Crítica | Amityville: O Despertar

Após quatro anos de adiamentos, ‘Amityville: O Despertar’ (Amityville: The Awakening) finalmente chega aos cinemas nacionais cheio de incertezas por grande parte dos fãs – afinal, filmes que demoram a serem lançados são promessa de bomba.

Fui surpreendido a chegar na sessão com poucas expectativas – e o filme acabou sendo muito melhor do que o esperado.

‘Amityville: O Despertar’ não se trata de um reboot e nem um remake, mas sim de uma história original que se passa nos dias de hoje. Jennifer Jason Leigh, Cameron Monaghan e Bella Thorne estrelam como uma família que se muda para uma assombrada casa em Long Island, nº 112 da Ocean Avenue – mesmo endereço em que foram praticados os assassinatos originais de Amityville.

Após sofrer um acidente causado por sua irmã gêmea problemática (Thorne), James (Monaghan) entrou em estado vegetativo e teve morte cerebral – mas sua mãe monta uma UTI doméstica e luta com todas as forças para ter o filho de volta.

Após mudar para a casa assombrada, o garoto começa a despertar – mesmo que os médicos tenham afirmado que era impossível ele voltar do coma. Logo, sua irmã começa a desconfiar que o garoto foi possuído por um espírito maligno que está usando o corpo de James para retornar do mundo dos mortos.

Repleto de reviravoltas e sustos, ‘Amityville: O Despertar’ é uma grande surpresa visto o tempo que ele demorou para chegar aos cinemas.

Bella Thorne, a nova queridinha dos filmes de terror, entrega uma atuação sólida e consegue criar uma protagonista bastante interessante. O grande elenco ainda conta com Jennifer Morrison, de ‘Onde Upon a Time’; Thomas Mann (‘Kong: A Ilha da Caveira’) e a sempre maravilhosa Jennifer Jason Leigh.

Ao contrário de ‘Annabelle 2 – A Origem do Mal’, este filme não usa o artificio da trilha sonora crescente para dar sustos, sendo mais eficiente em assustar a plateia com cenas repentinas de terror.

Com direção de Franck Khalfoun (‘Maniac’, ‘P2 – Sem Saída’) e produção de Jason Blum, das franquias ‘Atividade Paranormal’ e ‘Sobrenatural’, o grande acerto do filme é citar as obras anteriores, como o filme original e o remake lançado em 2005 (‘Horror em Amityville’), tornando a situação mais realista e tensa.

‘Amityville: O Despertar’ nos entrega uma premissa interessante, bons sustos e diversão. Porém, o final deixa a desejar com uma resolução corrida e pouco interessante, que pode prejudicar o resultado final do filme. Talvez por isso a enrolação para lançá-lo nos cinemas: fica a impressão que os produtores não conseguiram dinheiro para finalizar o filme.

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Renato Marafon
Renato Marafonhttps://cinepop.com.br/
Editor-chefe e criador do site CinePOP, apaixonado por cinema e filmes.