Crítica | Depois do Universo – Giulia Be Estreia nas Telonas em drama brasileiro estilo ‘A Culpa é das Estrelas’

Uns dez anos atrás o mercado editorial foi invadido por uma derivação de gênero que se tornou um fenômeno: a chamada sick lit, histórias centradas em um ou mais personagens com uma doença grave – quase sempre uma doença terminal e quase sempre um personagem jovem. Foi assim que as telonas ganharam adaptações tipo ‘Tudo e Todas as Coisas’, ‘A Cinco Passos de Você’ e o grande carro-chefe do gênero, ‘A Culpa é das Estrelas’, que fez milhões de adolescentes chorarem nas salas de cinema. Agora chega à Netflix o representante brasileiro desse grupo, o drama românticoDepois do Universo’, que já estreou indo direto para as primeiras posições do Top 10 em 43 países.

Nina (Giulia Be) desde criança lida com uma doença autoimune: o lupus. Apesar de ter que se superar diariamente para conseguir dar aulas e realizar seu tratamento de hemodiálise, ela cuida do avô (Othon Bastos) e tem o sonho de se tornar pianista solo da Orquestra Sinfônica de São Paulo. Mas, quando pensa nas dores que sente com frequência e no seu número na fila por um transplante de rim (14.889), Nina se desanima, sentindo-se o tipo de pessoa que vê o copo meio vazio. Então, em um dia nublado em que está no hospital fazendo sua hemodiálise, ela reconhece Gabriel (Henrique Zaga), com quem havia trombado na estação de trem anteriormente, e descobre que ele é um médico residente cheio de alto-astral e motivação, determinado a fazer com que ela veja o lado bom da vida. Porém, a relação médico-paciente será questionada quando a amizade entre os dois evolui para algo mais.

Inocente e fofinho, ‘Depois do Universo’ traz a estreia da cantora e compositora teen Giulia Be para o mundo cinematográfico, e isso, por si só, já atrai os olhares da crítica. Soma-se a isso o fato de a cantora ter quase 3 milhões de seguidores em apenas uma rede social e pronto, já temos o arrasta-quarteirão da Netflix, que apresenta, até mesmo, uma canção composta exclusivamente pela cantora para o filme.

Com mais de duas horas de duração, o longa de Diego Freitas entrega uma história com a qual o público-alvo da cantora se conecta, conduzido pela disposição da atriz em dar o seu melhor a seus fãs, mesmo em seu primeiro grande trabalho. Filmado durante a pandemia – numa época em que as doenças autoimunes ganharam os holofotes, dada o agravamento em caso de contágio – é interessante observar as alternativas encontradas pelo diretor (que aparece no longa, ele é o barman da boite ) para gravar determinadas cenas, em especial o uso de efeitos etéreos, que também se conectam ao clipe de Giulia com Luan Santana. Para quem é fã, é só encontrar as referências.

O roteiro, com colaboração de Rodrigo Azevedo e do também ator João Côrtes, desenvolve a trama bem passo a passo, mas, por vezes, dá ênfase em elementos que não vão para lugar algum [três closes na bolsa de Nina, que não interfere na história; a mania do melhor amigo Yuri (Leo Bahia) roncar e beber refrigerante, que não acrescenta; o avô que vai se vestir para a apresentação da neta e some, só reaparecendo na cena final]. Com a participação especial de Viviane Araújo, que, com seu carisma nato, dá um tom alegre ao ambiente hospitalar, ‘Depois do Universo’ é um filme com a inocência juvenil típica, um presente da cantora a seus fãs, certamente.

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