‘Corra que a Polícia Vem Aí!’ IMPERDÍVEL! No clima do novo filme, Netflix traz a trilogia clássica para a sua plataforma



Com a estreia do novo filme da franquia ‘Corra que a Polícia Vem Aí! se aproximando (o filme chega ao Brasil no dia 14 de agosto – e nos EUA no dia 1º do mesmo mês), os holofotes voltam-se novamente para o universo cômico do atrapalhado tenente Frank Drebin — agora interpretado por Liam Neeson, com Pamela Anderson no elenco. Na verdade, Neeson vive Drebin Jr., o filme do policial eternizado por Leslie Nielsen.

Pela primeira vez sem o envolvimento do Z.A.Z. (Jerry Zucker, Jim Abrahams e David Zucker), o novo filme é escrito e dirigido por Akiva Schaffer, do ‘Saturday Night Live‘, e tem produção de Seth MacFarlane (o responsável por ‘Uma Família da Pesada‘ e ‘Ted‘). O reboot promete atualizar o humor escrachado da série para os tempos atuais, mantendo o espírito irreverente que conquistou gerações. A curiosidade do público é grande: como Neeson, conhecido por papéis de ação intensos, lidará com a herança deixada por Leslie Nielsen?

Aproveitando o momento, a Netflix adicionou ao seu catálogo os três filmes originais da franquia, permitindo que novos fãs conheçam — e antigos revivam — as trapalhadas inesquecíveis de Drebin. Lançados entre 1988 e 1994, os longas marcaram época com seu estilo de humor nonsense, piadas visuais e sátiras afiadas aos clichês do cinema policial. A redescoberta desses clássicos tem reacendido o carinho do público por um tipo de comédia cada vez mais raro no cinema atual: escancaradamente absurda, despretensiosa e, acima de tudo, hilária. Conheça um pouco mais sobre cada um dos filmes abaixo.

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Corra que a Polícia Vem Aí! (1988)

Corra que a Polícia Vem Aí! (no original ‘The Naked Gun: From the Files of Police Squad!’) é uma comédia escrachada lançada em 1988, dirigida por David Zucker e estrelada por Leslie Nielsen. O longa é um derivado da série de TV ‘Esquadrão de Polícia!‘ (Police Squad, 1982) e tornou-se um marco do humor pastelão, repleto de piadas visuais, trocadilhos e situações absurdas. A história gira em torno do desastrado tenente Frank Drebin (Nielsen), que tenta impedir um atentado contra a Rainha Elizabeth II.

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No primeiro ‘Corra que a Polícia Vem Aí! (1988), o atrapalhado tenente Frank Drebin precisa impedir um atentado contra a Rainha Elizabeth II durante uma visita oficial a Los Angeles. Ao investigar uma rede criminosa liderada pelo empresário Vincent Ludwig (Ricardo Montalban – de ‘Star Trek II – A Ira de Khan‘), Drebin se envolve em uma série de confusões absurdas, desastres públicos e romances inesperados com a bela assistente de Ludwig, Jane Spencer (Priscilla Presley – viúva de Elvis). Misturando ação, investigação e comédia pastelão, o filme transforma uma trama policial típica em uma avalanche de piadas visuais e trocadilhos cômicos. Uma das melhores cenas do filme, envolve o primeiro encontro do policial com o vilão, no escritório do segundo, peixes lutadores e uma caneta samurai inquebrável.

O humor do filme é seu maior trunfo, abraçando o nonsense com orgulho e eficiência. Nielsen, que antes era conhecido por papéis dramáticos, se reinventou como mestre da comédia ao interpretar Drebin com seriedade cômica. A cada cena, o filme surpreende com gags inesperadas, subversões de clichês policiais e diálogos hilários.

Outro ponto de destaque é a forma como o filme satiriza os filmes de ação e suspense da época. Desde perseguições desajeitadas até a paródia de romances policiais, o roteiro brinca com todos os elementos do gênero. Mesmo quem não conhece os filmes originais que serviram de inspiração consegue rir com facilidade da irreverência generalizada.

Corra que a Polícia Vem Aí!‘ foi um sucesso de bilheteria e gerou duas continuações igualmente populares. Com o passar dos anos, consolidou-se como um clássico da comédia americana dos anos 80. Até hoje, continua sendo uma referência no humor paródico, influenciando inúmeras produções que seguiram seu estilo debochado.

Corra que a Polícia Vem Aí 2 ½ (1991)

Corra que a Polícia Vem Aí 2 1/2‘ estreou em 1991 como a sequência direta do sucesso de 1988, trazendo de volta o tenente Frank Drebin, novamente interpretado por Leslie Nielsen. Dirigido por David Zucker, o filme mantém o mesmo estilo de humor absurdo, trocadilhos infames e sátiras escancaradas ao universo policial. Dessa vez, a trama gira em torno de um plano para sabotar a energia renovável nos Estados Unidos.

