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Crítica (2) | La La Land – Cantando Estações


O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. Filme de abertura do último Festival de Veneza ano passado, La La Land – Cantando Estações é um daqueles filmes que dificilmente sairão de nossa memória.  Falando sobre a magia de Hollywood, o impactante som do Jazz e principalmente sobre as inúmeras tentativas do ser humano em alcançar os seus sonhos mais lindos, o longa metragem, que deve ser o grande vencedor do próximo Oscar, é uma aula em como fazer o público se divertir através do olhar de protagonistas (interpretados magistralmente por Ryan Gosling e Emma Stone) que louvam o amor. O jovem cineasta Damien Chazelle (do impressionante Whiplash) mais uma vez brinda os cinéfilos com uma pequena obra prima.

Na trama, ambientada em Los Angeles, conhecemos o pianista Sebastian (Ryan Gosling), um amante do Jazz que vive buscando seu espaço em meio a mudanças constantes que a vida coloca em seu caminho. Rabugento e completamente sozinho, de maneira inusitada, acaba conhecendo a sonhadora Mia (Emma Stone), uma jovem que partiu para Los Angeles para buscar a difícil carreira de atriz mas que hoje trabalha em uma espécie de Starbucks dentro de um famoso Estúdio de gravações de filmes. Logo o amor entre os pombinhos acontece e, entre as estações do ano, precisarão compreender como é viver a vida a dois e o tamanho que o sonho de cada um tem na vida do outro.



Cidade de estrelas, você está brilhando só para mim? Em pouco mais de duas horas de projeção – que desejamos que nunca acabe – o roteiro, também assinado por Chazelle, navega na busca pelo sonho tendo um inesquecível amor que nasce de plano de fundo. Todas as fases do relacionamento entre os protagonista é decifrada de maneira nua e crua, real. Sentimos toda a dor e sofrimento, que são aliviadas, talvez, pela atmosfera musical que o filme se completa. O amor de dois sonhadores pode nem sempre terminar em um final feliz mas outras possibilidades existem e a grande cereja do bolo maravilhoso de Damien Chazelle é exatamente apresentar para nós meros cinéfilos um leque de possibilidades para esse desfecho numa sequência final que deixa a todos nós praticamente sem conseguir respirar e onde a emoção transborda até mesmo nos corações mais durões.

É este o início de algo maravilhoso e novo? Ou mais um sonho? O filme também presenteia o público com uma singela homenagem aos musicais e a uma Hollywood e sua magia que sempre fizeram parte do imaginário de todos que amam a sétima arte. A poesia do filme e todos os sentimentos expostos pelos brilhantes personagens é algo mágico, um sentimento que somente o cinema pode proporcionar, toca bem profundo em nossas emoções. A trilha sonora é digna de prêmios e adicionamento em nossas playlists para uma eternidade. As atuações são magistrais, Gosling e Stone cantam, dançam e emocionam em interpretações históricas, marcantes.

La La Land – Cantando Estações estreia nos cinemas brasileiros na próxima semana e sem dúvidas será um grande sucesso de público. Amor, Jazz, charme, Hollywood, sonhos, escolhas. Louvando Hollywood, o filme mostra que a realidade nem sempre é como nos filmes. Esse projeto é um Oasis em nossos corações sofridos, uma chance de encararmos a realidade com muito mais leveza.

Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.
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