Bruno Mars é um dos artistas musicais mais populares da atualidade e, desde sua estreia no mundo da música, trilhou um caminho de extremo sucesso que lhe rendeu músicas atemporais e que marcaram época, além de centenas de prêmios que reiteram seu favoritismo pela mídia e pelos apreciadores de boa música. E, depois de ter dominado os últimos dois anos com colaborações que incluíram Lady Gaga, ROSÉ e Sexyy Red, o cantor e compositor está pronto para voltar para mais uma era que promete encantar seus fãs.
Anunciando seu próximo álbum de estúdio, ‘The Romantic’, Mars retoma as rédeas de sua carreira solo após uma irretocável colaboração ao lado de Anderson .Paak para o compilado ‘An Evening With Silk Sonic’. E, para marcar o início definitivo do próximo capítulo de sua memorável discografia, o performer escolheu a divertida e contagiante canção “I Just Might” como lead single – mantendo-se fiel à identidade já explorada em sua iteração predecessora à medida que recupera inúmeros elementos esquadrinhados em seus maiores hits.
Bruno faz o que sabe de melhor – construir tracks que nos envolvem logo nas primeiras batidas e que denotam seu apreço pelo escapismo sonoro através de melodias inebriantes e um charme inescapável. E esses são os elementos que encontram maior palco ao longo de breves três minutos e meio, iniciando-se com uma mistura de trompetes, percussões e uma guitarra elétrica que nos extasia com um revestimento sintético certeiro e narcótico. Navegando em território familiar no cosmos que eternizou com sua sobressalente identidade, o artista constrói uma narrativa romântica que parte de tantas outras líricas que assinou.
Enquanto alguns podem comentar sobre a construção da faixa ser muito parecida com outras do mesmo catálogo de Mars, ouso dizer que, na verdade, existe uma coesão muito clara na imagem que o performer imortalizou no cenário do entretenimento e, produção a produção, ele busca um polimento ainda maior que se traduz em sua constante capacidade de encantar os ouvintes. Unindo-se a Dernst Emile II, Philip Lawrence e Brody Brown, Bruno singra pelo pop-soul, pelo doo-wop e pelo disco, pincelando a trajetória com notas marcantes do funk e promovendo uma clara homenagem a Leo Sayer.
“I Just Might” é um sólido início para o que pode se tornar uma das melhores e mais divertidas eras de Bruno Mars, promovendo um resgate de suas raízes aos moldes de tantos outros artistas que fizeram isso nos últimos anos – mantendo-se de alguma forma original em suas próprias reinvenções, mas sem abandonar o que outrora o transformou em um dos maiores astros da música atual.


