Crítica | Goosebumps 2: Halloween Assombrado - Continuação falha em criar identidade

Crítica | Goosebumps 2: Halloween Assombrado - Continuação falha em criar identidade

Nota:

Estamos no mês de outubro conhecido também como o mês do Halloween, já que dia 31 é o tão famoso Dia das Bruxas. Com isto, existe uma tendência, quase uma espécie de tradição norte-americana de lançar filmes com tal temática durante esta época do ano. Pensando nisso, em 2015 foi lançado o primeiro filme baseado nas obras de Robert Lawrence Stine, o famoso autor do livros infanto-juvenis de terror Goosebumps, chamado Goosebumps: Monstros e Arrepios e agora, três anos depois, chega a continuação.

Goosebumps 2: Halloween Assombrado traz de volta o boneco de ventríloquo Slappy (Rick Galinson) que, após ser solto acidentalmente por dois meninos quando abrem um manuscrito inacabado de R.L. Stine (Jack Black), decide dar vida às decorações de Halloween da cidade, provocando um verdadeiro caos e fazendo com que os protagonista percebam que precisam pará-lo antes que seja tarde demais.

Além da mudança de elenco, exceto pelos monstros e Black, a produção também teve uma troca de diretor e roteirista. Quem assina a história é Rob Lieber (Pedro Coelho) e quem comanda o longa-metragem é Ari Sandel (West Back Story). Diferentemente do esperado, o gancho deixado no primeiro filme de nada serve para a narrativa deste, já que aqui o telespectador se encontra em outro universo de Goosebumps, com uma trama trazendo o Slappy novamente como antagonista.



Diferente do primeiro longa, Goosebumps 2: Halloween Assombrado comete algumas falhas no roteiro que tornam difíceis a construção da trama. O universo já está pré-estabelecido, contudo, os personagens são novos e rapidamente apresentados, sem dar tempo de criar identidade com público. Inclusive, não são memoráveis, tornando a história facilmente esquecida no fundo da gaveta após assistir somente uma vez.

A dupla Sonny Quinn (Jeremy Ray Taylor) e Sam Carter (Caleel Harris) conseguem manter um diálogo com humor leve, próprio para crianças, e até mesmo arrancar algumas risadas dos adultos, entretanto, não provocam nada além disso. Enquanto isso, a protagonista Sarah Quinn (Madison Iseman) se passa por irrelevante a maior parte da narrativa e não consegue fazer com que o público se importe com seu destino, o que provoca até surpresas quando se percebe somente no final alguns detalhes sobre a mesma.

Dentre todos os personagens, o destaque fica para Slappy e a pequena participação de Chris Parnell como Walter, que possui diálogos até interessantes com a mãe dos irmãos Quinn, Kathy (Wendi McLendon-Covey). A participação de Jack Black nada influencia na produção e parece que estava ali mais para cobrir uma ponta, o que é um desperdício do talento do ator que fez um trabalho tão bom em ‘Monstros e Arrepios’.

Em quesitos de direção técnica, o filme entrega o necessário, ou seja, planos cinematográficos já vistos anteriormente e nada muito surpreendente. Enquanto isso a arte consegue fazer um trabalho espetacular em relação as cores e os figurinos, mesclando tudo muito bem para que passe a sensação dos filmes infanto-juvenis com a temática de Halloween de outrora, sendo este fato o que torna o longa-metragem mais interessante do que a história em si.

No geral, Goosebumps 2: Halloween Assombrado deixa bastante a desejar e desperta no espectador uma vontade de ter visto a continuação do gancho deixado no primeiro, já que tanto a história quanto os personagens são muito mais intrigantes do que o desta continuação.





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