O CineBH 2025 não para de nos surpreender! No quarto dia de exibições, nos deparamos com algumas obras ricas em criatividade narrativa que nos levaram para vários cantos sul-americanos. Logo no início do dia, uma sessão de curtas-metragens encheu a sala do cinema Humberto Mauro – localizado no belíssimo Palácio das Artes. Bailinho, Entre Aulas, Marmita, Pequeno B, Moscou e o espetacular Kabuki fizeram a hora do almoço mais feliz.

Mais tarde, fomos até o excelente cinema do Minas Tênis Clube conferir um documentário acachapante. Memoria Implacable, co-produção Argentina e Chile apresenta, por meio de um road movie, a desapropriação de terras e genocídio do povo indígena Mapuche a partir da chegada militar pelos dois lados da Cordilheira dos Andes. Através das descobertas de uma acadêmica descendente Mapuche, percorremos os lugares por onde, entre dores e desamparo, seu povo foi obrigado a passar logo após a expulsão de suas terras. Um retrato doloroso e de impacto, que provoca muitas reflexões. Leia a crítica completa aqui.
Pra fechar o dia, saímos correndo para não perder a sessão de um filme que estava muito elogiado em todos os lugares que foi exibido. Em cima da hora, chegamos até o Cine Santa Tereza para conferir A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo. Não houve arrependimentos!

Selecionado para a Mostra CineMundi do festival, o delicado e marcante longa-metragem aposta no olhar ingênuo das primeiras fases da vida para construir uma trama que se sustenta na sutileza, encontrando reflexões maduras sobre a vida e a morte, equilibrando o conforto da imaginação com o impacto da realidade. Leia a crítica completa aqui.
O CineBH segue sua maravilhosa programação até o dia 28 de setembro. O Cinepop está fazendo a cobertura do evento a convite do Festival. Não percam nossos conteúdos, no site e pelas redes sociais.
