Se o mundo acreditava que a carreira de Madonna nunca se recuperaria do baque crítico e comercial de ‘American Life’, de fato não conhecia a rainha do pop.
Dois anos depois de ter criticado a cultura da guerra que se alastrava pelos Estados Unidos com a emergência da Guerra do Iraque, a cantora e compositora resolveu se reunir com alguns dos produtores mais prestigiados do cenário pop na indústria fonográfica – incluindo Stuart Price e Mirwais Ahmadzaï – para um dos melhores álbuns de sua carreira e do século: ‘Confessions on a Dance Floor’.
Acompanhando e se tornando peça essencial da repopularização do dance music e das incursões eletrônicas, Madonna construiu um setlist recheado de sabor, vida e cor que reiterou sua incrível capacidade de se reinventar e de manter seu contínuo legado vivo. Contando com hits como “Hung Up” e “Sorry”, o álbum estreou em primeiro lugar em mais de 40 países, vendeu quase 4 milhões de cópias ao redor do planeta apenas na primeira semana e levou para casa a estatueta do Grammy de Melhor Álbum Dance/Eletrônico.
Em 2025, o compilado completa vinte anos desde seu lançamento oficial – e, com o anúncio de uma merecida sequência anunciada pela própria performer hoje, 18 de setembro, revisitá-lo nunca é uma má ideia.
Portanto, preparamos uma breve lista elencando as melhores músicas da produção.
Confira nossas escolhas abaixo e conte para nós qual a sua faixa favorita:
7. “JUMP”
“Jump” é uma estonteante e coesa produção que, mesmo com uma lírica unidimensional e clichê, ganha nossos corações por uma atmosfera envolvente ao extremo – ainda mais por ser inspirada pelas incursões oitentistas do synth-pop, do disco e do techno.
6. “FORBIDDEN LOVE”
Em meio a uma predileção significativa pelos singles, algumas gemas de ‘Confessions on a Dance Floor’ passaram despercebidas pelos olhos do público – mas merecem atenção por se sagrarem como algumas das melhores músicas da carreira de Madonna. Esse é o caso com “Forbidden Love”: apesar do idêntico título à faixa de ‘Bedtime Stories’, a minuciosa arquitetura é pensada para nos conduzir em uma jornada sinestésica movida a potentes sintetizadores, ecoantes vocais e uma robótica e impecável produção.
5. “GET TOGETHER”
Inspirada pelo grupo francês Stardust, “Get Together” pode ter caído no esquecimento, mas certamente merece nossa atenção. A amálgama perfeita entre trance, techno e dance serve de base para uma narrativa prática, ainda que formulaica, para o pop : a possibilidade de encontrar amor nas pistas de dança.
4. “FUTURE LOVERS”
Madonna sempre foi uma powerhouse da criação musical – e ‘Confessions on a Dance Floor’ é uma prova incontestável de sua visão revolucionária. Apostando na nostalgia dos anos 1970 e 1980 em uma profusão estilística apaixonante, a cantora e compositora constrói jornadas incríveis que celebram a maximização do hedonismo e da vida. “Future Lovers”, dessa maneira, mergulha no EDM de maneira indesculpável e regada a uma sensual e performática rendição que foge do tempo e do espaço como os conhecemos.
3. “LET IT WILL BE”
É um fato dizer que ‘Confessions on a Dance Floor’ se consagrou como a última grande odisseia de Madonna – e emergiu como um dos pontos definitivos de sua carreira. No álbum, a cantora parece não ter percepção dos cataclismas que cria – e é isso que revela a genialidade da obra. Em “Let It Will Be”, Madonna se volta para o épico orquestral ao deixar violinos e violoncelos guiarem um prólogo evocativo e analítico para uma derradeira rendição ao synth-dance que merecia ter mais reconhecimento.
2. “SORRY”
Madonna explora seu cansaço físico e mental quanto a um relacionamento abusivo com a vibrante “Sorry”. O frenético hino dance estende suas raízes para a nostalgia do nu-disco e foi considerada como uma das faixas mais fortes do 10º álbum de estúdio de Madonna.
1. “HUNG UP”
Depois de um período conturbado, Madonna resgatou o gosto pela música e pelo colorido espectro musical que havia apresentando ao mundo desde o início de sua carreira – e foi assim que o icônico ‘Confessions on a Dance Floor’ nasceu. E que maneira mais estonteante de dar início a essa nova era que com um poderoso lead single? Com “Hung Up”, suprassumo fonográfico que traz o icônico grupo sueco ABBA para a linha de frente, a artista reafirmou seu inegável status no cenário fonográfico, reclamando mais uma vez seu merecido trono como rainha do pop.
