quarta-feira, fevereiro 4, 2026

Crítica | ‘Dupla Perigosa’ – Um competente filme de ação tragicômico

CríticasCrítica | ‘Dupla Perigosa’ – Um competente filme de ação tragicômico

Ultimamente – leia-se os últimos anos – tem sido difícil a vida de quem ama bons filmes de ação, frequentemente se decepcionando com o ‘mais do mesmo’ presente na maioria dos lançamentos do gênero. Talvez por isso, quando uma obra busca um mínimo que seja de risco, já ganha nossa atenção. Isso acontece com Dupla Perigosa, novo lançamento do Prime Video.

Cheio daquelas ‘mentirinhas’ que todo mundo que ama o entretenimento pipoca gosta, mesmo com muitos exageros, o filme protagonizado pelos mundialmente conhecidos Dave Bautista e Jason Momoa, busca romper algumas camadas dentro de uma dinâmica familiar marcada por um passado conflituoso e o distanciamento. O projeto é dirigido pelo porto riquinho Angel Manuel Soto (Besouro Azul) com roteiro assinado por Jonathan Tropper, cocriador das ótimas séries Banshee e Seus Amigos e Vizinhos.



James (Dave Bautista) é um oficial da marinha norte-americana, pai carinhoso e marido dedicado, que vive seus dias com a família no Havaí, onde nasceu e foi criado. Sua rotina de paz e tranquilidade muda completamente quando seu pai, um detetive experiente, morre atropelado – em circunstâncias suspeitas. A partir daí, volta à sua vida seu irmão Jonny (Jason Momoa), um policial suspenso, sem rumo, e quase perdendo sua namorada brasileira, Valentina (Morena Baccarin). Assim, esses dois irmãos completamente diferentes precisam encontrar soluções para toda uma conspiração que se forma ao redor deles.

Em meio a cenas de ação bem executadas – e desenfreadas -, há algumas pausas para o drama familiar. Mesmo adotando um decepcionante leque de exageros quando pensamos em conveniências de roteiro, a narrativa revela um equilíbrio que faz as pouco mais de duas horas de projeção passarem rápido, com certa atenção do público. Há também algumas surpreendentes referências, como em uma cena onde percebemos uma homenagem ao clássico sul-coreano Oldboy – numa sequência de ‘um contra muitos’ em um corredor apertado, com machadinha e tudo.

Passando por uma investigação conturbada, que envolve até membros da Yakuza, milionários encrenqueiros e corrupção política, caminhamos pela violência de forma direta, com o equilíbrio de tensão com humor  – com direito a braço arrancado e muito mais -, ao mesmo tempo que abre, aos poucos, espaço para reflexões sobre laços afetivos fragilizados, que precisam abruptamente lidar com traumas, heranças emocionais e resoluções de conflitos.

Com um sugestivo espaço para continuação apresentado em seu desfecho, Dupla Perigosa busca se justificar como o início de uma franquia, com dois fortes nomes como protagonistas, que parecem ter muito mais a entregar.

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