sexta-feira , 21 fevereiro , 2025

Crítica | Bright – Filme da Netflix é PIOR que ‘Esquadrão Suicida’


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A Netflix tem acertado em seus longas, sempre elevando a um tom interessante e o melhor: com uma trama aprofundada. Infelizmente, esse não é o caso da sua nova aposta, ‘Bright, uma espécie de O Senhor dos Anéis mascarado com drama policial norte-americano, dirigido por David Ayer e estrelado por Will Smith, Joel Edgerton e Noomi Rapace.

Por incrível que pareça, Ayer consegue realizar um filme mais confuso e desinteressante que seu antecessor, o infame ‘Esquadrão Suicida‘.



O longa começa de forma interessante, mostrando a vida de Daryl Ward (Smith), humano e policial, que é alvejado por um Orc enquanto estava distraído na pausa do trabalho. Durante a fuga do incidente, seu parceiro, Nick Jakoby (Edgerton), também Orc, comete uma série de erros e acaba deixando o criminoso escapar, criando certa rivalidade entre os dois amigos, aflorada pelo fato de serem de espécies diferentes. Até que seus caminhos cruzam com a de uma jovem elfa e uma relíquia que deveria estar esquecida – que, em mãos erradas, poderia destruir o mundo todo.

bright 4

A premissa é cuidadosa em ressaltar que, na verdade, o filme quer lidar com as diferenças, com a discriminação pela cor da pele e o bullying que alguém pode sofrer apenas por não ser igual aos demais. Esse fato é lembrando o tempo todo do roteiro, que mostra que os humanos e os Orcs são visivelmente rivais, assim como os Elfos, que possuem até bairros separados na cidade. Porém, apesar de profundo, o roteiro peca em diversos momentos dos dois primeiros atos, acertando o tom apenas no terceiro, mesmo assim não sendo o suficiente.


Nem mesmo Will Smith consegue segurar a trama, apesar do seu inegável talento e carisma. O filme mescla mundos tão distintos que às vezes soa surreal demais e difícil de absorver . O resultado final acaba pairando entre os dois gêneros, sem saber que caminho seguir.

bright unit 09677 r

Porém, um dos acertos fica por conta de Joel Edgerton, quase irreconhecível debaixo de tanta maquiagem e, diga-se de passagem, está impecável, rendendo até mesmo uma pré-indicação ao Oscar 2018. Seu personagem é o mais complexo, tendo que lidar com os dramas de ser discriminado dentro do seu local de trabalho e sempre precisando escolher entre os humanos e os Orcs, entre a grande maioria ou a sua espécie minoritária e oprimida, tornando-o a trama mais profunda. E só.

Assista também: 
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David Ayer erra mais uma vez no tom da ação, que apesar de momentos intensos de tiroteio, não passa disso, não existem cenas memoráveis e a grande maioria delas são previsíveis e/ou remetem a outros filmes. A marca do diretor está presente, como esteve em seu outro filme polêmico, Esquadrão Suicida. A falta de ritmo, a grande quantidade de ação no terceiro ato para compensar o expectador ter assistido até ali.

Nos minutos finais, algumas piadinhas até funcionam – mas não conseguem apagar o ódio do espectador de ter assistido a um filme raso. Por sorte, não foi necessário desembolsar o caro valor do ingresso do cinema, o que chega a ser um pouco confortante.

Brighttenta se passar por um drama cabeça, mas no fim das contas a fantasia e a “magia” novamente pesa e cai em todos os clichês do gênero, tornando-o apenas mais um potencial desperdiçado. Não foi dessa vez que David Ayer terá sua redenção.


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Thiago Munizhttp://cinepop.com.br/
Carioca, 26 anos, apaixonado por Cinema. Venho estudando e vivendo todas as partes da sétima arte à procura de conhecimento da área. Graduando no curso de Cinema e influenciador cinematográfico no Instagram.

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A Netflix tem acertado em seus longas, sempre elevando a um tom interessante e o melhor: com uma trama aprofundada. Infelizmente, esse não é o caso da sua nova aposta, ‘Bright, uma espécie de O Senhor dos Anéis mascarado com drama policial norte-americano, dirigido por David Ayer e estrelado por Will Smith, Joel Edgerton e Noomi Rapace.

Por incrível que pareça, Ayer consegue realizar um filme mais confuso e desinteressante que seu antecessor, o infame ‘Esquadrão Suicida‘.

O longa começa de forma interessante, mostrando a vida de Daryl Ward (Smith), humano e policial, que é alvejado por um Orc enquanto estava distraído na pausa do trabalho. Durante a fuga do incidente, seu parceiro, Nick Jakoby (Edgerton), também Orc, comete uma série de erros e acaba deixando o criminoso escapar, criando certa rivalidade entre os dois amigos, aflorada pelo fato de serem de espécies diferentes. Até que seus caminhos cruzam com a de uma jovem elfa e uma relíquia que deveria estar esquecida – que, em mãos erradas, poderia destruir o mundo todo.

bright 4

A premissa é cuidadosa em ressaltar que, na verdade, o filme quer lidar com as diferenças, com a discriminação pela cor da pele e o bullying que alguém pode sofrer apenas por não ser igual aos demais. Esse fato é lembrando o tempo todo do roteiro, que mostra que os humanos e os Orcs são visivelmente rivais, assim como os Elfos, que possuem até bairros separados na cidade. Porém, apesar de profundo, o roteiro peca em diversos momentos dos dois primeiros atos, acertando o tom apenas no terceiro, mesmo assim não sendo o suficiente.

Nem mesmo Will Smith consegue segurar a trama, apesar do seu inegável talento e carisma. O filme mescla mundos tão distintos que às vezes soa surreal demais e difícil de absorver . O resultado final acaba pairando entre os dois gêneros, sem saber que caminho seguir.

bright unit 09677 r

Porém, um dos acertos fica por conta de Joel Edgerton, quase irreconhecível debaixo de tanta maquiagem e, diga-se de passagem, está impecável, rendendo até mesmo uma pré-indicação ao Oscar 2018. Seu personagem é o mais complexo, tendo que lidar com os dramas de ser discriminado dentro do seu local de trabalho e sempre precisando escolher entre os humanos e os Orcs, entre a grande maioria ou a sua espécie minoritária e oprimida, tornando-o a trama mais profunda. E só.

David Ayer erra mais uma vez no tom da ação, que apesar de momentos intensos de tiroteio, não passa disso, não existem cenas memoráveis e a grande maioria delas são previsíveis e/ou remetem a outros filmes. A marca do diretor está presente, como esteve em seu outro filme polêmico, Esquadrão Suicida. A falta de ritmo, a grande quantidade de ação no terceiro ato para compensar o expectador ter assistido até ali.

Nos minutos finais, algumas piadinhas até funcionam – mas não conseguem apagar o ódio do espectador de ter assistido a um filme raso. Por sorte, não foi necessário desembolsar o caro valor do ingresso do cinema, o que chega a ser um pouco confortante.

Brighttenta se passar por um drama cabeça, mas no fim das contas a fantasia e a “magia” novamente pesa e cai em todos os clichês do gênero, tornando-o apenas mais um potencial desperdiçado. Não foi dessa vez que David Ayer terá sua redenção.

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Carioca, 26 anos, apaixonado por Cinema. Venho estudando e vivendo todas as partes da sétima arte à procura de conhecimento da área. Graduando no curso de Cinema e influenciador cinematográfico no Instagram.

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