terça-feira, fevereiro 20, 2024

Crítica | Gemini: O Planeta Sombrio – Terror Sci-Fi estilo ‘Alien’ Sofre com Premissa que Desanda

Já está bastante claro para todo mundo que o planeta Terra está sofrendo, e muito, com as atitudes do ser humano. O aquecimento global, a destruição das florestas, a extinção de espécies animais, a poluição dos lençóis freáticos, a escassez de água potável são apenas alguns exemplos das consequências do que a raça humana tem feito com o planeta em prol de uma dita modernização. E isso tem inspirado muitas produções de gênero, como o terror e a ficção científica, afinal, nada pior do que imaginar que não temos para onde ir caso esse nosso planeta dê errado, né? Seguindo por essa linha, chega em breve nos cinemas o longa russo ‘Gemini: O Planeta Sombrio’, cuja estreia inicialmente estava agendada para o fim de 2022, mas foi adiada para fevereiro de 2023.

Em um futuro próximo, a humanidade está sofrendo com a pandemia de um vírus misterioso que está matando muitas pessoas. Enquanto uma vacina não é elaborada, um grupo de cientistas tenta criar uma espécie de cápsula fertilizante, com o que há de melhor do planeta Terra para ser levado a algum outro canto da galáxia que, mediante exploração espacial, se decida como sendo o novo lar para os seres humanos. Após inúmeras tentativas, os cientistas descobrem um planeta em outro universo com condições similares à Terra, que se mostra promissor, de modo que as empresas preparam uma grande missão com astronautas para levar essa cápsula, nomeada de Gemini, para que as sementes vá germinando a tempo de quando a humanidade se mudar em definitivo para esse novo planeta, já haja biosfera para todos viverem. Porém, quando a missão de Frank (Nikita Dyuvbanov), Richard (Viktor Potapeshkin), Steve (Egor Koreshkov), Ryan (Samoukov Kostya), David (Dmitriy Frid) e Leona (Lisa Martinez) está prestes a chegar ao novo planeta, eles percebem não só que estão no lugar errado, mas também que algo a mais veio a bordo com eles…

Felizmente, ‘Gemini: O Planeta Sombrio’ tem menos de uma hora e quarenta de duração e, portanto, não se prolonga por mais do que deveria. Felizmente, porque a coisa toda começa a desandar logo no início, quando da apresentação do plot. O roteiro de Natalya Lebedeva e Dmitriy Zhigalov joga no colo do espectador, nos minutos iniciais do longa, uma série de nomes, dados e informações as quais não estávamos preparados para receber. Tudo é feito de maneira tão apressada, que causa muita confusão sobre quem é quem, qual o objetivo da coisa e do quê o personagem-cientista está falando. Passado esse drama primevo, entramos no enredo propriamente dito, que descarta personagens e muda suas características tão somente para melhor acomodar as intenções de seu enredo – que, por sua vez, não se mostra nem um pouco original, em um universo em que a franquia ‘Alien’ já fez o plot “hospedeiro intruso à solta na nave” de maneira mais bem feita e bem antes dessa produção russa.

Serik Beyseu não demonstra preocupação com a coerência de seu filme, ainda que traga boas adaptações para o período pandêmico da vida real (os personagens usam máscaras para respirar no outro planeta por causa do ar tóxico, mas não cobrem os olhos, o que não faz sentido). As atuações do elenco são tão caricatas  que é basicamente possível adivinhar não só as ações, como as falas e as reações dos personagens.

Confuso,  ‘Gemini: O Planeta Sombrio’ é uma ficção científica que não consegue apresentar nada de novo nem promover o debate climático, ficando só na superficialidade mesmo.

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