Crítica | Anjos da Noite: Guerras de Sangue

Lançado em 2003, ‘Anjos da Noite’ teve um orçamento modesto para um grande filme de ação (US$ 22 milhões) e conseguiu iniciar uma franquia de sucesso com uma atriz até então pouco conhecida como protagonista, Kate Beckinsale.

Marcando a estreia de Len Wiseman na direção, o filme conseguiu fazer milagre com seu orçamento minúsculo e desenvolver cenas de ação em grande escalas contando sobre a luta milenar entre os vampiros e lobisomens no Underworld, um submundo desconhecido pelos seres humanos.

Com o sucesso do original, uma sequência foi realizada três anos depois elevando a franquia a um outro nível, com um filme que unia um roteiro muito bem desenvolvido com cenas de ação grandiosas de deixar o queixo caído. ‘Anjos da Noite – A Evolução’ foi o melhor filme da franquia, e transformou sua protagonista em umas principais estrelas de Hollywood. Até hoje, esse é meu filme preferido da série ‘Underworld‘.

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Como Scott Speedman se recusou a voltar para o terceiro filme – um mistério que até hoje não foi revelado – os produtores decidiram fazer uma pré-sequência que contava a história de Sonja (Rhona Mitra), a primeira vampira a se apaixonar por uma Lycan. Um filme decente e muito bem vindo para a franquia, com ótimo enredo e sequências de ação.

Em 2012, eles realizaram o péssimo ‘Anjos da Noite – O Despertar’, filme dirigido porcamente por Måns Mårlind e Björn Stein que não trazia nenhuma novidade para a trama, e afundou a franquia.

A boa notícia é que ‘Anjos da Noite: Guerras de Sangue’ (Underworld: Blood Wars) traz a franquia de volta aos trilhos com uma direção aspirada e bem cuidada de Anna Foerster, primeira diretora mulher a comandar um filme da saga – que faz sua estreia em um longa-metragem com grande estilo.

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Selene (Kate Beckinsale) continua sua luta contra o clã Lycan e a facção de vampiros que a traiu, com ambos os lados tentando usar o sangue dela e de sua filha para conseguir criar híbridos de Vampiros e Lobisomens.

Depois de esconder sua filha, Selene conta com a ajuda de David (Theo James) e seu pai Thomas (Charles Dance) para tentar acabar com a eterna guerra entre os Lycans e os Vampiros, embora isso possa custar sua vida. Entregar mais do que isso iria estragar a complexa trama, cheia de reviravoltas e surpresas.

O interessante roteiro de Cory Goodman e Kyle Ward consegue adicionar novas mitologias para a desgastada trama e dar um ar de frescor para a jornada de Selene, abrindo portas para novas sequências e encerrando com louvor as pontas soltas deixadas pelos últimos filmes.

Além de belíssima, Beckinsale dá um show de atuação com sua personagem poderosíssima, auxiliada pela boa atuação de Theo James (‘Divergente’), e criando uma ótima química em tela com seu co-protagonista.

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Apesar de não ser tão bom quanto os três primeiros filmes, ‘Anjos da Noite: Guerras de Sangue’ é infinitamente melhor que o último filme e traz cenas de ação que vão deixar os fãs empolgados e ansiosos por mais…

Um filme que irá conquistar os fãs da saga e do gênero ação, provando mais uma vez que uma MULHER pode SIM protagonizar uma grande franquia de ação – vide ‘Resident Evil’.

Obs: Não assista em 3D, não há nenhum efeito que valha o efeito do ingresso mais caro.

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Renato Marafon Editor-Chefe
Apaixonado por cinema, filmes, TERROR, e criador do site CinePOP aos 13 anos em 1999.
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Renato Marafon
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