Crítica | Branca de Neve e o Caçador

O famoso conto da Branca Neve está em alta. Este ano, estão sendo lançadas diversas produções (televisas e cinematográficas) com o conto da princesa, entre eles os seriados de TV Grimm (sobre os irmãos Grimm) e Once Upon a Time; e os filmes Espelho, Espelho Meu e Branca de Neve e o Caçador.

Mas estas não foram as únicas produções a abordarem o conto. Em 97, foi produzido um filme para TV “Floresta Negra – Branca de Neve Uma História de Terror“; estrelado por Sigourney Weaver e Sam Neill, Entre muitas outras adaptações.

Em Espelho, Espelho Meu; Julia Roberts (Madrasta) e Lily Collins (Branca de Neve) levaram o cômico para as telas. Porém a mais aguardada estreia é de Branca de Neve e o Caçador, que traz um lado sombrio e mágico do conto. Ora respeitando, ora burlando o happy end, mas sem perder o tom fantasioso e sombrio.

Sem esquecer que se trata de uma narrativa em que uma madrasta manda um caçador matar uma princesa, as motivações e meios da tal Madrasta (Charlize Theron) vão além da conquista do primeiro lugar no quesito “mais bela”. Sua motivação inicial é a vingança, poder e a imortalidade. A beleza é a desculpa para toda a vingança.

Com belas imagens, que transportam os espectadores a um reino sombrio e perigoso; mas que tem suas belas paisagens, sendo enfatizadas pela fotografia e o uso do verde na natureza.

Charlize Theron brilha como a madrasta má e sua beleza fica mais evidente na tela. Mesclando a bruxaria com vingança, a bela atriz mostra um outro lado seu. Já Kristen Stewart continua inexpressiva e insossa, ficando difícil acreditar que ela seja a mais bela (até mais que Theron), mas sua participação é intercalada com belas sequências e com atuação primorosa de Theron. E finalizando o casting, Chris Hermsworth (o Thor). O ator se desprende do deus do trovão, com um personagem muito semelhante ao anterior, e ainda assim, se destaca por sua leitura do Caçador.

Realizado pelos mesmo produtores de Alice no País das Maravilhas, Branca de Neve e O Caçador imprime uma mesma fantasia sombria, sendo fiel à história, ao mesmo tempo em se dá o direito de não seguir ao pé da letra os fatos da história. É uma adaptação interessante do conto – se valendo de belas imagens e da atuação de Theron.

 

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Renato Marafon
Renato Marafon
Criador do CinePOP em 1999 e apaixonado por cinema.