Crítica | ‘A Cela dos Milagres’ – A bondade e a redenção marcam drama na Netflix

Baseado na obra sul-coreana 7-beon-bang-ui seon-mul, de Lee Hwan-kyung – que já ganhou outras versões pelo mundo –, chegou à Netflix, nesta semana de carnaval, um filme que busca no convencional de sua narrativa apresentar uma história de amor e redenção. Trazendo como alicerce o caos da injustiça e os respingos de esperança, A Cela dos Milagres, dirigido por Ana Lorena Pérez Ríos caminha pela força que a bondade pode provocar mesmo em meio a um mar de tristezas.

Hector (Omar Chaparro) vive seus dias com a mãe e filha, Alma (Mariana Calderón), em uma humilde casa. Com deficiência neurológica adquirida, dedica todo seu tempo para realizar os sonhos da criança. Um dia, é acusado injustamente por um crime terrível e enviado para uma prisão barra-pesada, comandada por um diretor implacável. Aos poucos, Hector conquista a empatia de outros prisioneiros, que fazem de tudo para ajuda-lo a sair daquele lugar.



Imagem do filme A Cela dos Milagres
Imagem do filme A Cela dos Milagres

Esse é um filme que tem a força das mensagens camuflando qualquer deslize narrativo. É o famoso entretenimento que chega fácil nas emoções: você sente mais que observa.

Seguindo uma estrutura de roteiro convencional, sem se arriscar em outras possibilidades de como contar essa história já conhecida por muitos, não é preciso de muito tempo para logo se ver envolvido nessa narrativa, conduzida por um protagonista que domina as ações em cena. Nesta versão, ele é interpretado pelo ator e cantor mexicano de 51 anos Omar Chaparro.

Imagem do filme A Cela dos Milagres
Imagem do filme A Cela dos Milagres

Sustentando por uma jornada de forte apelo emocional, guiada pela comoção e atravessada por variados personagens que se aproximam através de atos bondosos de um homem marcado por uma vida limitada – mas que nunca deixou de amar ao próximo – a obra se desenvolve tendo essa base que não se aprofunda na esfera moral, simplificando conflitos.

Imagem do filme A Cela dos Milagres
Imagem do filme A Cela dos Milagres

Conforme a narrativa se desenvolve, percebemos construções dramáticas frágeis e leves críticas sociais (como a opressão dos militares, por exemplo) apostando que suas reflexões mantenham a atenção do público.

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A Cela dos Milagres logo alcançou ao Top 10 da plataforma de streaming mais famosa do planeta. Mesmo com seus deslizes, apresenta um leve provocar sobre como refletimos a respeito das injustiças que encontramos pelo caminho.

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Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.