Crítica | ‘A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel’ – Netflix apresenta documentário intimista sobre a perda e a amizade



Quando pensamos nas maiores bandas musicais dos últimos tempos, em algum lugar de qualquer lista você vai ler o nome dos Red Hot Chili Peppers. Em atividade desde 1982, sempre com muita presença nos palcos e letras que se misturam a uma intensa sonoridade guiada pelo rock, punk e rap, essa banda californiana vem construindo uma carreira sólida, repleta de sucessos.

Mas poucas pessoas que curtem o som desse grupo musical param para pensar em como foi o início de tudo. Chegou à Netflix, A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel, um documentário intimista focado nas experiências pessoais e nos conflitos que marcaram o início da banda, tendo o ex-guitarrista israelense – e um dos membros fundadores – Hillel Slovak (falecido em junho de 1988) como fio que conduz a narrativa.

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Voltando cerca de 40 anos atrás para relembrar momentos e fatos marcantes que ajudaram a construir o sucesso que vemos hoje, o vocalista Anthony Kiedis e o baixista Michael Balzary (Flea), ambos sem papas na língua, expõem as loucuras da juventude que viveram – em parte regadas a drogas – e como a força da amizade foi importante em diversos momentos.

O foco é Hillel, o amigo de longa data e exímio guitarrista da formação original, que enfrentava o abuso de drogas de forma silenciosa – algo que se revela ao longo dos anos que são abordados na narrativa, sempre sob os pontos de vista de Kiedis, Flea e de alguns amigos da época que aparecem rapidamente no documentário.

Além das entrevistas, o documentário dirigido por Bem Feldman utiliza imagens de arquivo que reforçam uma sensação de intimidade. Isso se acopla ao modelo narrativo adotado, na linha do subjetivo, com os integrantes da banda se abrindo ao público, de peito aberto, sobre os conflitos emocionais vividos no início de tudo.

Ao abordar o começo da trajetória da banda dessa forma tão baseada em experiências pessoais – talvez um choque na perspectiva de muitas pessoas -, o longa-metragem ganha força e emoção, sem deixar de destacar, além dos fortes desabafos, alguns processos criativos que serviram de pontapé para canções lembradas até hoje.

A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel pode ser definido como um documentário surpreendente, capaz de chamar a atenção não só dos fãs do Red Hot, mas de qualquer pessoa que entenda o valor da amizade.

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Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.