terça-feira, fevereiro 20, 2024

Crítica | Gatos no Museu – Animação Russa Leva Aventura ao Museu The Hermitage, de São Petesburgo

Não é de hoje que as produções audiovisuais da Rússia estão chegando ao Brasil. O país de dimensões continentais investe em diversos gêneros, mas especialmente os filmes de terror e de animação são os que ganham mais espaço de distribuição no território brasileiro. Com o recente fim do recesso escolar e a proximidade do Dia dos Pais, chega a partir desta quinta-feira às salas de cinema nacionais o longa de animação russo ‘Gatos no Museu’.

Durante uma forte tempestade no mar um pequeno filhote de gatinho alaranjado acabou naufragando e acorda em uma ilha deserta. Tudo o que ele encontrou neste novo lugar foi um casarão abandonado com uma pintura e muita poeira, além de um buldogue que todos os dias passou a visitá-lo na tentativa de pegá-lo – e todos os dias falhava. Autodeclarado Capitão daquela casa, o gatinho estava contente com sua rotina até que um acidente faz com que ele caia no mar junto com parte da mobília da casa. Ao tentar se proteger dentro de um piano conhece o ratinho Maurice que o ajuda a sobreviver e lhe dá o nome de Vincent. Boiando em alto mar, os dois são resgatados por um navio cargueiro que coincidentemente está levando obras de arte para o museu Hermitage, em São Petersburgo. Uma vez na nova instituição os dois vivem aventuras inimagináveis ao encontrar um grupo de gatos que se autointitula os guardiões das obras de arte. Mas a iminente chegada da Monalisa ao museu e a suspeita de um fantasma rondando o ambiente fará com que a amizade entre eles seja colocada a teste.

Com uma hora e vinte de duração ‘Gatos no Museu’ coloca o protagonismo nos felinos para, desta forma, construir uma história que promove um dos pontos culturais de maior prestígio do território russo. Nesse sentido, o roteiro de Elvira Bushtets, Fyodor Derevyanskiy e Vasiliy Rovenskiy constrói a autopromoção cultural daquele país através de uma aventura ao mesmo tempo fofinha e educativa, usando a arte como pano de fundo para o seu argumento. A maior parte do enredo se passa dentro do Hermitage e os personagens têm consciência de onde estão e da importância das obras ao seu redor. Cleópatra, a única gata fêmea do local, é como uma guia de turismo do museu que fica tentando frequentemente conduzir o novato Vincent aos melhores locais do ambiente. O ratinho Maurice é um grande especialista em pinturas, e, através dele, os pequenos espectadores poderão ter uma boa dose de história da arte através das pinturas europeias.

Partindo desse argumento bem válido, o filme de Vasiliy Rovenskiy utiliza, entretanto, uma estética bem esquisita para os animais falantes, principalmente aos gatos. Misturando técnicas de desenho, os felinos carregam características humanas – especialmente no formato do rosto, no distanciamento entre os olhos e na arcada dentária –, o que nos faz lembrar das críticas recebidas na primeira versão do Sonic antes da exibição do filme do ouriço azul.

Colorido e educativo, ‘Gatos no Museu’ chega como uma opção segura para um programa em família para o Dia dos Pais.

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