado por muitos o maior comediante da história do cinema. Seu personagem aqui é o antagonista, o policial designado a prender o famoso ladrão de joias. Mas que é imediatamente ridicularizado. Porém, foi justamente ele o personagem com quem o público da época mais criou identificação. E assim, logo no ano seguinte, 1964, protagonizaria a continuação ‘Um Tiro no Escuro’ – agora propriamente tornado o personagem principal, no único filme oficial da franquia que não leva o título do famoso felino rosa.

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No período de 30 anos, desde que estreou em 1963 até 1993, foram produzidos 9 filmes da franquia ‘A Pantera Cor-de-Rosa’. Destes, cinco foram estrelados por Sellers, e mais um que contou com imagens de arquivo do ator, então já havia falecido, e cenas não utilizadas de filmes anteriores. Assim, no aniversário de 43 anos da franquia, os produtores resolveram comemorar lançando mais um filme – que funcionaria como remake / reboot. Este filme intitulado simplesmente ‘A Pantera Cor-de-Rosa’, está completando 20 anos de sua estreia em 2026.

O primeiro passo era saber como tratar a história. Antes, após a saída de Peter Sellers, falecido em 1980, os produtores tentaram três alternativas diferentes para respeitar o ator e seu legado dentro da série. A primeira, como dito, foi usar imagens de arquivo do comediante, em cenas que ficaram de fora dos filmes anteriores. Em ‘A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa’ (1982), Peter Sellers já havia falecido, mas o inspetor Clouseau aparece de novo nas formas do ator para compor a narrativa.

Já em ‘A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa’ (1983), diversos membros do elenco de filmes anteriores retornaram, assim como uma participação do então 007 Roger Moore como uma versão do inspetor Clouseau. Mas o filme precisava de um protagonista, então foi criado um novo personagem trapalhão: o sargento Clifton Sleigh. Interpretado pelo ator Ted Wass, ele ocuparia a vaga deixada por Clouseau e Sellers, já que naquela época substituir o ator no personagem não era uma opção para o público.

Por fim, dez anos depois de ‘A Maldição da Pantera Cor-de-Rosa’, uma nova investida na franquia mostrou que o público não havia aceitado um detetive qualquer para protagonizar o filme. Assim, os produtores acharam por bem trazer o descendente direto de Clouseau, seu filho bastardo – que embora não houvesse sido mencionado até então, fazia um elo direto com o filme original. Acontece que o tal filho é Jacques Gambrelli, filho de Clouseau com a tal princesa dona do diamante no primeiro filme, que aqui viríamos a descobrir se chamar Maria Gambrelli, novamente interpretada por Claudia Cardinale. Ah sim, e para o papel do protagonista, o astro da comédia italiana Roberto Benigni. O filme? ‘O Filho da Pantera Cor-de-Rosa’, é claro.

Ou seja, todo este panorama apenas para frisar que o único intérprete de Clouseau até então havia sido Peter Sellers. Bem, isso não é completamente verdade, se formos levar em conta Alan Arkin no obscuro ‘Inspetor Clouseau’ (1968), que está para esta franquia o que ‘Nunca Mais Outra Vez’ (1983) é para a franquia 007. O primeiro substituto real de Sellers seria Steve Martin, há vinte anos. Era a primeira vez também que um filme da franquia não seria dirigido por Blake Edwards. Quem assumiu a cadeira de diretor foi Shawn Levy, o mesmo responsável pelo blockbuster de sucesso ‘Deadpool e Wolverine’ (2024).

A ideia do reboot para os “tempos modernos” vinha sendo trabalhada desde 2000, com diretores como Ivan Reitman (‘Os Caça-Fantasmas’) atrelados para o comando. Tudo começou a ganhar forma quando a Sony herdou a franquia com o catálogo de sua aquisição da MGM. Agora só faltava escolher quem iria dar forma ao icônico inspetor desastrado. Jim Carrey, que reinava em Hollywood na época, foi cogitado.

O saudoso Robin Williams foi um dos primeiros a se interessar pelo papel. Kevin Spacey, Mike Myers e Kevin Kline também foram considerados. E até mesmo Chris Tucker (sucesso na franquia ‘A Hora do Rush’) demonstrou interesse. Kevin Kline eventualmente ficaria com o papel do desafeto de Clouseau, o chefe de polícia Dreyfus – que por sua vez, cortejou ser vivido por Paul Giamatti.

