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‘Capitão América: Admirável Novo Mundo’: Após bilheteria decepcionante, diretor DEFENDE aparição de Huck Vermelho nos trailers


Lançado em fevereiro, ‘Capitão América: Admirável Novo Mundo‘ marcou a estreia solo de Sam Wilson (Anthony Mackie) como o novo Capitão América no Universo Cinematográfico da Marvel.

Mas a nova fase do herói começou com o pé esquerdo: o filme dividiu a crítica e o público e encerrou sua trajetória nos cinemas com apenas US$ 415,1 milhões em bilheteria global, resultado catastrófico para um título da Marvel Studios.

Entre os fatores apontados pelos fãs para o desempenho abaixo do esperado, uma questão em especial vem sendo debatida: a revelação precoce do Hulk Vermelho nos trailers. Segundo parte do público, o marketing deveria ter focado nos vilões O Líder e Sociedade da Serpente, guardando a transformação de Thaddeus Ross (Harrison Ford) em Hulk Vermelho como uma surpresa exclusiva para o público nas salas de cinema.



Mas para o diretor Julius Onah, essa estratégia seria praticamente impossível de sustentar. Em entrevista à Empire Online, ele afirmou:

“Quando você está fazendo um filme assim e o anúncio de que Harrison Ford interpretará Thaddeus Ross é divulgado, e você tem um fandom tão massivo e apaixonado como o da Marvel, você já está perdido nesse ponto”.

Segundo Onah, a expectativa gerada em torno de Ford — substituindo o falecido William Hurt no papel — tornava inviável manter qualquer segredo sobre o arco de transformação do personagem.

“No cenário ideal, seria incrível se isso fosse uma surpresa nos cinemas, mas seria muito difícil. Um brinquedo teria vazado, ou alguém teria soltado um trailer. É muito difícil manter segredos hoje em dia”. 

Apesar do apelo visual de personagens como o Hulk Vermelho, o cineasta reforçou que o que realmente importa é o componente dramático.

“Você tem um cara voando com asas de vibranium, tem um Hulk Vermelho — eu adoro isso. Mas isso só importa de verdade se você se importar com o lado humano da história, com os temas que ela carrega.”

Para Onah, o verdadeiro centro emocional do filme está na representação de Sam Wilson como um Capitão América negro:

“O que é tão poderoso na ideia de ele usar as estrelas e listras é representar um tipo de progresso. Renovar essa noção de que um grupo diverso pode se unir por uma visão comum de esperança e possibilidade”. 

Ele conclui com uma nota idealista — ou “um pouco Pollyanna”, como reconhece:

“Se não acreditarmos em uma visão compartilhada de mundo, nação ou comunidade, o que estamos fazendo?”

Ainda assim, o futuro do personagem no MCU permanece incerto, especialmente diante da recepção morna de ‘Amirável Mundo Novo‘ e das reformulações constantes no calendário da Marvel.

Com 48% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa contou com um orçamento de US$ 180 milhões, e arrecadou US$415,1 milhões mundialmente.

Confira nossa entrevista e siga o CinePOP no Youtube:

Dirigido por Julius Onah (‘O Paradoxo Cloverfield’), o longa serve como sequência direta da série ‘Falcão e o Soldado Invernal‘. Além disso, é o primeiro filme solo do herói desde ‘Capitão América: Guerra Civil‘, lançado em 2016.

O roteiro fica por conta de Malcolm Spellman e Dalan Musson.

Anthony Mackie, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Tim Blake Nelson, Shira Haas, Harrison Ford e Liv Tyler estrelam.

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