O chefe da Marvel Television, Brad Winderbaum, detalhou recentemente o futuro das séries da Marvel, enfatizando que as próximas produções do Disney+ não contarão com a participação dos principais heróis do estúdio.
Segundo o ComicBook, a nova abordagem da Marvel para suas séries será mais tradicional, com temporadas anuais de produções focadas em personagens específicos desse “canto” do universo. O plano é lançar uma ou duas séries live-action e duas séries animadas por ano.
“Produzir séries com atores de grande reconhecimento tornava muito difícil a realização de segundas temporadas, devido às menores margens de lucro na televisão”, explicou Brad Winderbaum.
“Olhando para o futuro, isso significa que não teremos grandes nomes dos Vingadores? Não. Eles podem não ser os protagonistas das séries, mas ainda poderão fazer participações especiais”, esclareceu.
Vale lembrar que a Marvel já estabeleceu o selo Marvel Spotlight, inaugurado com ‘Eco’, para dar espaço a histórias mais independentes, “pé no chão” e centradas nos personagens.
Além disso, existe o selo Special Presentation para especiais únicos, como ‘Lobisomem da Noite’ e o futuro filme derivado de ‘Justiceiro’.
‘Coração de Ferro’ (com estreia em 24 de junho) e ‘Wonder Man’ (prevista para dezembro de 2025) foram produzidas antes dessa mudança de direção e serão as últimas séries no modelo antigo.
A partir de ‘Demolidor: Renascido’, a estratégia é seguir com uma temporada por ano. A segunda temporada, que já está em produção, deve estrear em março de 2026, exatamente um ano após a primeira temporada.
“Você deve conseguir assistir a essas séries de forma independente, sem precisar conhecer toda a história do MCU”, afirmou Winderbaum. “Mas se não houver conexão alguma, isso rompe com o que faz o MCU ser o MCU”.
Por fim, ele ressaltou: “A Marvel é mais do que apenas uma coisa, na verdade, são vários gêneros diferentes que coexistem dentro de uma única narrativa”.
Winderbaum concluiu: “Os personagens ainda vivem e respiram no mesmo universo, mas a interconectividade não é tão rígida a ponto de você precisar assistir ao Projeto A para entender o Projeto B. A esperança é que, assim como nos quadrinhos, você possa simplesmente entrar em qualquer ponto e ter uma experiência satisfatória. Estamos tentando acabar com essa ideia de que é preciso fazer algum tipo de ‘preparo’ para assistir a qualquer outra coisa”.