Finalmente, Steve Martin ficaria com o tão cobiçado personagem – um dos maiores quando falamos em comédias Hollywoodianas. É dito que Martin era um grande fã, cujo desejo era ser extremamente respeitoso – ao mesmo tempo em que criava um Clouseau inteiramente seu, sem tentar imitar o icônico Sellers. A prova disso foi que Martin manteve os cabelos grisalhos que se tornaram sua marca registrada desde sempre. Essa característica foi inclusive incorporada na animação que sempre abre estes filmes – com a versão em desenho do Clouseau de Martin também de cabelos brancos.

Pink Panther Steve Martin GIFs | Tenor

Para o papel, é reportado que Steve Martin recebeu o astronômico pagamento de US$20 milhões, teto na época para os maiores astros do cinema. Se formos levar em conta que o orçamento do longa foi de US$80 milhões, perceberemos que o protagonista abocanhou uma boa parte deste valor.

Voltando para a animação da abertura, como sinal dos novos tempos, por muito pouco o desenho não foi criado todo em CGI, como as animações da época já eram criadas, vide os sucessos da Disney – como ‘Procurando Nemo’ e ‘Os Incríveis’. Por fim, os produtores optaram pelo modo mais tradicionalista, da animação feita à mão – como nos clássicos.

Uma das mudanças mais radicais na mitologia da franquia, foi a transformação do parceiro de Clouseau. Nos filmes originais, temos a figura do chinês Cato, uma espécie de servente, que treina o inspetor nas técnicas de artes marciais, e sempre aparece atacando-o das formas mais inesperadas e inusitadas. De fato, a nova versão quase trouxe Jackie Chan para o papel. Porém, no fim das contas, um personagem destes já era considerado caricato, ofensivo e politicamente incorreto – um estereotipo asiático. Desta forma, a mudança ocorreu para o que parceiro de Clouseau aqui fosse também um agente francês, chamado Ponton – que ganhou forma na pele de Jean Reno.

Terminando o elenco principal, o durão Jason Statham faz uma participação especial como a vítima que abre o filme, e desencadeia a trama, graças ao roubo de seu anel – com o diamante do título. E a estrela da música pop Beyoncé aparecia em seu terceiro longa – em um papel de destaque na trama, como a protagonista feminina da história. Ela vive propriamente uma estrela da música pop chamada Xania. Aqui, a cantora não tem muito o que fazer como atriz, possuindo menos falas do em sua estreia no cinema, em ‘Austin Powers: O Homem do Membro de Ouro’ (2002) – outra comédia escrachada muito popular.

Beyoncé as Xania in “The Pink Panther” (2006) : r/BeyoncePics

Porém, o envolvimento de Beyoncé com o filme foi maior do que apenas atuar nele. A cantora gravou a música “A Woman Like Me” para a trilha sonora e performou a canção em uma cena do longa. A música mais famosa da trilha, no entanto, seria a segunda que a estrela faria para o filme. “Check on It” fez um enorme sucesso na época – com um clipe criado especialmente para servir de companhia ao filme, que você certamente já viu.

O reboot de ‘A Pantera Cor-de-Rosa’ estreou nos cinemas norte-americanos no dia 10 de fevereiro de 2006. O filme chegaria em primeiro lugar das bilheterias, com US$20.2 milhões, recuperando no seu fim de semana de estreia o salário pago para Steve Martin. Mas por pouco. Isso porque a segunda posição neste dia por muito pouco não destronou a comédia. O terror ‘Premonição 3’ estreava no mesmo dia, e arrecadava US$20.1 milhões.

No Brasil, o remake chegaria no fim de semana seguinte, no dia 17 de fevereiro de 2006. No fim de sua passagem pelos cinemas, ‘A Pantera Cor-de-Rosa’ arrecadou US$82.2 milhões nos EUA, e US$164.1 milhões ao redor do mundo, se tornando assim o filme mais rentável de toda a franquia. Foi o suficiente para que uma sequência saísse do papel três anos depois. Essa continuação, infelizmente, apesar de manter o nível do original, não fez o mesmo sucesso e terminou interrompendo a iteração de Steve Martin como Clouseau. Agora, é dito que a franquia voltará como uma animação, na qual Clouseau será dublado por Eddie Murphy. É esperar e ver.

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