Crítica | Assassino por Acaso – Divertido até o último suspiro, Glen Powell estrela um FILMÃO


Exibido no Festival de Veneza e Toronto em 2023, com sua primeira exibição em solo brasileiro no Festival do Rio, o novo trabalho do excelente cineasta Richard Linklater usa, sem abusar, de um humor ácido, inteligente, para contar a trajetória de um enigmático protagonista, um matador de mentirinha em meio período, enxergando os paralelos que se cruzam entre a psicologia e a filosofia. Um brilhante projeto que promete muitos risos de plateias por onde for exibido.

Na trama, conhecemos Gary Johnson (Glen Powell), um professor de uma universidade norte-americana, pacato e tímido, que durante a outra parte de seu dia trabalha para a polícia, se tornando um habilidoso traçador de perfis com autoestima elevada para o convencimento na criação de outras versões de si mesmo. Se fazendo de matador de mentira, com o objetivo de prender quem o procura, certa vez acaba se envolvendo com uma cliente, fato que o faz balançar na linha tênue entre a lei e a criminalidade.

Baseada parcialmente na vida de um real professor Gary Johnson, que trabalhou com a polícia por um tempo, Assassino por Acaso consegue uma sintonia empolgante com o espectador que se delicia com uma explosiva narrativa nos levando para uma jornada engraçada, beirando ao inacreditável, direto para conflitos repletos de variáveis onde as inverdades te levam ao confronto com o mundo real e as constatações da verdade. O certo e o errado, entre outros sentidos antagônicos, se tornam elementos importantes dentro das estradas seguidas por um personagem que busca acima de tudo se entender.

O raio-x do protagonista é algo detalhadamente profundo. Como se passasse uma linha no seu cotidiano, de um lado um pacato e tímido professor, do outro um habilidoso traçador de perfis com autoestima elevada para o convencimento na criação de outras versões de si mesmo. Ele parece gostar de interpretar os outros, essa fantasia repleta de disfarces completa imagens com desenhos já criados. Os três complementos da personalidade o Id, o Ego e o Superego, ou melhor dizendo a libido, o impulso e a moral se embaralham direto para um clímax pulsante.

A verdade e suas diferentes perspectivas embaladas em mentiras se tornam combustível ao lado de ótimos diálogos e atuações fantásticas. Um dos melhores filmes do ano.

Inscreva-se

Notícias

O Brasil tem o molho: 10 ótimas produções brasileiras para você assistir

O audiovisual brasileiro vem conquistando o mundo. Nossas produções...

Claire Foy e Richard E. Grant no ÁCIDO trailer da comédia de época ‘Savage House’

A Paramount Pictures divulgou hoje (19) o trailer de 'Savage House',...

‘The Riders’: Filme do diretor de ‘Conclave’ escala DOIS novos membros ao elenco

Segundo o Deadline, 'The Riders', adaptação comandada pelo aclamada cineasta Edward Berger...

‘O Deus da Floresta’: Maya Hawke irá estrelar nova série de SUSPENSE da Netflix

A Netflix revelou hoje (19) que Maya Hawke ('Stranger Things', 'Jogos...

Renée Rapp é escalada para a 5ª temporada de ‘The Morning Show’

O AppleTV acaba de anunciar que Renée Rapp ('Meninas Malvadas', 'A...