A atriz Bia Lomelino, conhecida por seus trabalhos nos palcos em produções como “Despertar da Primavera”, “Heathers” e “Flashback”, faleceu aos 25 anos de idade.
A notícia foi confirmada nas redes sociais por seu pai, Ronaldo Melino.
“Hoje me despedi da minha estrelinha. 25 anos de muita, muita felicidade. Quis o destino que ela não pudesse ficar mais entre nós. Agradeço a todos os amigos e parentes que me abraçaram hoje. Essa energia boa conforta e acalma a alma”, escreveu.
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A causa da morte de Bia não foi divulgada.
Formada em Artes Cênicas pelo Centro de Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio de Janeiro, a atriz construiu uma carreira sólida no teatro musical e também atuou no cinema. Ela estrelou ‘Poema!’, filme dirigido por Jay Vaquer, ainda sem data de estreia.
Nas redes sociais, Vaquer prestou homenagem à artista:
“Bia! Obrigado por tanta gentileza, doçura, delicadeza, educação, profissionalismo, competência. Sempre esbanjando talento. Sua existência foi um verdadeiro presente na vida de todos que tiveram a sorte de cruzar o seu caminho.
Conseguia te ver sendo aplaudida pelas salas de cinema. Tinha certeza disso. Um reconhecimento justíssimo pela personagem que você protagonizou com brilhantismo o tempo todo. Você realmente arrebata: potência, sensibilidade, inteligência, carisma. Quanta verdade.
Pude te falar isso muitas vezes. Pude te agradecer várias vezes por sua capacidade de tornar tudo tão lindo. Você sempre recebia os elogios com uma humildade genuína e retribuía com palavras queridas e generosas.
Quando assistimos nosso Poema! juntos pela primeira vez, nunca vou esquecer o quanto trocamos olhares de extrema felicidade. Foi emocionante. Aquele momento foi lindo demais. Nossa conquista.
Você já faz muita falta. Está doendo muito, muito. Ainda nem estou entendendo. Nem sei se dá para entender. É injusto. É cruel demais.
Me agarro à sorte, ao privilégio que tive por poder ver sua arte — linda de tão perto — em cada estágio. Foi assim pra mim enquanto ensaiávamos, filmávamos e durante a pós-produção. Sempre um deleite observar seu trabalho.
Que honra imensa ter sido seu diretor. Escrever um texto e melodias que você soube interpretar de maneira sublime.
Não sei quando, nem como, vou conseguir assistir ao nosso filme. A sua Luiza, magnífica. Por outro lado, você está MUITO nele. Para sempre. Sua personagem conduz a história. Tudo parte dela.
Muita gente ainda vai conhecer a artista gigante que você É. Você arrasa lá. E pra sempre.
Pedi pra você assinar um pôster do filme que mandei fazer. Disse que seria enquadrado e teria valor inestimável. Você riu, daquele seu jeito meigo, e assinou sorridente.
Tínhamos muitos planos. Já estávamos lendo e ensaiando os próximos projetos. Eu vislumbrava muitos filmes e peças com você. Era o nosso combinado. Você dizia:
“Jaaay, vamboraaa!”
Trazia segurança e a certeza de um convívio sempre agradável no processo. E como isso faz diferença também.
Vou seguir carregando você no coração e na arte que eu puder realizar daqui pra sempre. Sou muito grato por TANTO.
Até um dia”, lamentou o diretor.
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