Crítica | ‘Desligue!’ – Empolgante filme Tailandês na NETFLIX sobre ‘Golpistas do Call Center’



Você já deve ter ouvido falar das fraudes eletrônicas originadas de ligações suspeitas, nas quais criminosos, sem piedade, buscam obter altas quantias de dinheiro através de chantagens, pegando muita gente de surpresa. Isso, inclusive, acontece bastante no Brasil. Para jogar luz sobre esse tema – que atinge não apenas nosso país, mas várias partes do mundo -, chegou à Netflix, nesse final de março, Desligue!, um empolgante longa-metragem tailandês que aposta em afiadas críticas sociais construindo-se em torno de dramas emocionais.

Orn (Nittha Jirayungyurn) é uma mulher de ótima condição financeira que, certo dia, leva um terrível golpe financeiro. Completamente abalada com a situação e escondendo a real quantia perdida, ela busca apoio nas forças policiais – em vão. Sem saber o que fazer, um dia acaba encontrando a fisioterapeuta Fei (Esther Supreeleela) e a vendedora de cremes Wow (Ning Chutima Maholakul), que também foram vítimas dos mesmos golpistas. Sem apoio da polícia, elas resolvem bolar um plano para desmascarar a quadrilha – uma decisão que trará enormes consequências para suas vidas.

- Ads -

10 filmes para você que abriu a NETFLIX sem saber o que assistir

- Ads -

Com direção de Sitisiri Mongkolsiri, e roteiro assinado por Tinnapat Banyatpiyapoj e Kongdej Jaturanrasamee, a trama se desenvolve a partir do trauma de uma situação, virando a chave do drama para uma ação acelerada, com pitadas de suspense, em que a inconsequência se torna uma marca no desenvolvimentos das protagonistas. Ao abordar três classes sociais diferentes através de suas personagens, o projeto enriquece o contexto da narrativa, nos levando para uma estrada de possibilidades e com desfecho simbólico.

Com tantos ingredientes reunidos para abordar a vingança através do concreto de ações moralmente controversas – sem perder o fio do discurso –, as protagonistas logo se transformam em um reflexo do contraditório, caminhando a passos largos por uma linha tênue entre o certo e o errado.

Outro fator interessante é que a definição de vilão, nessa história, acaba ganhando papel amplo, ligado ao submundo do crime e às forças invisíveis por trás das ações cruéis retratadas. Dos crimes cibernéticos ao alpinismo social por meio da bandidagem, logo chegamos na lavagem de dinheiro, contas-fantasmas. Ainda sobra espaço para uma crítica à ineficiência das forças policiais no combate a esse tipo de crime – ainda que de forma superficial, já que o personagem que representa isso acaba sendo deixado completamente escanteado na trama.

Desligue! não reinventa a roda quando pensamos em linguagem, mas se lança em riscos narrativos ao explorar, com eficiência, uma temática provocativa que se constrói em torno do trauma.

Inscrever-se

Notícias

Jessica Rothe fala sobre ‘Impostores’ no SXSW e diz que ama atuar em terror

O terror 'Impostores' (Imposters), estrelado pela Jessica Rothe ('A...

‘A Morte Te Dá Parabéns 3’ ainda vai acontecer? Atriz responde!

Em entrevista ao Screen Rant, Jessica Rothe ('Contra Todos')...

Os Sucessos de 2025 que já confirmaram suas SEQUÊNCIAS

Qual é o principal objetivo de um filme? Para...
Assista também:


Raphael Camacho
Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.