Crítica | Força Bruta: Condenação – Quarto Filme da Franquia é Pura Ação do Início ao Fim [Festival do Rio 2024]



Uma das grandes vantagens de se ter um grande festival de cinema internacional no país é a possibilidade de se ter contato com filmes que, de outra maneira, talvez não tivessem a chance de ser exibidos em tela grande para os espectadores brasileiros. Outra vantagem é que, por causa de um evento desse porte, filmes franqueados ganham a oportunidade de efetivamente estrear no circuito, apresentando outro no festival, dando, dessa forma, a oportunidade ao espectador de conhecer uma determinada franquia. É o que aconteceu com o longa ‘Força Bruta: Condenação’, quarto longa da série de filmes sul-coreanos ‘Força Bruta’ que está sendo distribuída pela Sato Company e que teve exibições no Festival do Rio 2024.

Dois homens em ambiente industrial.

Três anos após um caso de droga sintética aparecer na Coreia do Sul, o policial Ma Seok-do (Don Lee, de ‘Eternos’, e cujo nome original é Ma Dong-seok) e outros investigadores procuram pelos criminosos, após uma jovem ser encontrada morta no meio da rua. A droga é vendida e distribuída através de um aplicativo de delivery, e o distribuidor deste aplicativo é encontrado morto nas Filipinas. É neste momento que a equipe de Seok-do entende que o evento se trata de um enorme caso criminoso na internet. Nas Filipinas, Beak Chang-gi (Moo-yul Kim), um ex-militar mercenário monopoliza o comércio ilegal coreano, utilizando-se dos meios de apostas on-line para lavar o dinheiro sujo e fazer a mercadoria circular. Assim Seok-do e sua equipe entendem que as fronteiras não são mais limites e a busca pelo mercenário se torna internacional e cibernética.

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Ao contrário do filme anterior, ‘Sem Saída’, em ‘Força Bruta: Condenação’ o enredo perde o tom de humor que tanto divertia na franquia, para focar totalmente numa história de ação à moda antiga. Para tal, o roteiro de Oh Sang-ho constrói uma história mirabolante e internacional, que parte de um crime simples (a jovem que é encontrada morta em aparente suicídio) para ligar este fato a uma rede de corrupção, de venda de drogas sintéticas, de lavagem de dinheiro e outros crimes. Aliás, dessa vez a história é tão mais complexa, que pode imprimir alguma dificuldade para o espectador acompanhar, uma vez que ela se expande para além das fronteiras da Coreia do Sul e vai para outros países asiáticos, misturando línguas e culturas.

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Se por um lado o enredo fica mais sério, partindo da cena pós-créditos do filme anterior, o diretor Heo Myeong-haeng (que trabalhou em ‘Oldboy’) compensa com muita cena de ação super bem-produzida e ainda melhor filmada. Os planos e as sequências são imersivas, bem longas, com muita coreografia para dar veracidade às cenas de luta, que tomam conta da trama empregando ritmo à narrativa de suspense policial. Dessa forma, o cineasta mantém o título da franquia como o maior K-action da história daquele país.

Força Bruta: Condenação’ é filme de ação raiz estilo domingo à noite, com o clássico protagonista brucutu que bate primeiro e pergunta depois. Para os saudosos dos filmes desse gênero que fizeram sucesso nesse formato entre os anos de 1970/1990, é uma franquia para ficar de olho, pois sempre entrega qualidade às suas produções. K-action com o melhor do cine-pancadaria.

Homem em agitação urbana, falando ao telefone.

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Janda Montenegro
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.

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Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.