Na continuação, o tenente Frank Drebin retorna para investigar uma conspiração envolvendo a sabotagem de projetos de energia renovável. O vilão da vez é Quentin Hapsburg (Robert Goulet), um empresário inescrupuloso que planeja desestabilizar a economia americana em benefício dos combustíveis fósseis. Enquanto tenta impedir o plano, Drebin lida com sua relação mal resolvida com Jane, sua ex-namorada, e, claro, causa uma série de acidentes, confusões e situações ridículas — sempre com sua típica seriedade desajeitada. O caso dessa vez envolve o rapto de um erudito cadeirante (e seu sósia), o então presidente dos EUA George Bush (pai) e mais punições acidentais ao parceiro de Frank, Norberg (O.J. Simpson).

A continuação se mantém fiel à fórmula do primeiro, elevando o nível da loucura com cenas ainda mais exageradas e surreais. O timing cômico de Nielsen continua afiado, e suas expressões impassíveis diante das situações mais ridículas são uma aula de humor físico. Priscilla Presley e George Kennedy retornam e continuam sendo ótimos parceiros para a comédia.

Além do enredo recheado de reviravoltas tolas, o filme também investe pesado em paródias culturais da época, incluindo referências ao meio político e científico. A crítica ao lobby industrial é feita com leveza e escárnio, sem jamais deixar de lado o foco principal: fazer rir com o inesperado. Até os momentos românticos são tratados como esquetes cômicas.

Corra que a Polícia Vem Aí 2 e 1/2‘ foi bem recebido pelo público e consolidou de vez a franquia como um ícone do humor nonsense. Embora nem todas as piadas tenham o mesmo impacto do primeiro filme, a sequência entrega diversão sem pretensão e mantém o espírito anárquico que tornou a série tão querida.

Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3 (1994)

Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3: O Insulto Final, lançado em 1994, é o terceiro e último filme da hilária franquia estrelada por Leslie Nielsen como o atrapalhado tenente Frank Drebin. Dirigido por Peter Segal, substituindo David Zucker (mas com roteiro dele), o longa mantém o humor pastelão e os trocadilhos visuais, desta vez com uma trama centrada em um atentado terrorista durante a cerimônia do Oscar. Mais uma vez, o filme mergulha de cabeça no absurdo.

No encerramento da trilogia original, o agora aposentado tenente Frank Drebin é recrutado para uma última missão: infiltrar-se em uma prisão e descobrir os planos de um perigoso terrorista chamado Rocco Dillon (Fred Ward). A intenção do criminoso é detonar uma bomba durante a cerimônia do Oscar, e apenas Drebin pode impedir a tragédia — do jeito mais desastrado possível. Entre fugas, disfarces e trapalhadas nos bastidores de Hollywood, Frank se envolve novamente com Jane, enquanto transforma a noite mais glamorosa do cinema em um verdadeiro caos cômico. O terceiro filme conseguiu se reinventar com criatividade, construindo cenas na prisão, com Frank infiltrado, e o ápice na noite do Oscar. Mas temos também a cena do banco de doação de esperma e a participação da falecida modelo Anna Nicole Smith, como a primeira personagem feminina de destaque na trama, além de Presley.

A fórmula continua familiar: piadas rápidas, sátiras ao cinema e situações completamente fora do controle. Frank Drebin, agora aposentado, é chamado de volta para se infiltrar em uma prisão e impedir o ataque. As cenas na cadeia e a premiação parodiada rendem alguns dos momentos mais engraçados do filme, como a apresentação musical catastrófica e os bastidores do show.

O elenco de apoio continua eficiente, com Priscilla Presley e George Kennedy retornando aos seus papeis. O destaque, porém, vai para a participação especial de Anna Nicole Smith, que adiciona um toque de escândalo e humor físico à mistura. A produção também aposta em gags metalinguísticas e piadas internas sobre Hollywood, fazendo graça com o próprio meio.

Apesar de ser o mais fraco da trilogia segundo muitos críticos, ‘33 1/3 encerra a série com dignidade e risadas garantidas. O filme abraça o exagero sem medo e fecha a saga de Drebin com o mesmo espírito caótico que a consagrou. Um adeus divertido a um personagem que virou sinônimo de comédia absurda.

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Pablo R. Bazarello
Crítico, cinéfilo dos anos 80, membro da ACCRJ, natural do Rio de Janeiro. Apaixonado por cinema e tudo relacionado aos anos 80 e 90. Cinema é a maior diversão. A arte é o que faz a vida valer a pena. 15 anos na estrada do CinePOP e contando...

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