Há duas décadas e meia, o cinema passava por um de seus melhores anos – principalmente quando olhamos para o cenário mainstream internacional e nacional.
Dentre os títulos que ganharam notoriedade nas telonas, tivemos o primeiro capítulo das aclamdas sagas fantásticas ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘Harry Potter’, além da clássica animação ‘Shrek’, o drama surrealista ‘Cidade dos Sonhos’ e o romance nacional ‘Abril Despedaçado’
Pensando nisso, preparamos uma breve lista selecionando dez filmes que completam 25 anos em 2026, convidando você a uma viagem no tempo para descobrir – ou redescobrir – grandes produções da época.
Confira:
ABRIL DESPEDAÇADO

Indicado ao Globo de Ouro e ao BAFTA de Melhor FIlme Estrangeiro, ‘Abril Despedaçado’ é uma gema do cinema nacional e um lembrete de que a nossa produção cinematográfica não deve nada aos mercados dominantes interacionais. Dirigido por Walter Salles, o drama traz Karim Aïnouz responsável pelo roteiro, que é baseado no romance de Ismail Kadare, e Rodrigo Santoro, José Dumont, Flávia Marco Antônio e Ravi Ramos Lacerda em papéis aplaudíveis. A trama nos leva para o sertão brasileiro de 1910, onde um jovem é impelido pelo pai a vingar a morte do irmão mais velho, vítima de uma rixa entre famílias pela posse da terra.
O ALFAIATE DO PANAMÁ

Daniel Radcliffe ganhou o mundo ao interpretar Harry Potter na saga de filmes homônima, mas antes disso participou do bem recebido thriller de espionagem ‘O Alfaiate do Panamá’. Atuando ao lado de Pierce Brosnan e Geoffrey Rush, o longa conta a história de um agente britânico que é enviado ao Panamá para descobrir os planos do presidente em relação ao Canal epônimo; quando percebe que não há nenhum perigo, ele cria conspirações e deixa o país à beira da guerra.
ASSASSINATO EM GOSFORD PARK

Helen Mirren, Stephen Fry, Michael Gambon, Richard E. Grant e Maggie Smith fizeram história em 2001 ao estrelarem o comédia satírica de mistério ‘Assassinato em Gosford Park’, que se tornou uma das produções mais elogiadas do ano – e rendeu a Mirren uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Com direção de Robert Altman, a trama gira em torno de um grupo de ricos membros da pretensiosa elite britânica que se tornam suspeitos de um homicídio inesperado e chocante.
CIDADE DOS SONHOS

David Lynch não é considerado um dos melhores cineastas de todos os tempos por qualquer motivo: o saudoso realizador é o nome por trás de ícones do audiovisual, com ‘Twin Peaks’ e ‘Veludo Azul’, tendo alcançado um patamar prestigiado com a obra-prima cinemática ‘Cidade dos Sonhos’. O drama surrealista, estrelado por Naomi Watts e Laura Harring, acompanha uma aspirante à atriz que chega em Hollywood com o desejo de se tornar uma grande estrela de cinema – até cruzar caminho com uma misteriosa mulher com amnésia. Contando com um dos finais mais ambíguos e espetaculares do cinema, o longa é uma carta de amor à sétima arte e um lembrete de uma das mentes mais geniais de todos os tempos.
HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL

Em 2001, Chris Columbus dava início a uma das sagas infanto-juvenis de fantasia de maior sucesso do século ao encabeçar a adaptação de ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’. Introduzindo-nos ao trio de ouro formado por Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, o longa-metragem se tornou um sucesso crítico e financeiro ao nos convidar a acompanhar as aventuras do personagem titular, que descobre ser um bruxo e começa seus estudos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts – apenas para lidar com perigos inimagináveis e o retorno de um mortal feiticeiro das trevas que quer vê-lo morto.
HEDWIG: ROCK, AMOR & TRAIÇÃO

Em 2001, John Cameron Mitchell ficou responsável por adaptar a peça homônima off-Broadway ‘Hedwig: Rock, Amor e Traição’ para os cinemas, carregando consigo o fardo de honrar a incrível história da personagem-titular – e o resultado não decepcionou em nenhum aspecto. A tragicomédia gira em torno de Hansel, uma estrela do rock desconhecida que sonha em se tornar um astro nos Estados Unidos. Seu caminho acaba se cruzando com o de um belo americano, que lhe promete amor, liberdade e a realização de todos os seus desejos. Entretanto, para que isso se torne realidade, ele precisará fazer uma operação de mudança de sexo, admitindo-se como a icônica Hedwig.
MOULIN ROUGE

Baz Luhrmann pode não ser um diretor tão prolífico quanto imaginávamos, mas deixou sua marca no cenário do entretenimento – e, um quarto de século atrás, ele entregou a principal obra de sua carreira: o clássico musical jukebox ‘Moulin Rouge – Amor em Vermelho’. Estrelado por Nicole Kidman e Ewan McGregor, a história gira em torno de um jovem poeta inglês que se apaixona pela cortesã e estrela do cabaré Moulin Rouge no exuberante cenário boêmio de Paris. Fechando a trilogia conhecida como ‘Cortina Vermelha’, o filme teve recepção bastante favorável por parte da crítica, conquistando duas estatuetas do Oscar e outras seis indicações – além de ter arrecadado quase US$180 milhões mundialmente.
ONZE HOMENS E UM SEGREDO

‘Onze Homens e um Segredo’ é um dos filmes de assalto mais adorados de todos os tempos e traz George Clooney e Brad Pitt como dois golpistas que arquitetam um plano para roubarem três cassinos em Las Vegas. Contando com um sólido elenco que garantiu o sucesso inegável da produção – superando inclusive o original dos anso 1960 -, o projeto ganhou duas sequências diretas e um spin-off intitulado ‘Oito Mulheres e um Segredo’, estrelado por Sandra Bullock e Cate Blanchett.
O SENHOR DOS ANÉIS: A SOCIEDADE DO ANEL

‘O Senhor dos Anéis’ é, sem sombra de dúvidas, um dos marcos da literatura fantástica. Criado por J.R.R. Tolkien, os romances redefiniram o gênero com uma preciosidade e um cuidado narrativos de tirar o fôlego – mas não seria até 2001 que Peter Jackson construiria uma carta de amor ao romancista com o lançamento de ‘A Sociedade do Anel’. Levando-nos para a Terra-média, a trama acompanhou Frodo Bolseiro em sua jornada para destruir um objeto maligno e poderoso que poderia ditar o futuro do mundo. Além do estrondo de bilheteria, o filme conquistou 13 indicações ao Oscar – levando quatro estatuetas para casa.
SHREK

Há poucas animações na história do cinema que carregam o legado e o impacto que ‘Shrek’ teve quando chegou aos cinemas há duas décadas e meia. Servindo como uma espécie de resposta à dominação audiovisual dos estúdios Walt Disney, o longa da DreamWorks Animation ofereceu uma perspectiva nova aos clássicos contos de fada ao colocar um ogro rabugento e solitário como herói e protagonista de uma inspiradora narrativa – que inclusive culminou em quatro sequências diretas e dois spin-offs. Mais do que isso, o filme fez história ao se tornar o primeiro a conquistar o Oscar de Melhor Animação.


